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Segunda-feira, 27 de Maio de 2019
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Evangelho do dia 16/05/2019

4ª Semana da Páscoa - Ano C - Branca
1ª Leitura: At 13,13-25 Salmo: Sl 88(89) - Vou cantar para sempre a bondade do Senhor.
evangelho
Eu conheço aqueles que escolhi - Jo 13,16-20

“Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática. Eu não falo de todos vós. Eu conheço aqueles que escolhi. Mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: ‘Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar’. Desde já, antes que aconteça, eu vo-lo digo, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. Em verdade, em verdade, vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.”

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Jesus convida seus discípulos a seguirem o seu exemplo e colocarem-se a serviço do Reino. Abra seu coração para o diálogo com o próprio Deus por meio de sua Palavra e deixe-se conduzir pela ação do Espírito Santo, que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Para uma melhor compreensão, leia na sua Bíblia o texto de Jo 13,1-35. Quais palavras mais chamaram sua atenção durante a leitura? Quais elementos estão presentes na narrativa? Quais ensinamentos Jesus transmite aos seus discípulos?
“A última ceia de Jesus com os seus discípulos é uma ceia de adeus em que ele deixa suas últimas vontades: fração do pão como memorial e o serviço fraterno. É durante a última ceia e depois de lavar os pés dos discípulos que Jesus pronuncia essas palavras que lemos no evangelho de hoje. Máxima semelhante ao enunciado no v. 16 nós encontramos em Mateus 10,24-25. Um dos aspectos do discurso de Jesus depois de lavar os pés de seus discípulos é apresentar o específico do discípulo. Em nosso caso há dois aspectos a ressaltar: o discípulo é servo e, como tal, renuncia a todo desejo de poder e prestígio. A consciência de sua condição de servo e a vida coerente com essa vocação é o caminho da felicidade. Na configuração da vida do servo ao seu Senhor está a felicidade. Para o relato, a predição da traição de Jesus por parte de um dos discípulos tem por finalidade prevenir os discípulos e, com isso, o leitor contra o escândalo que pudesse levar a certo esmorecimento, ao mesmo tempo em que dá uma chave de leitura para compreender o fato (cf. Sl 41,10). É, inclusive, um modo de dizer que a Escritura se cumpre em Jesus. Até mesmo a traição pode ser ocasião de fé na pessoa de Jesus” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

“Será que sabemos o nosso lugar em qualquer ambiente que seja? Sei o meu lugar na comunidade, na família, na sociedade, no campo profissional? Quando temos essa certeza, então nossa vida segue tranquila. Hoje, Jesus nos convida a pensar nosso lugar no Reino: somos servos e discípulos. E só seremos felizes quando exercermos o nosso trabalho na condição de um discípulo servidor, disse Jesus. E quando somos enviados em missão, o próprio Jesus vai em nós e conosco. Por isso, quem nos recebe, é ao Cristo mesmo que acolhe e, ainda mais, ao Pai, que é origem da missão. Jesus nos conhece e nos chamou. Ninguém é anônimo diante de Deus. Temos identidade e caráter diante dele” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)

Ofereça ao Senhor os frutos da sua oração, da sua meditação e da contemplação da Palavra. Apresente o desejo que brotou em seu coração e peça a graça de vivê-lo durante o dia. Faça sua prece de agradecimento ou pedido.

Contemplação (Vida e Missão)

Qual é a aplicação da Palavra em sua vida? O que você se propõe a viver hoje? Como pretende atingir este propósito?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

No Evangelho de São João, depois da última Ceia, Jesus conversa longamente com os seus discípulos. Lemos hoje um pequeno trecho do início dessa conversa com recomendações de Jesus antes da sua partida para a casa do Pai. O evangelista sublinha a importância de ser discípulo. Em primeiro lugar, somos discípulos, seguidores de Jesus. Depois temos funções e cargos em sua comunidade. O servo não é maior do que o seu senhor. O “enviado” não é maior do que aquele que o enviou. É a primeira e única vez que São João usa a palavra “enviado”, tradução da palavra grega “apóstolos”. O “apóstolo” não é maior do que aquele que o enviou. O apóstolo deve saber disso, mas deve saber também que, quem o recebe, recebe Jesus e recebe o Pai. “Quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe.” Ele nos conhece a todos, como conhecia os apóstolos e entre eles conhecia Judas, que não foi fiel. Nós nem sempre somos fiéis e sabemos que somos capazes de qualquer desvio em nosso caminho. Não podemos apontar o dedo para ninguém porque podemos fazer o mal que os outros fazem. Contamos, porém, com a força do Senhor e queremos desempenhar bem a tarefa que ele nos confiou.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas.