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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
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Evangelho do dia 10/08/2018

São Lourenço, diácono mártir, festa - Ano B - Vermelha
1ª Leitura: 2Cor 9,6-10 Salmo: 112(111) - Feliz quem administra seus bens com justiça.
evangelho
Como o grão de trigo que cai na terra... - Jo 12,24-26

“Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem não faz conta de sua vida neste mundo, há de guardá-la para a vida eterna. Se alguém quer me servir, siga-me, e onde eu estiver, estará também aquele que me serve. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.”

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Hoje fazemos memória de São Lourenço, diácono. Ele é um grande testemunho de caridade e dedicação aos pobres. Ao Senhor entregamos nosso dia e pedimos que o Espírito Santo nos conceda a graça do discernimento para buscarmos a Verdade, que deve orientar a nossa vida, nosso agir e nossas decisões.
Peçamos: “Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? A quem Jesus está instruindo? Do que nos lembra a imagem do grão de trigo que morre para produzir frutos? Qual é a condição para que a semente possa germinar? O que significa ser aquele que serve, segundo Jesus?
“Jesus está em Jerusalém para a festa da Páscoa. Aproxima-se o tempo da glorificação de Jesus, que vai se dar por sua paixão e morte. A imagem do grão de trigo ajuda a compreender o caminho de glorificação de Jesus. Para produzir fruto, o grão de trigo tem que cair na terra; esta queda na terra é a condição da fecundidade da semente. A paixão e morte de Jesus, seu sofrimento e seu sepultamento, não são estéreis, são para a vida. Aqui, o grão é identificado com o próprio Cristo, à diferença das parábolas do Reino dos céus (Mt 13,3ss), em que a semente é identificada com a Palavra de Deus. Com esta pequena parábola do grão de trigo que cai na terra, Jesus dá sentido à sua paixão e morte: ‘produz muito fruto’. O fruto de sua glorificação é a vida do mundo. O que se espera do discípulo é sua identificação com o Mestre. Esta identificação impõe ao discípulo aceitar livremente a vida proposta por Jesus. O discípulo atualiza e prolonga na história a entrega de Cristo. A vida verdadeira está no desapego, inclusive no desprendimento da própria vida. É o apego à vida que gera o medo de perdê-la. A vida brota do grão de trigo que cai na terra. Esta entrega é fruto do amor: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos’ (Jo 15,13)” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Qual palavra mais chamou sua atenção? Em que sentido o texto fortalece sua caminhada de fé? Como você acolhe as palavras e ensinamentos de Jesus em sua vida? O que Jesus o(a) convida a viver?
“Nesta imagem encontramos outro aspecto da Cruz de Cristo: o da fecundidade. A cruz de Cristo é fecunda. Com efeito, a morte de Jesus é uma fonte inesgotável de vida nova, porque traz em si a força regeneradora do amor de Deus. Imergidos neste amor pelo Batismo, os cristãos podem tornar-se ‘grãos de trigo’ e dar muito fruto se, como Jesus, ‘perderem a própria vida’ por amor de Deus e dos irmãos” (Papa Francisco).

Oração (Vida)

Oração para pedir a graça da fé
“Senhor, eu creio. Eu quero crer em ti. Eu te louvo pelo dom da fé e reconheço que estou ainda longe de ter a mesma fé de Abraão e Sara, de Tobit, de tantos profetas e reis; e o quanto sonho em experimentar também a mesma fé da Virgem Maria. Renova em mim o dom da fé recebido no Batismo, confirmado na Crisma e reanimado em cada Eucaristia. Que eu viva alicerçado na tua Palavra e que por ela me sinta exortado à fidelidade. Diante de tua presença, professo que creio, mas aumenta a minha fé. Senhor, faze que minha fé seja total, sem reservas; que ela penetre no meu pensamento e na minha maneira de julgar as coisas divinas e as coisas humanas. Senhor, faze que minha fé seja livre, quero aceitar livremente a tua vontade com todas as renúncias e deveres que ela comporta. Senhor, Tu disseste que felizes são os que creem sem ter visto. Dá-me a graça de crer, mesmo nos momentos em que não vejo caminho ou solução, reconhecendo que Tu és o caminho e solução, sempre! Senhor, faze que minha fé seja forte. Que eu possa caminhar sobre as águas revoltas e em teu nome eu possa remover montanhas; dá-me a fé que não vacila, que é garantia de vida eterna e que proclama teu poder, agindo, curando e libertando. Que eu permaneça com os olhos fixos no teu coração transpassado, para que, te vendo, eu receba a salvação e a anuncie a todos. Amém” (Papa Paulo VI).

Contemplação (Vida e Missão)

Com a Palavra de Deus na mente e no coração, qual atitude você se propõe a viver hoje?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

É preciso ter uma grande visão da vida e da morte para alguém dizer de si mesmo que o grão de trigo precisa cair na terra e morrer para produzir muito fruto. Se não cair na terra, se não for enterrado, não produzirá fruto. Há muitas maneiras de ser enterrado, e uma delas, a mais comum, acontece quando morremos e nosso corpo é levado ao cemitério. Alguém pode também se enterrar no meio do povo, como o fermento na massa. A Igreja de Jesus, rica em modelos de vida espelhados no Único Modelo, gera pessoas silenciosamente transformadoras de ambientes, cuja presença é mais ativa do que a de uma turba barulhenta. Parecem não existir e, no entanto, o seu olhar, o seu sorriso, seus pequenos gestos movimentam águas anteriormente paradas. Exatamente! Não são pessoas de águas paradas. Elas se movem, como a raiz da semente lançada na terra. Não se vê a raiz, mas é ela que retira do solo a água e os nutrientes de que a planta precisa. O Irmão Carlos de Jesus foi um exemplo do grão de trigo caído por terra. Dizia ele: “Quando o grão de trigo que cai por terra não morre, fica só; se morre, dá muitos frutos. Eu não estou morto, por isso estou só. Rezem por minha conversão, a fim de que, morrendo, eu dê frutos”. De sua morte se lê em algum relato que “o grão silenciosamente caído por terra na tarde de primeiro de dezembro de 1916, de fato, deu fruto”.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.