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Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Dica de Vida Saudável do dia 19 de julho
Abelhas a serviço da saúde
Abelhas a serviço da saúde
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O primeiro adoçante conhecido pela humanidade, desde a Antiguidade, o mel é alimento amplamente utilizado – e reverenciado – por muitas culturas diferentes. Da Grécia ao antigo Egito, passando pelo Império Romano, China, Índia, povos árabes e da Babilônia, este produto das abelhas repleto de indicações sobre o seu uso é sinônimo de energia, saúde e longevidade, tanto pelas suas qualidades nutritivas quanto pela sua capacidade de cura e prevenção de muitas doenças.

Há inúmeros fatos relacionados ao mel ao longo da História. Os egípcio tinham o costume de conservar a carne embebida em mel durante suas longas viagens, assim como os romanos, que também aplicavam o produto em peixes e frutas com o mesmo objetivo. Voltando ao presente, a ciência estuda e reconhece seus benefícios. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que ele possui mais de 70 substâncias benéfica ao organismo humano, como água, carboidrato, ferro, sódio, potássio, cobre, zinco, fósforo, enxofre, selênio, cálcio, magnésio, vitaminas A, C, E e do complexo B, assim como alguns aminoácidos.

No tratamento de doenças, o mel é forte aliado no combate às infecções, gripe, asma e amigdalite, assim como na restauração dos músculos e circulação sanguínea - pesquisas demonstram que age como estimulante na formação de glóbulos vermelhos no sangue, devido à presença de ácido fólico. Com ação desintoxicante e antisséptica, de rápida digestão, também é benéfico ao sistema nervoso, além de ajudar na cicatrização de feridas e queimaduras.

Para a dra. Gabriela Paschoal, nutricionista do Departamento Científico da VP Consultoria, na capital paulista, o mel, por conter altas concentrações de sacarose e frutose, deve ser evitado por pacientes diabéticos ou com resistência periférica à insulina, principalmente quando consumido de maneira isolada. No entanto, ressalta seus pontos positivos.

“O mel possui propriedades anti-bacterianas e reconhecida atividade anti-inflamatória, antiviral e antiparasitária. Também pode ser considerado um alimento antioxidande devido à presença de flavonoides e ácidos fenólicos. Além disso, um estudo mostrou que os efeitos anti-inflamatórios do mel exerceram grande eficácia sobre um modelo experimental de colite (inflamação intestinal)”, argumenta.

Esse alimento pode ser considerado um bom substituto do açúcar refinado, pois contém nutrientes e benefícios, o que não se aplica ao açúcar. Vale lembrar que, como tudo na vida, é preciso manter o equilíbrio, pois o seu uso exagerado pode predispor à diabetes do tipo 2 e ocasionar ganho de peso.

A nutricionista Izabela Cunningham Pimenta, da Clinica Trinutrix, em Belo Horizonte (MG), explica que diversas doenças, como as cardiovasculares, reumáticas, neurológicas e psiquiátricas, assim como o envelhecimento precoce, osteoporose, inflamação e mesmo o câncer, podem ocorrer devido aos altos níveis de radicais livres produzidos em nosso organismo.

“O mel é rico em substâncias antioxidantes que irão combater tais radicais livres, seja controlando, seja prevenindo essas doenças”, comenta a nutricionista, esclarecendo que, popularmente, o alimento é utilizado em casos de dores e infecções de garganta, na maioria das vezes causadas pela bactéria Streptococcus pyogenes.

De acordo com a nutricionista, o mel não deve ser consumido por crianças menores de 2 anos. Até essa idade, o aparelho digestivo da criança ainda está em fase de maturação e não se apresenta completamente preparado para se defender de bactérias como Clostridium botulinum, causadora do botulismo. “O botulismo infantil é uma doença que atinge o sistema nervoso, prejudicando a contração muscular e levando à paralisia dos músculos, podendo causar a morte por parada respiratória, caso atinja a musculatura do diafragma, responsável pela respiração. Dessa forma, é mais seguro adiar a introdução do mel na alimentação da criança”, enfatiza Izabela Pimenta.

Paulo Martinho/ Revista Família Cristã, edição 922.