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Dica de Vida Saudável do dia 07 de junho
Uso correto das plantas medicinais
Uso correto das plantas medicinais
Pixabay

As plantas contêm substância que tanto podem ser responsáveis por seus efeitos terapêuticos quanto tóxicos e, portanto, não podem ser utilizadas indiscriminadamente. Enfatiza-se a importância de os usuários e, principalmente, os prescritores terem o conhecimento real das plantas que serão utilizadas, de modo especial as medicinais, quanto aos estudos que comprovem a eficácia e segurança. É necessário considerar a origem e a identificação da matéria vegetal para que, juntamente com as boas práticas agrícolas, seja possível assegurar produtos com qualidade.

Deve-se saber se é a planta correta e se está isenta de contaminação; não é recomendável coletar aquela encontrada nas beiras de rios, córregos poluídos, nem nas margens de estradas, que poderá estar contaminada por poluentes.

Os remédios caseiros só devem ser usados com as devidas orientações, uma vez que seu uso inadequado pode ocasionar intoxicações e queimaduras. Recomenda-se sempre procurar a orientação de um profissional de saúde habilitado. O usuário não deve suspender a medicação que esteja utilizando para substituí-la, por conta própria, por plantas medicinais. Nesse caso, recomenda-se procurar a orientação de um profissional de saúde. Mesmo quando indicados corretamente, as plantas podem provocar efeitos indesejáveis se forem ingeridas em grandes quantidades.

Gestantes e lactentes não devem utilizá-las sem orientação médica. Recomenda-se enfaticamente, antes da utilização de qualquer planta medicinal ou fitoterápico, obter o diagnóstico correto da doença a ser tratada e a prescrição por um profissional de saúde especialista na área e habilitado para tal.

Não se deve usar plantas mofadas ou com pragas. Por isso, o armazenamento deve ser feito com os seguintes cuidados: evitar locais que promovam a contaminação por mofo ou insetos e exposição direta à luz solar e umidade. É necessário ter cuidado também quanto ao preparado de plantas medicinais, pois existem diferentes métodos, bem como infusão, decocção etc. Procurar evitar o uso de recipientes de ferro, alumínio, cobre ou plástico dando preferência aos de vidro (que possam ser levados ao fogo), porcelana ou barro.

Conhecer a planta – É necessário não só conhecê-la, mas também a quantidade certa para o preparo do chá ou fitoterápico, e ainda a parte ideal da planta a ser utilizada. É importante atentar para a hora de usar plantas, observando se a indicação é para uso interno (ingestão) ou uso local (tópico). Muitas delas, como o confrei (Symphytum officinale) e a arnica (Arnica montana), não devem ser ingeridas, somente usadas em aplicações de uso tópico. Em casos de reação de hipersensibilidade, suspender o uso e procurar pronto atendimento.

Cuidado com o uso nos casos de doenças crônicas: para patologias de caráter crônico e nos casos de agravamento das patologias, não é aconselhável o uso de fitoterapia. É de extrema importância o acompanhamento médico e laboratorial. O usuário deve saber que um fitoterápico, por estar baseado na alopatia, necessita de doses certas e controladas, pois algumas plantas ou fitoterápicos podem causar intoxicação, fotossensibilização, sinergismo, antagonismo, alteração dos efeitos, reações adversas e agravos à saúde.

É importante comprar ou adquirir plantas secas somente em locais confiáveis que atestem a procedência, tenham embalagem adequada, rótulo com identificação correta, nomenclatura botânica, indicação de uso (órgão e dose), data de validade, peso líquido, farmacêutico responsável.

As plantas medicinais devem ser utilizadas com muito critério, iniciando-se pela identificação real do problema, com a ajuda e orientação do médico para o diagnóstico correto da patologia e medidas técnicas adequadas. Depois da doença ou “problema de saúde” identificado, é necessário saber quais plantas e suas partes (caule, raiz, folhas, flores) deverão ser usadas para liberar o princípio ativo, onde adquiri-las com segurança, a melhor forma de uso, as dosagens e prescrições.

Pontos importantes: nomenclatura botânica, parte usada, padronização, forma de uso, indicação, ação terapêutica, dose diária, via de administração, possíveis efeitos colaterais, interações medicamentosas, entre outros. Tire todas as suas dúvidas com o profissional de saúde especialista na área, assim você poderá obter o efeito terapêutico esperado com o uso de uma planta medicinal ou fitoterápico.

*Conteúdo cedido gentilmente pela Secretária Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo (SP), publicado na Revista Família Cristã, edição 963.

Linete Maria Menzenga Haraguchi e profª Nilsa Sumie Yamashita Wadt