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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2020
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Evangelho do dia 05/08/2018

18º Domingo do Tempo Comum - Ano B - Verde
1ª Leitura: Ex 16,2-4.12-15 Salmo: 78(77) - O Senhor fez chover maná sobre eles. 2ª Leitura: Ef 4,17.20-24
evangelho
Jesus em Cafarnaum - Jo 6,24-35

Quando a multidão percebeu que Jesus não estava aí, nem os seus discípulos, entraram nos barcos e foram procurar Jesus em Cafarnaum. Encontrando-o do outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados. Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois a este, Deus Pai o assinalou com seu selo”. Perguntaram então: “Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?”. Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “Que sinais realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: ‘Deu-lhes a comer o pão do céu’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu. É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Eles então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Liturgia do 18º domingo do Tempo Comum. No Evangelho, Jesus apresenta-se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35). Com o coração dócil e atento, acolhamos o que o Senhor quer dizer-nos hoje por meio de sua Palavra.

Leitura (Verdade)

O que diz o Evangelho? Por que a multidão seguia Jesus? Quais questionamentos ela lhe apresenta? Quais são as orientações de Jesus presentes no texto? O que significa sua proclamação: “Eu sou o pão da vida”?
“Depois do episódio dos pães, em que a multidão comeu à saciedade, e ante a tentativa de proclamá-lo rei, Jesus se retira, sozinho, ao monte (Jo 6,15). Jesus rejeita terminantemente qualquer tentativa de compreender ou reduzir a sua missão a uma dimensão estritamente político-social (cf. Mt 4,3-4; Lc 4,3-4). Por isso, recolhe-se ao monte para rezar. À multidão que o procura incansavelmente Jesus declara o equívoco: não o procuram porque o que ele faz havia sido reconhecido como sinal que remete ao mistério de Deus; procuram-no somente para satisfazer suas necessidades corporais. No entanto, a vida do ser humano não se reduz ao bem material. O homem tem sede de Deus, do sentido da vida, tem necessidade de ser amado e de amar. Por isso, o alimento que o Senhor oferece é de outra natureza, não perecível e que introduz a pessoa na vida eterna. Mais adiante, Jesus afirmará que o pão que dá a vida é ele mesmo (Jo 6,48). Mas, para receber esse alimento, é preciso crer em Jesus, enviado do Pai. É pela fé em Jesus que se recebe esse alimento de vida eterna. O que Jesus realizou em benefício da multidão era um dom espiritual que ele queria dar a todos. Alguns, ao menos, dentre a multidão compreenderam a repreensão de Jesus, por isso, perguntam pelo que devem fazer para trabalhar nas obras de Deus.
Na sua resposta, Jesus diz que, na ‘obra de Deus’, o exigido é crer em Jesus, ‘imagem do Deus invisível’. Ademais, é preciso procurar o Senhor pelo Senhor, e não por aquilo que nos possa dar. Essa gratuidade se impõe a quem queira ser sustentado pelo ‘pão descido do céu’. Eles perguntam pelos sinais que Jesus realiza. Lembremos que na boca deles a palavra ‘sinal’ tem um sentido muito diferente do que o empregado pelo evangelista no livro dos sinais. Para eles, ‘sinal’ é uma obra espetacular, quase cinematográfica, sobrenatural, em benefício de quem a realiza. O sinal seria para eles uma prova inequívoca da verdadeira identidade de Jesus. É o que satanás sugere a Jesus ao propor que saltasse do pináculo do Templo (Mt 4,5-7; Lc 4,9-11). Uma vez mais parece que os que interrogam Jesus estão mergulhados no equívoco: não foi Moisés quem, na travessia do deserto, havia dado ao povo o maná, mas Deus mesmo (cf. Ex 16,4). Mais ainda, o maná era somente figura do verdadeiro pão que Deus haveria de dar e que, agora, efetivamente dá ao seu povo. Jesus Cristo é esse pão descido do céu, isto é, dado por Deus, que sustenta quem nele crê e nele põe a sua confiança” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você? De que modo a Palavra o(a) provoca? Qual palavra do texto encontrou profunda sintonia com sua vida, com suas atitudes? O que o texto comunica para as diversas realidades vividas pela humanidade hoje? Você acolhe o Senhor, Pão da Vida, para que Ele sacie sua fome e sede de vida plena? Quais sentimentos o texto despertou em você?

Oração (Vida)

É o momento do diálogo com Deus, em resposta ao que Ele revelou por meio de sua Palavra. Silencie o coração e faça a sua prece. Agradeça ao Senhor, que se dá em alimento para que tenhamos vida plena.
Agosto é o mês vocacional. Neste domingo, rezamos pelas vocações aos ministérios ordenados. Conclua sua leitura orante pedindo ao Senhor que envie operários para a messe. “Senhor da Messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: ‘Vem e segue-me’. Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão, ensina nossa vida a ser serviço, fortalece os que querem dedicar-se ao Reino na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, diáconos e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da Messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço de teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder o SIM. Amém” (Fonte: www.cnbb.org.br).

Contemplação (Vida e Missão)

Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

Continuamos a leitura do capítulo sexto de São João. Depois da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus voltou para Cafarnaum durante a noite, andando sobre as águas. Quando amanheceu, o povo foi atrás de Jesus.
Queriam pão, por isso correram atrás de Jesus. Queriam que Jesus fosse rei, para terem a certeza do pão de cada dia. Multiplicando pães e peixes, o governo de Jesus seria perfeito. O povo ganhou pão de graça e matou a fome do momento. Queria, então, ter a certeza de que não lhe faltaria o alimento necessário para a sua sobrevivência. Desejo justo. O que não seria justo era querer receber benefícios sem esforço.
Jesus não tem ilusões sobre o que acontece no interior do ser humano. Aquelas pessoas não o procuram. Procuram o pão. Se a multiplicação dos pães foi um sinal, eles não perceberam o sinal. O sinal é material e indica alguma coisa que pode não estar sendo vista no momento em que o sinal é dado. O semáforo vermelho indica que do outro lado pode vir um carro. O semáforo é o sinal, o que importa é o carro que vem vindo. O pão foi um sinal indicativo de uma realidade maior. “Esforcem-se não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem lhes dará”. Do que Jesus está falando? Começa então um diálogo sobre a realização das obras de Deus e novamente sobre o sinal. O povo lembra a Jesus que Moisés deu o maná no deserto, e continua insistindo que Jesus lhe dê pão, como o fez Moisés. Jesus, então, introduz um novo elemento no seu discurso. O Pai é quem dá o verdadeiro pão do céu e este pão é o próprio Jesus. Quem vem a ele nunca mais terá fome, quem nele crê nunca mais terá sede. Mas de novo, pensando apenas no pão material, o povo lhe pede: “Dá-nos sempre desse pão!”. Ainda não viram que o pão de cada dia é sinal que aponta para o pão do céu, que é Jesus. O ponto de partida é o pão material do qual temos necessidade. O ponto de chegada é a pessoa de Jesus, o verdadeiro pão que desceu do céu. Perguntaram sobre o que fazer para praticar as obras de Deus. Não são as obras, mas a obra; não é fazer, mas crer. A obra é crer no Filho de Deus.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.