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Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
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Evangelho do dia 20/01/2019

2º Domingo do Tempo Comum - Ano C - Verde
1ª Leitura: Is 62,1-5 Salmo: 96(95) - Cantai ao Senhor um cântico novo. 2ª Leitura: 1Cor 12,4-11
evangelho
Jesus no casamento em Caná da Galiléia - Jo 2,1-11

No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia, e a mãe de Jesus estava lá. Também Jesus e seus discípulos foram convidados para o casamento. Faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm vinho!” Jesus lhe respondeu: “Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei tudo o que ele vos disser!” Estavam ali seis talhas de pedra, de quase cem litros cada, destinadas às purificações rituais dos judeus. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!” E eles as encheram até à borda. Então disse: “Agora, tirai e levai ao encarregado da festa”. E eles levaram. O encarregado da festa provou da água mudada em vinho, sem saber de onde viesse, embora os serventes que tiraram a água o soubessem. Então chamou o noivo e disse-lhe: “Todo mundo serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já beberam bastante, serve o menos bom. Tu guardaste o vinho bom até agora”. Este início dos sinais, Jesus o realizou em Caná da Galileia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Liturgia do 2º domingo do Tempo Comum. O Evangelho de hoje nos leva a participar de um casamento. Nas Bodas de Caná, Jesus manifesta a sua glória, e os discípulos creem nele. Que o Espírito Santo venha em nosso auxílio e nos revele o Mestre e que possamos, como os discípulos, crer nele.
Rezemos: “Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que Ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? A quem Jesus está instruindo? Quais são as suas exortações? O que significa a presença de Maria no relato? Que leitura podemos fazer do vinho novo servido até o fim da festa?
“Situado na parte do evangelho segundo João denominada ‘livro dos sinais’ (Jo 1–11), o relato das bodas de Caná é o ‘primeiro dos sinais’ (v. 11). No centro do relato está a pessoa de Jesus, que, com toda a sua vida, terrestre e gloriosa, inaugura os tempos messiânicos. Característica do relato das bodas de Caná é que se trata de uma narração simbólica que exige do leitor o esforço de ultrapassar a materialidade do que é descrito e dito. As bodas evocam a Aliança de Deus com o seu povo (cf. Os 2,18-21; Ez 16,8; Is 62,3-5), Aliança passada e reiterada ao longo da história decorrida (Noé, Abraão, Moisés) e a Aliança nova e definitiva em Jesus (cf. Mc 14,22-25; Mt 26,26-29; Lc 22,19-20). O vinho, símbolo da alegria e da prosperidade (Sl 104,15; Jz 9,13; Eclo 31,27-28; Zc 10,7), oferecido por Jesus é melhor do que o primeiro. Isso significa que, em Jesus Cristo, a Aliança atingiu a sua plenitude. A mãe de Jesus, que ele mesmo no relato designa ‘mulher’, é símbolo de Israel que espera, confia e vê realizada a promessa de salvação feita por Deus a seu povo” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Contemple a cena bíblica e destaque os elementos que chamaram sua atenção durante a leitura. O que muda em nossa vida quando Deus se faz presente? O que o Senhor o(a) convida a viver hoje? Quais sentimentos a Palavra despertou em você?
“Jesus é o vinho novo que estava guardado para o melhor momento da festa. O povo estava privado do vinho da alegria e da felicidade. Maria percebe essa necessidade e participa ao Filho: ‘Eles não têm vinho!’. Ainda não era o momento da glória de Jesus, que aconteceria com sua morte. Mesmo assim, ele realiza o milagre e oferece o vinho novo ao povo de Israel, que é ele próprio. Jesus é o esposo da humanidade e, nesse banquete nupcial, reafirma-se uma aliança definitiva. Esse vinho novo é o amor! Esse amor perpassa todas as leituras de hoje. Na primeira, Deus ama, cuida, protege. Na segunda, os carismas e dons são a continuidade desse amor de Deus pela sua Igreja. Colocar esses dons a serviço é amar como Jesus amou” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)

Ofereça ao Senhor os frutos da sua oração, da sua meditação e da contemplação da Palavra. Apresente o desejo que brotou em seu coração e peça a graça de vivê-lo durante o dia. Faça sua prece de agradecimento ou pedido.

Contemplação (Vida e Missão)

De que forma a Palavra de Deus estará presente neste seu dia? O que você deseja colocar em prática, segundo os ensinamentos de Jesus?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

O amor do profeta por Jerusalém é tão grande que nada o faz calar. Ele não descansa até que brilhem nela a justiça e a salvação. Um dia, os reis das nações verão a justiça e a glória de Jerusalém. A Cidade Santa, abandonada e desolada, receberá um nome novo. Será chamada “Bem casada”, num matrimônio celebrado entre Deus e o seu povo. Não haverá mais ninguém esquecido ou abandonado. Como o noivo se alegra com a sua noiva, assim Deus se sente feliz com as suas criaturas. Como o noivo se alegra com a noiva, assim Deus se alegra comigo e com você.
Disse o profeta que os reis verão a glória de Jerusalém. Os discípulos a viram nas bodas de Caná, quando Jesus mudou a água em vinho. “Jesus manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.” Até agora acreditavam no que Jesus fazia. Agora, chegando ao ponto máximo da fé, acreditam na pessoa de Jesus. “E seus discípulos creram nele.”
A Glória do Senhor pairava luminosa sobre a Arca da Aliança no Templo de Jerusalém. Era a presença de Deus no meio do seu povo. Quando este mesmo povo foi levado para a Babilônia, o profeta Ezequiel viu a Glória do Senhor se deslocar do Templo para acompanhar os cativos que partiam para o exílio. Deus se faz presente onde está o seu povo. Foi assim que a Glória do Senhor se manifestou num casamento em Caná da Galileia.
De novo um casamento, o casamento de Deus com a humanidade. De novo a presença da Glória do Senhor, já não mais no Templo, e sim onde as pessoas estavam vivendo um momento-chave de sua existência, a celebração do amor e da vida. Lá estavam Jesus, sua mãe e seus discípulos. É lá o nosso lugar, porque lá se celebra o amor que gera a vida.
A sensibilidade da mãe de Jesus a faz perceber que tinha acabado o vinho. Imediatamente ela intercede junto a seu filho para livrar os noivos de um constrangimento diante dos convidados. Maria repete as palavras do faraó ao povo que pedia pão. “Vão até José e façam tudo o que ele disser.” “Vão até Jesus e façam tudo o que ele disser.” José do Egito deu pão ao povo que tinha fome. Jesus dá o vinho novo aos convidados da festa. Pão e vinho para que não falte ao povo o alimento que dá vida.
São muitos os serviços, são muitos os ministérios, são muitas as qualidades de cada um, e tudo vem do mesmo Espírito de Amor para o bem de todos. Maria dá o exemplo. Intercede pelos noivos e Jesus adianta a sua hora. Iniciamos assim os domingos do Tempo Comum com o Evangelho de São João, que nos faz contemplar a Glória de Jesus. Nos domingos seguintes proclamamos o Evangelho de São Lucas, o evangelista do ano.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas.