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Evangelho do dia 07/12/2018

Santo Ambrósio, memória - Ano C - Branca
1ª Leitura: Is 29,17-24 Salmo: 27(26) - O Senhor é a proteção da minha vida.
evangelho
Que queres de nós, Filho de Deus? - Mt 9,27-31

As pessoas ficaram admiradas e diziam: “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”. Quando Jesus chegou à outra margem do lago, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, saindo dos túmulos. Eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles então gritaram: “Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”. Ora, a certa distância deles estava pastando uma manada de muitos porcos. Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos à manada de porcos”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

O Evangelho de hoje nos fala da fé. Pela fé no filho de Davi, os dois cegos foram curados e tornaram-se testemunhas da libertação que o Senhor realizara em sua vida.
Oremos: “Pai, cura-me da cegueira que me impede de reconhecer a presença de tua salvação na minha vida, realizada pela ação misericordiosa de teu Filho Jesus. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto bíblico? Observe o contexto da narrativa: lugar, personagens, pedidos... Com quais palavras os cegos se dirigem a Jesus? O que buscam? O que significa a cegueira no contexto da narrativa? O que foi necessário para que os homens fossem curados? Por que Jesus os adverte para que ninguém fique sabendo das curas?
“Jesus é um Messias itinerante, passa de aldeia em aldeia, de um lugar a outro, visita essa e aquela pessoa. Por onde passa, Jesus reaviva a esperança e desperta a fé na vida. Esse seu contínuo deslocamento é a imagem de Deus que vai ao encontro do ser humano onde ele está; é imagem do Deus que acompanhou o seu povo ao longo de toda a travessia do deserto. Os dois cegos do nosso episódio acompanham Jesus com uma súplica persistente: ‘Tem compaixão de nós’. Já em casa, o diálogo de Jesus com eles suscita-lhes a fé. A cegueira é um modo de falar da falta de fé. A cura é feita pelo toque de Jesus nos olhos deles, gesto acompanhado da palavra que esclarece o gesto. É a fé que faz ver, pois ela é iluminação. A fé dos dois cegos não é a causa da cura, mas a fé é necessária para receber a visão como dom de Deus. A fé, podemos dizer, é a cura de tantos males do coração do ser humano” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

A súplica dos dois cegos traduz uma profunda confiança no Senhor, como vemos no pedido: “Tem compaixão de nós, filho de Davi”, e na resposta: “Sim, Senhor”. Em seguida, Jesus confirma que a cura da cegueira se dá “conforme a vossa fé”. Fé, portanto, é o elemento central que o evangelho nos convida a viver neste dia.
“Jesus faz um pedido quase impossível de alguém atender: ser curado e guardar segredo. Imagine uma pessoa cega, com todas as limitações decorrentes, que tem a graça de se encontrar com um homem que poderia mudar, radicalmente, a sua vida. Os dois cegos saíram gritando e seguindo Jesus: ‘Tem compaixão de nós, Filho de Davi!’. A certeza do coração deles: é o Messias que veio para curar e devolver a vista aos cegos. Jesus pergunta sobre a fé daqueles cegos: ‘Acreditais que eu posso fazer isso?’ ‘Sim, Senhor’. Tocou-lhes os olhos e ficaram curados! Só em Jesus podemos enxergar verdadeiramente o mundo ao nosso redor e vislumbrar o céu que nos espera. Abre, Senhor, os olhos da nossa fé!” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)

Oração para pedir a graça da fé: “Senhor, eu creio. Eu quero crer em ti. Eu te louvo pelo dom da fé e reconheço que estou ainda longe de ter a mesma fé de Abraão e Sara, de Tobit, de tantos profetas e reis; e o quanto sonho em experimentar também a mesma fé da Virgem Maria. Renova em mim o dom da fé recebido no Batismo, confirmado na Crisma e reanimado em cada Eucaristia. Que eu viva alicerçado(a) na tua Palavra e que por ela me sinta exortado(a) à fidelidade. Diante de tua presença, professo que creio, mas aumenta a minha fé. Senhor, faze que minha fé seja total, sem reservas; que ela penetre no meu pensamento e na minha maneira de julgar as coisas divinas e as coisas humanas. Senhor, faze que minha fé seja livre, quero aceitar livremente a tua vontade com todas as renúncias e deveres que ela comporta. Senhor, tu disseste que felizes são os que creem sem ter visto. Dá-me a graça de crer, mesmo nos momentos em que não vejo caminho ou solução, reconhecendo que Tu és o caminho e solução, sempre! Senhor, faze que minha fé seja forte. Que eu possa caminhar sobre as águas revoltas e em teu nome eu possa remover montanhas; dá-me a fé que não vacila, que é garantia de vida eterna e que proclama teu poder, agindo, curando e libertando. Que eu permaneça com os olhos fixos no teu coração transpassado, para que, te vendo, eu receba a salvação e a anuncie a todos. Amém” (Papa Paulo VI).

Contemplação (Vida e Missão)

Qual novo olhar nasceu em você, a partir da Palavra? Quais apelos você sentiu em seu coração? Quais compromissos deseja assumir em sua vida?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

“Que homem é este?”, perguntaram, quando Jesus acalmou a tempestade. E nós perguntamos: “Que homem é este que faleceu em 397?”. É Santo Ambrósio, grande bispo e doutor da Igreja. Os demônios que estavam no possesso gritaram, perguntando: “Que queres de nós, Filho de Deus?”. Perguntavam com medo de terem que deixar o seu território. A mesma pergunta é feita por quem não tem medo e está disposto a seguir o Filho de Deus: “Que queres de nós, que queres de mim?”. Morrera o bispo de Milão e o povo se reuniu para eleger um novo bispo. As pessoas que se reuniram elegeram por aclamação Ambrósio, que ainda não era batizado. Com aprovação do Papa e do imperador, Ambrósio recebeu os sacramentos e se tornou bispo de Milão. “Queremos Ambrósio”, gritava o povo. Durante uma semana Ambrósio perguntou: “Que queres de mim, Senhor?”. E aceitou a missão. Foi um homem muito completo no campo pastoral, político, doutrinal e litúrgico. Antes de morrer, com 60 anos, disse: “Não vivi de tal modo que tenha vergonha de continuar vivendo; mas não tenho medo de morrer, porque temos um Senhor que é bom”. Junto com São Jerônimo, Santo Agostinho e outros, faz parte da lista dos Padres da Igreja latina.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.