Evangelho do dia 07/01/2026
Tempo do Natal depois da Epifania - Ano A - Branca
Confiai. Sou eu. Não temais - Mc 6,45-52
“Jesus logo obrigou seus discípulos a subirem no barco e a irem antes dele para a outra margem, na direção de Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. Tendo-os despedido, afastou-se para a montanha para orar. Chegando a tarde, estava o barco no meio do mar, e ele só, em terra. Vendo-os cansados no remar – pois o vento lhes era contrário –, por volta da quarta vigília da noite foi até eles caminhando sobre o mar e queria passar adiante deles. Eles, tendo visto que ele caminhava sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e puseram-se a gritar. De fato, eles o viram e ficaram trêmulos. Ele, porém, logo falou com eles e disse-lhes: “Confiai. Sou eu. Não temais”. Então subiu para junto deles, no barco; o vento cessou, e ficaram muito, extremamente extasiados. De fato, não tinham compreendido o que acontecera com os pães; pelo contrário, seu coração estava endurecido”.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
Após o milagre da multiplicação dos pães, o Senhor retirou-se para rezar. Era costume Jesus ir a lugares solitários, onde se punha em contato com Deus, na procura de forças novas para a missão. O testemunho que ele nos deixou, quanto à necessidade de colocar-nos também em oração ao Pai é; sem dúvida, um dos maiores legados confiados a todos os discípulos de todos os tempos.
Coloquemo-nos em atitude de escuta, no silêncio, para esta Leitura Orante do Evangelho.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Abramo-nos à ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”
Leitura (Verdade)
Ao ler o Evangelho observe o comportamento dos discípulos, sentimentos, palavras, atitudes e o que Jesus lhes fala...
Evangelho: Mc 6,45-52 “Depois de saciar a multidão, Jesus obrigou seus discípulos a subirem no barco e a irem para a outra margem. Afastou-se para orar. Ao anoitecer, estava o barco no meio do mar, e ele só, em terra. Por volta da quarta vigília da noite, foi até eles caminhando sobre o mar e queria passar adiante deles. Eles pensaram que fosse um fantasma e puseram-se a gritar. Todos ficaram trêmulos. Ele, porém, logo falou com eles: “Confiai! Sou eu. Não temais!” Então subiu no barco; o vento cessou, e ficaram muito, extremamente extasiados. De fato, não tinham compreendido o que acontecera com os pães; pelo contrário, seu coração estava endurecido.”
“Se você não reza, Jesus reza, se você não partilha, ele partilha. Ele sente compaixão. Um coração de pedra não compreende isso, porque trata a noite como se fosse dia. Os discípulos não compreenderam nada a respeito dos pães, e o coração deles continuava endurecido. Não perceberam a ação de Jesus durante o dia nem a oração no silêncio da noite. Gritavam com medo, viam fantasmas, mas não viram Jesus na montanha, sozinho, em oração. Quando o vento é contrário, o remar se torna pesado, a não ser que a motivação seja mais forte. A motivação vem da oração. É bom um novo impulso na calada da noite, ou antes da aurora. Que dia podemos esperar de Deus, se lhe negamos também a noite?”. (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva – Paulinas Editora)
Meditação (Caminho)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida. O que o texto diz para mim?
Que aspectos da revelação de Deus esta passagem me possibilita conhecer?
Que luz me dão as palavras de Jesus: “Confiai! Sou eu. Não temais!”?
De que maneira esta passagem me compromete? O que ela lhe pede?
Oração (Vida)
Este é o momento de dar a sua resposta de amor e adesão a Deus. Sintetize o que viveu com a Palavra e apresente ao Senhor. Sua resposta a Deus pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. O importante é dirigir a Ele a sua oração pessoal, apresentando-lhe também as realidades que o/a cercam.
Quando parece que vamos sucumbir, eis que Jesus nos diz: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!"
Ó Jesus, verdadeira luz que ilumina a humanidade, viestes do Pai para ser nosso mestre e nos ensinar seu caminho na verdade: vida e espírito são as “palavras” que nos destes.
Concedei-nos conhecer os mistérios de Deus e suas incompreensíveis riquezas.
Mostrai-nos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus, que em vós estão guardados.
Contemplação (Vida e Missão)
Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver hoje?
Bênção
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém
No centro do episódio, um casamento, festa de amor que evoca, de forma metafórica, a aliança entre Deus e seu povo. A Mãe de Jesus relata a situação constrangedora: “Eles não têm vinho”. A réplica de Jesus, ao chamar sua Mãe de “mulher”, não é depreciativa, mas, segundo a lógica do evangelista, evoca a primeira “mulher”, feita “esposa” do primeiro homem. Maria, aurora que prenuncia o dia sem ocaso, é a nova Eva e representa a comunidade da nova aliança, esposa de Jesus, novo Adão. Sob a percepção de Maria, a ação portentosa de Jesus pode ser vista como o presente que, em geral, se oferecia aos noivos: o vinho para o banquete. O foco, depois do diálogo entre a Mãe e o Filho, está direcionado para a obediência, “fazei o que ele vos disser”, e os resultados: a abundância do dom em vista da fé dos discípulos. Que o vinho novo do banquete eucarístico nos inebrie de amor.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 07/01/2026
Tempo do Natal depois da Epifania - Ano A - Branca
Confiai. Sou eu. Não temais - Mc 6,45-52
“Jesus logo obrigou seus discípulos a subirem no barco e a irem antes dele para a outra margem, na direção de Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. Tendo-os despedido, afastou-se para a montanha para orar. Chegando a tarde, estava o barco no meio do mar, e ele só, em terra. Vendo-os cansados no remar – pois o vento lhes era contrário –, por volta da quarta vigília da noite foi até eles caminhando sobre o mar e queria passar adiante deles. Eles, tendo visto que ele caminhava sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e puseram-se a gritar. De fato, eles o viram e ficaram trêmulos. Ele, porém, logo falou com eles e disse-lhes: “Confiai. Sou eu. Não temais”. Então subiu para junto deles, no barco; o vento cessou, e ficaram muito, extremamente extasiados. De fato, não tinham compreendido o que acontecera com os pães; pelo contrário, seu coração estava endurecido”.
Oração Inicial
Após o milagre da multiplicação dos pães, o Senhor retirou-se para rezar. Era costume Jesus ir a lugares solitários, onde se punha em contato com Deus, na procura de forças novas para a missão. O testemunho que ele nos deixou, quanto à necessidade de colocar-nos também em oração ao Pai é; sem dúvida, um dos maiores legados confiados a todos os discípulos de todos os tempos.
Coloquemo-nos em atitude de escuta, no silêncio, para esta Leitura Orante do Evangelho.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Abramo-nos à ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”
Leitura (Verdade)
Ao ler o Evangelho observe o comportamento dos discípulos, sentimentos, palavras, atitudes e o que Jesus lhes fala...
Evangelho: Mc 6,45-52 “Depois de saciar a multidão, Jesus obrigou seus discípulos a subirem no barco e a irem para a outra margem. Afastou-se para orar. Ao anoitecer, estava o barco no meio do mar, e ele só, em terra. Por volta da quarta vigília da noite, foi até eles caminhando sobre o mar e queria passar adiante deles. Eles pensaram que fosse um fantasma e puseram-se a gritar. Todos ficaram trêmulos. Ele, porém, logo falou com eles: “Confiai! Sou eu. Não temais!” Então subiu no barco; o vento cessou, e ficaram muito, extremamente extasiados. De fato, não tinham compreendido o que acontecera com os pães; pelo contrário, seu coração estava endurecido.”
“Se você não reza, Jesus reza, se você não partilha, ele partilha. Ele sente compaixão. Um coração de pedra não compreende isso, porque trata a noite como se fosse dia. Os discípulos não compreenderam nada a respeito dos pães, e o coração deles continuava endurecido. Não perceberam a ação de Jesus durante o dia nem a oração no silêncio da noite. Gritavam com medo, viam fantasmas, mas não viram Jesus na montanha, sozinho, em oração. Quando o vento é contrário, o remar se torna pesado, a não ser que a motivação seja mais forte. A motivação vem da oração. É bom um novo impulso na calada da noite, ou antes da aurora. Que dia podemos esperar de Deus, se lhe negamos também a noite?”. (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva – Paulinas Editora)
Meditação (Caminho)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida. O que o texto diz para mim?
Que aspectos da revelação de Deus esta passagem me possibilita conhecer?
Que luz me dão as palavras de Jesus: “Confiai! Sou eu. Não temais!”?
De que maneira esta passagem me compromete? O que ela lhe pede?
Oração (Vida)
Este é o momento de dar a sua resposta de amor e adesão a Deus. Sintetize o que viveu com a Palavra e apresente ao Senhor. Sua resposta a Deus pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. O importante é dirigir a Ele a sua oração pessoal, apresentando-lhe também as realidades que o/a cercam.
Quando parece que vamos sucumbir, eis que Jesus nos diz: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!"
Ó Jesus, verdadeira luz que ilumina a humanidade, viestes do Pai para ser nosso mestre e nos ensinar seu caminho na verdade: vida e espírito são as “palavras” que nos destes.
Concedei-nos conhecer os mistérios de Deus e suas incompreensíveis riquezas.
Mostrai-nos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus, que em vós estão guardados.
Contemplação (Vida e Missão)
Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver hoje?
Bênção
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém
No centro do episódio, um casamento, festa de amor que evoca, de forma metafórica, a aliança entre Deus e seu povo. A Mãe de Jesus relata a situação constrangedora: “Eles não têm vinho”. A réplica de Jesus, ao chamar sua Mãe de “mulher”, não é depreciativa, mas, segundo a lógica do evangelista, evoca a primeira “mulher”, feita “esposa” do primeiro homem. Maria, aurora que prenuncia o dia sem ocaso, é a nova Eva e representa a comunidade da nova aliança, esposa de Jesus, novo Adão. Sob a percepção de Maria, a ação portentosa de Jesus pode ser vista como o presente que, em geral, se oferecia aos noivos: o vinho para o banquete. O foco, depois do diálogo entre a Mãe e o Filho, está direcionado para a obediência, “fazei o que ele vos disser”, e os resultados: a abundância do dom em vista da fé dos discípulos. Que o vinho novo do banquete eucarístico nos inebrie de amor.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.