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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
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Data comemorativa do dia 12 de junho
Dia do Enxadrista
Dia do Enxadrista
Walter J. Pilsak, Waldsassen

O jogo de tabuleiro remonta ao mundo antigo, em lugares como Índia, China, Japão, Pérsia, África do Norte e Grécia.

O xadrez surgiu no norte da Índia, entre os séculos V e VI da Era Cristã, como uma evolução do jogo “chaturanga”, que era disputado entre quatro jogadores. Sua popularidade aumentou quando passou a ser jogado com dois adversários.

No mundo árabe, o xadrez era chamado de “xhatrandj”. Os árabes o introduziram na Europa medieval, surgindo, desde então, inúmeros jogos de tabuleiro populares, como damas, ludo, dominós, trilha etc. Só no século XVIII, o xadrez chegou a sua forma definitiva, como é jogado até hoje.

O xadrez é constituído de um tabuleiro quadriculado, com 64 casas iguais, alternadamente claras e escuras, e é jogado com 32 peças (16 para cada adversário: um rei, uma dama, duas torres, dois cavalos, dois bispos e oito peões).

Cada jogador tenta se apossar das peças do outro, mas só vencerá a partida quem conseguir capturar o rei do adversário, deixando-o sem saída, isto é, em xeque-mate. O rei é a única peça que não pode ser capturada; sempre que o rei for atacado, o jogador tem de alertar o adversário dizendo “xeque”, para que o rei fique protegido. É dado o mate ou xeque-mate quando não for possível proteger o rei.

No Brasil Imperial, o xadrez era pouco jogado. Ficou mais popular com a vinda, da Europa, em 1863, do pianista português Arthur Napoleão, amigo do imperador D. Pedro II. Ele era exímio enxadrista. Elaborava problemas e redigia a coluna de xadrez publicada na revista “Ilustração Brasileira”. Em 1876, o visconde de Pirapetinga, pai do grande enxadrista brasileiro Caldas Viana, convidou-o a criar o primeiro Clube de Xadrez do Brasil.

A Associação Brasileira de Xadrez (ABX) e a Federação Brasileira de Xadrez (FBX), sediadas no Rio de Janeiro, foram fundadas em 1930. Com a filiação da FBX à Federação Internacional de Xadrez (Fide), em 1939, o Brasil começou a participar de torneios e competições internacionais.

O xadrez é um esporte intelectual. Durante séculos, os enxadristas aumentaram seu desenvolvimento técnico estudando em livros, pois existem milhares deles, para todas as idades.

Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, é o enxadrista brasileiro que mais se destacou. Aos 12 anos, foi campeão do Rio Grande do Sul (1964). Em 1965 e 1967, foi campeão brasileiro. Tornou-se mestre internacional da Fide quando venceu o IV Torneio Zonal Sul-Americano (1967). No Torneio de Hastings, Inglaterra, obteve o título de grão-mestre (1972). Venceu o Torneio Interzonal de Manila, Filipinas, em 1976, e participou, na Suíça, em 1978, do Torneio dos Candidatos ao Título de Campeão Mundial.

No século XX, com a evolução dos microcomputadores e dos programas de xadrez para computadores, que proporcionou o arquivamento de partidas, os jogadores passaram a treinar e a pesquisar usando seus próprios computadores. A cada ano, o número de sites sobre xadrez aumenta na internet, e a divulgação de resultados e de eventos fica mais rápida. Alguns clubes de xadrez foram criados via internet; agora, já se pode jogar xadrez on-line, sem sair de casa.

Retirado do livro: “Datas comemorativas cívicas e históricas”, Paulinas Editora.