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Quinta-feira, 21 de Março de 2019
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Santo do dia 21 de março
Santa Benedita Cambiagio Frassinello
Fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Providência (1791-1858)
Santa Benedita Cambiagio Frassinello
Rebeca Venturini / FC

Benedita Cambiagio nasceu no dia 2 de outubro de 1791, em Langasco, em Gênova. Foi a última dos sete filhos de José e Francisca, que a batizaram dois dias depois de seu nascimento. Ainda pequena, se mudou para Pavia, com sua família, onde o trabalho era mais promissor. Lá recebeu uma educação cristã rigorosa e teve uma profunda experiência espiritual, que a fez pensar em seguir a vida religiosa. Porém, em 1816, quando tinha 25 anos, a família a conduziu para o casamento com João Batista Frassinello, um operário e fervoroso cristão, procedente de Ronco Scrivia.

Dois anos depois, sem filhos, Benedita e João Batista, que nutriam entre si um amor fraterno, passaram a viver como irmãos na mesma casa. Benedita pôde, assim, realizar seu desejo juvenil de se consagrar somente a Deus. Na época, sua irmã Maria, muito doente, se hospedou em sua casa, e o casal passou a cuidar dela com amor e dedicação, até sua morte, em 1825. Nessa ocasião, João Batista entrou como irmão leigo na Comunidade Religiosa dos Padres Somascos, e Benedita, na Comunidade das Irmãs Ursulinas de Capriolo. Contudo, no ano seguinte, ela voltou para Pavia, muito doente, e lá teve uma visão na qual lhe apareceu São Jerônimo Emiliani. Depois dessa visão, ficou completamente curada.

Depois disso, Benedita começou a trabalhar na educação de jovens e crianças, com a aprovação do bispo Luís Tosi. Precisando de ajuda, Benedita recorreu ao pai e, diante de sua recusa, foi ao bispo, que pediu então a João Batista que a ajudasse. Ele logo atendeu ao pedido e voltou para a esposa-irmã, renovando o voto de castidade perfeita pelas mãos do bispo. Benedita se dedicava de corpo e alma à educação humana e cristã de crianças e jovens pobres e abandonados, enquanto João Batista se encarregou de conseguir ajuda material.

Na época, a instituição escolar era muito precária, e Benedita fez um alerta às autoridades locais. O governo entendeu o recado e concedeu-lhe o título de “promotora pública da educação”. Benedita passou a receber apoio de jovens e voluntárias, formando uma instituição escolar de excelente nível, cujo estatuto foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas. Ela uniu ao ensino escolar a formação catequética e o trabalho, tornando jovens e crianças modelos de vida cristã e assegurando-lhes a verdadeira formação.

A dedicação constante de Benedita nasceu e cresceu a partir de seu amor ao Cristo na Eucaristia e a partir da contemplação de Jesus na Santa Cruz. Tinha em Deus seu sustento e sua defesa. Não lhe faltaram, na vida, experiências espirituais, que se repetiam, especialmente, durante as missas, mas isso não interferia em seus compromissos cotidianos. Ainda assim, sua obra e seu programa educativo sofreram duras críticas por parte da oposição e de algumas pessoas do clero, e, em 1838, Benedita cedeu sua instituição ao bispo Luís Tosi. Com cinco irmãs, deixou, então, Pavia e seguiu para Ligúria.

Na cidade de Ronco Scrivia, Benedita abriu uma escola para jovens e fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Providência, escrevendo ela mesma as regras e constituições. A instituição se desenvolveu rapidamente, tanto que, em 1847, uma nova casa foi inaugurada em Voghera, e, dez anos depois, outra surgia em Valpolcevera. No dia 21 de março de 1858, Benedita faleceu em Ronco Scrivia, no dia e na hora por ela previstos.

Quarenta anos depois de sua morte, o instituto fundado por Benedita se tornou independente, e as religiosas puderam assumir o nome de Irmãs Beneditinas da Divina Providência, em memória à fundadora, Benedita Cambiagio Frassinello. Durante toda a sua vida, Benedita se deixou conduzir pelo Espírito Santo, por meio de várias experiências pessoais. Embora sua luta fosse grande, nunca esmoreceu diante das dificuldades, seguindo sempre seu desejo de servir à humanidade e a Deus. Foi beatificada em 1987 e canonizada em 2000, pelo papa João Paulo II, que marcou sua celebração litúrgica para o dia de sua morte.

Texto: Paulinas Internet