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Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
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Evangelho do dia 30/12/2018

Sagrada Família, festa - Ano C - Branca
1ª Leitura: 1Sm 1,20-22.24-28 Salmo: 84(83) - Feliz quem mora em tua casa, Senhor! 2ª Leitura: 1Jo 3,1-2.21-24
evangelho
Jesus, entre os mestres no Templo - Lc 2,41-52

Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando completou doze anos, eles foram para a festa, como de costume. Terminados os dias da festa, enquanto eles voltavam, Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais percebessem. Pensando que se encontrasse na caravana, caminharam um dia inteiro. Começaram então a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Mas, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém, procurando-o. Depois de três dias, o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos aqueles que ouviam o menino ficavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Quando o viram, seus pais ficaram comovidos, e sua mãe lhe disse: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura!”. Ele respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?”. Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes falou. Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe guardava todas estas coisas no coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Liturgia festiva da Sagrada Família. Somos convidados a imitar as virtudes de Jesus, Maria e José e a seguir o seu exemplo de amor e cumprimento do projeto de Deus. Acolhamos a Palavra em nossa vida e o projeto de Deus para nossa família.
Peçamos: “Espírito Divino, luz de Deus, vinde nos iluminar para que possamos compreender o sentido profundo da Palavra de Deus. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Leia-o acolhendo cada palavra em seu coração. Imagine a preocupação de José e Maria quando não encontraram o filho na caravana. O que significa a presença de Jesus no templo entre os mestres? Como você entende a resposta de Jesus: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?”? De que forma Maria participa da vida de Jesus e de sua missão?
“No evangelho deste domingo, o relato de Jesus, encontrado no Templo de Jerusalém aos doze anos de idade, é a transição entre os relatos da infância e os da vida pública, a partir do batismo por João Batista. Doze anos é a idade da maturidade religiosa em que o menino judeu assume as obrigações legais, tornando-se ‘filho do preceito’. Todo o relato está centrado nas primeiras palavras de Jesus. Essas palavras (v. 49) estão voltadas para o futuro, evocam e confirmam a palavra do anjo a Maria, quando do anúncio do nascimento de Jesus: ele ‘será chamado filho de Deus’ (Lc 1,35). Jesus, ainda adolescente, tem plena consciência do sentido de sua vida: é preciso se consagrar ao serviço do seu Pai celeste. Maria e José não compreenderam o significado do que ele lhes dissera. Certamente, foi desconcertante para eles. Ambos terão que fazer, como todo discípulo, um longo itinerário de seguimento de Jesus, passando pelo drama da paixão e da morte, para, à luz da ressurreição do Senhor, poderem compreender que aquele a quem eles haviam dado uma existência histórica era o Filho de Deus. Mas, se no momento eles não compreendem, Maria guardava tudo no coração. O que é do mistério de Deus e do seu plano de salvação precisa ser tratado no âmbito do coração, pois ultrapassa o que a razão entregue a si mesma pode alcançar. É no coração que o mistério de Deus é acolhido e compreendido. O último versículo do evangelho de hoje é o que melhor exprime a realidade da encarnação. Jesus assumiu plenamente nossa condição humana; de sua concepção até a sua morte, ele percorreu todas as etapas do crescimento e do desenvolvimento humanos” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

“Na perda do Menino Jesus no templo, e sua consequente revelação aos sábios e doutores, seus pais começaram a entender a grandeza daquela criança e sua nobre missão neste mundo. No entanto, pela vida que iria seguir, com sua paixão e morte, o coração de sua mãe sofreria como se uma espada de dor lhe transpassasse a alma. Maria sofre as angústias do coração de qualquer mãe que tem seu filho ‘perdido’ (drogas, bebedeiras, prostituição, afastamento da fé, marginalidade). A ‘perda’ de Jesus era seu encontro consigo mesmo e sua missão. Por isso, a resposta dura aos pais: ‘Devo ocupar-me das coisas do meu Pai’. Maria e José entenderam a palavra: ‘O Filho é de Deus, não nosso!’” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)

“Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, confiantes, a vós nos consagramos. Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas! Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado, seja rapidamente consolado e curado! Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus! Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica! Amém!” (Papa Francisco, Amoris Laetitia).

Contemplação (Vida e Missão)

Como você se propõe viver concretamente, durante o dia, os apelos que o Senhor lhe fez?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

Celebramos o último domingo do ano, no Tempo do Natal, na casa da Sagrada Família de Nazaré, onde moram Jesus, Maria e José. Cumpridores de seus deveres, iam a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa, tiveram problemas com o adolescente de 12 anos na cidade grande, relacionavam-se com seus parentes e viviam a vida de cada dia. O menino crescia em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens. Quem era São José para aquele menino? Quem era Maria para ele? Quem era o menino para José e Maria. Certamente tudo era normal como em qualquer família nossa. O Verbo de Deus se encarnou de verdade; tomando o nome de Jesus, se tornou perfeito homem. Não homem perfeito, o que também podia ser, mas ser humano no sentido completo da palavra. Tanto é verdade que, mais tarde, quando adulto, voltando a Nazaré, Jesus ouvirá dos seus conterrâneos que ele era um deles e que seus pais eram conhecidos no lugar. Diziam isso admirados com a sabedoria de Jesus e os milagres que fazia: “Não é ele o filho de José, sua mãe não se chama Maria, seus irmãos não estão entre nós?”.
Ana, esposa de Elcana, pediu a Deus e recebeu a graça de um filho, que foi Samuel, o grande juiz do povo de Israel. E todos nós recebemos a graça da filiação divina pelo Filho único do Pai. Foi o grande presente que Deus nos deu, de sermos chamados filhos de Deus e sermos filhos de fato. Podemos chamar a Deus de nosso Pai.
Pedimos a Deus que fortifique todas as famílias, porque o enfraquecimento da família não beneficia a sociedade, diz o Papa Francisco na Amoris Laetitia. Diante dos problemas e desafios enfrentados por quem quer ser família, o Papa pergunta: “Quem se preocupa hoje com fortalecer os cônjuges, ajudá-los a superar os riscos que os ameaçam, acompanhá-los no seu papel educativo, incentivar a estabilidade da união conjugal?”. Algo para se pensar no dia da Sagrada Família.
Rezando, o Santo Padre pediu à Sagrada Família de Nazaré que ajude nossas famílias a se tornarem lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas. E que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.