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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
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Evangelho do dia 26/08/2018

21º Domingo do Tempo Comum - Ano B - Verde
1ª Leitura: Js 24,1-2a.15-17.18b Salmo: 34(33) - Eu me glorio no Senhor. 2ª Leitura: Ef 5,21-32
evangelho
Senhor, a quem iremos nós? - Jo 6,60-69

Muitos discípulos que o ouviram disseram então: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”. Percebendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso, Jesus perguntou: “Isso vos escandaliza? Que será, então, quando virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? O Espírito é que dá a vida. A carne para nada serve. As palavras que vos falei são Espírito e são vida. Mas há alguns entre vós que não creem”. Jesus sabia desde o início quem eram os que acreditavam e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que eu vos disse: ‘Ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai’”. A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele. Jesus disse aos Doze: “Vós também quereis ir embora?”. Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Liturgia do 21º domingo do Tempo Comum. Celebramos hoje a vocação do leigo cristão e o Dia Nacional do Catequista. Como Simão Pedro, também nós hoje afirmamos: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Que a Palavra nos fortaleça no testemunho de nossa fé.

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Quais questionamentos Jesus dirige aos discípulos? Quais são as afirmações a respeito de Jesus? Para Simão Pedro, quem é Jesus?
“No evangelho, terminado o ensinamento na sinagoga de Cafarnaum, Jesus é surpreendido pela reação de certo número de discípulos que não aceitaram o seu discurso sobre o pão da vida. Para eles o ensinamento de Jesus é duro demais e eles têm dificuldade em compreendê-lo. Observemos que a dificuldade em crer em Jesus e compreender seus ensinamentos não é somente dos judeus; como vemos no relato de hoje, ela invade a mente e o coração dos discípulos. Em que consiste propriamente a dureza do ensinamento de Jesus? Há uma dupla resposta à pergunta: em primeiro lugar, porque é difícil compreender o sentido das palavras de Jesus. Para compreendê-las é preciso a conversão da própria mentalidade e abrir-se para a verdade de Deus revelada em Jesus Cristo. Em segundo lugar, o ensinamento é considerado duro pelos discípulos porque exige fé, uma adesão incondicional à pessoa de Jesus; exige a abertura a um novo tempo oferecido por Deus à humanidade. O amor incomensurável de Jesus (cf. Jo 13,1) se manifesta no discurso do pão da vida e exige uma resposta que corresponda a esse grande amor. A abertura à ação do Espírito permite compreender e experimentar que as palavras de Jesus fazem sentido e, qual um sopro, fazem viver plenamente. A liberdade é dom de Deus. Por isso, Jesus abre para os discípulos a possibilidade de irem embora, o que muitos fizeram. Jesus dá aos Doze a liberdade de também partirem. Mas será para Pedro ocasião de fazer uma belíssima profissão de fé: ‘A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna’. A fé e, consequentemente, o seguimento de Jesus só podem ser vividos na liberdade” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Qual palavra mais chamou sua atenção? De que forma o Evangelho fortalece sua caminhada de fé? Como você acolhe as palavras e ensinamentos de Jesus em sua vida? Quais são os gestos que Jesus o(a) convida a ter? O que representa para você a afirmação de Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.”?

Oração (Vida)

Oração do Ano Nacional do Laicato: “Ó Trindade Santa, Amor pleno e eterno, que estabelecestes a Igreja como vossa ‘imagem terrena’: nós vos agradecemos pelos dons, carismas, vocações, ministérios e serviços que todos os membros do vosso povo realizam como ‘Igreja em saída’, para o bem comum, a missão evangelizadora e a transformação social, no caminho do vosso Reino. Nós vos louvamos pela presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil, sujeitos eclesiais, testemunhas de fé, santidade e ação transformadora. Nós vos pedimos que os batizados atuem como sal da terra e luz do mundo: na família, no trabalho, na política e na economia, nas ciências e nas artes, na educação, na cultura e nos meios de comunicação; na cidade, no campo e em todo o planeta, nossa ‘casa comum’. Nós vos rogamos que todos contribuam para que os cristãos leigos e leigas compreendam sua vocação e identidade, espiritualidade e missão, e atuem de forma organizada na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres. Isto vos suplicamos pela intercessão da Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelos para todos os cristão. Amém!”

Contemplação (Vida e Missão)

Qual apelo a Palavra de Deus despertou em seu coração? O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

A crise se instala e se propaga. Não apenas os judeus se afastam de Jesus, mas também muitos discípulos deixaram de andar com ele. “Esta palavra é dura, quem consegue escutá-la”, diziam eles. De fato, Jesus tinha explicado com toda a clareza que sua carne é comida e seu sangue é bebida. No início falava do pão,que ele era o pão descido do céu e que era preciso comer desse pão. Agora ele fala que é preciso comer a sua carne e beber o seu sangue para ter a vida eterna e para ressuscitar no último dia. A murmuração inicial se torna crise. Se não era aceitável que Jesus fosse o pão que desceu do céu, menos aceitável era ter que comer sua carne e beber o seu sangue. “Esta palavra é dura, quem consegue escutá-la”, disseram, então, não mais os judeus, e sim os discípulos.
Vendo que até os seus discípulos começavam a abandoná-lo, Jesus poderia explicar-lhes tudo de novo, modificar alguma coisa que não tivesse ficado clara, impedir que partissem por mal-entendidos. Mas não! Não fez nada disso. Ao contrário, perguntou aos Doze se eles também queriam ir embora. Pedro responde por todos: “A quem iremos, Senhor?”. Ele não estava dizendo que entendeu tudo o que Jesus tinha dito e que por isso ia ficar com ele. Os outros também não entenderam nada, mas ficaram porque tinham aceitado a pessoa de Jesus. “Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus.” Cremos no Senhor e, portanto, cremos nas suas palavras. Acreditamos que sua carne é comida e seu sangue é bebida porque ele disse!
O pão da última Ceia, que é o pão da Missa, é o próprio Cristo Jesus. Sua presença não é física, porque não ocupa lugar. Por isso dizemos que se trata de uma presença “sacramental”. O mesmo dizemos do vinho. Como essa presença acontece, é um mistério da fé. Usamos palavras humanas para dizer que a substância do pão deixa de existir e fica a substância do corpo de Cristo, permanecendo as aparências do pão e do vinho.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.