Evangelho do dia 21/06/2026
12º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
Proclamai-o sobre os telhados! - Mt 10,26-33
“Por isso, não os temais, pois nada há de encoberto que não será revelado ou escondido que não será conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia, e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não temais os que matam o corpo mas não podem matar a alma! Temei, sim, o que pode destruir alma e corpo na Geena! Não se vendem dois pardais por uma moeda de cobre? E, no entanto, nem um só cairá ao chão sem que o permita vosso Pai. […] Portanto, todo aquele que se pronunciar por mim diante dos homens, também eu me pronunciarei por ele diante de meu Pai, que está nos céus; mas quem me renegar diante dos homens, também eu o renegarei, por minha vez, diante de meu Pai, que está nos céus.”
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
12º Domingo do Tampo Comum. Abramo-nos à ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amém.
Oremos: Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”
Leitura (Verdade)
Leia o texto do evangelho com calma e silenciosamente. Depois, leia-o novamente em voz alta e pausadamente, repetindo as palavras que mais chamaram sua atenção. Quais as fortes recomendações de Jesus?
Evangelho: Mt 10,26-33 “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Temei, sim, o que pode destruir alma e corpo na Geena! Não se vendem dois pardais por uma moeda de cobre? E, no entanto, nem um só cairá ao chão sem que o permita vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Por isso, não temais! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se pronunciar por mim diante dos homens, também eu me pronunciarei por ele diante de meu Pai; mas quem me renegar diante dos homens, também eu o renegarei, por minha vez, diante de meu Pai, que está nos céus.”
“Não tenham medo dos opositores de sempre, porque a Palavra não ficará oculta. Não tenham medo de quem só pode matar o corpo, porque vai matar tão mal que acabaremos ressuscitando. O que incomoda? Incomoda defender a vida em uma cultura de morte; defender a natureza humana e ambiental em uma cultura de destruição. A transgressão de um trouxe a morte para todos, mas a mesma transgressão trouxe também o vencedor da morte, Jesus Cristo. Sua graça é afirmação e presença, enquanto o pecado é negação e ausência. Sendo vazio, o pecado nada pode contra a graça, que é plenitude de vida. Se as forças da morte parecem nos abater, não desanimamos nem temos medo, porque o amor é mais forte que a morte”. (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
O que o texto diz a você?
De que maneira esta passagem o(a) compromete?
O que ela lhe pede?
Você também é convidado(a) ao seguimento de Jesus, de forma gratuita e generosa? Quais sentimentos a Palavra despertou em você?
Oração (Vida)
“Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, Caminho único para chegarmos a Ele. Nós vos louvamos e agradecemos porque sois o exemplo que devemos seguir. Queremos aprender de Vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por Vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar em tudo a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
O coração humano deve ser orientado para Deus, e , assim, todo o seu ser resplandecerá na LUZ. Como você quer ser luz que irradia o bem, a misericórdia e o testemunho cristão?
Que o Evangelho seja vivido corajosamente e anunciado com alegria!
Bênção
Deus Pai do céu te abençoe e te cuide
Que Ele esteja na tua frente para te mostrar o caminho correto.
Atrás de ti para te sustentar em todos os desafios
Acima de ti para te proteger contra os perigos que vem do alto
Que Deus esteja em teu coração como chama ardente, e que a luz dele ilumine tua vida e te aqueça para a virtude.
Que Ele te cerque por todos os lados e não permita que te afastes dele. Amém.
Mateus 10,16 evidencia que os missionários são enviados pelo próprio Jesus. Perseguir os apóstolos é perseguir o próprio Jesus. Eles são como ovelhas no meio de lobos vorazes, mas seu comportamento deve ser prudente como as serpentes, isto é, capazes de detectar os perigos, e simples como as pombas, isto é, capazes de não revidar na mesma medida. Essas instruções antecipam a forma como Jesus, desde o momento em que foi preso no Jardim das Oliveiras, vivenciou todo o processo que o condenou e o levou ao martírio de cruz. Os que são enviados, ditos “apóstolos”, não podem esquecer que são discípulos e quem os enviou (Mt 10,24-25). Por isso, a solidariedade entre “mestre e discípulos” e “senhor e servos” (Mt 10,17-23) é compreendida como união nos sofrimentos sofridos por causa do Reino dos Céus, isto é, em função da realização da vontade salvífica de Deus para a humanidade. Por três vezes, Jesus diz: “Não tenhais medo”. O medo faz parte da existência humana: foi e continua sendo uma forma eficaz de se evitar as situações que podem levar à morte. Se não fosse assim, a humanidade não teria trezentos mil anos de existência. Contudo, Jesus foi além da preservação da própria vida neste mundo, pois, na primeira vez, afirma que Deus é quem garante a vida de quem foi enviado e que nenhuma violência pode impedir a difusão eficaz do Reino dos Céus. Essa certeza, porém, não retira do missionário a responsabilidade ética assumida, pois a força da palavra encontra-se no testemunho coerente. No tocante à segunda vez, o foco não está sobre a mensagem anunciada, mas sobre o destino de quem a anuncia. O martírio é uma possibilidade. Por isso, a prioridade é não ter medo de quem mata o corpo, mas sim temer quem tem o pleno domínio sobre o mundo e a existência: Deus. O temor a Deus sustenta o discípulo e permite enfrentar o medo da morte física por causa do Reino, pois a morte não tem a última palavra sobre a vida que veio e está nas mãos de Deus. Na terceira vez, Jesus exemplifica o valor da vida dos missionários para Deus, que não fica alheio ou indiferente ao que acontece. Sabe se um pássaro foi capturado e vendido. Sabe se um fio de cabelo caiu da cabeça do ser humano. Nada lhe escapa! Jesus conclui sua fala apresentando as consequências da confissão ou da falta desta diante dos homens. O que se passa na terra se reflete nos céus. Quem confessa Jesus nesta vida, diante dos homens, será por ele confessado diante do Pai; porém, quem o renega nesta vida, será renegado por ele diante do Pai. Jesus pode dizer isso por causa da autoridade jurídica que o Pai lhe confiou. Jesus, por ser o mártir da causa de Deus, é quem pode advogar a favor de quem viveu ou deixou de viver por ele o martírio pelo Reino dos Céus.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 21/06/2026
12º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
Proclamai-o sobre os telhados! - Mt 10,26-33
“Por isso, não os temais, pois nada há de encoberto que não será revelado ou escondido que não será conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia, e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não temais os que matam o corpo mas não podem matar a alma! Temei, sim, o que pode destruir alma e corpo na Geena! Não se vendem dois pardais por uma moeda de cobre? E, no entanto, nem um só cairá ao chão sem que o permita vosso Pai. […] Portanto, todo aquele que se pronunciar por mim diante dos homens, também eu me pronunciarei por ele diante de meu Pai, que está nos céus; mas quem me renegar diante dos homens, também eu o renegarei, por minha vez, diante de meu Pai, que está nos céus.”
Oração Inicial
12º Domingo do Tampo Comum. Abramo-nos à ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amém.
Oremos: Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”
Leitura (Verdade)
Leia o texto do evangelho com calma e silenciosamente. Depois, leia-o novamente em voz alta e pausadamente, repetindo as palavras que mais chamaram sua atenção. Quais as fortes recomendações de Jesus?
Evangelho: Mt 10,26-33 “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Temei, sim, o que pode destruir alma e corpo na Geena! Não se vendem dois pardais por uma moeda de cobre? E, no entanto, nem um só cairá ao chão sem que o permita vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Por isso, não temais! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se pronunciar por mim diante dos homens, também eu me pronunciarei por ele diante de meu Pai; mas quem me renegar diante dos homens, também eu o renegarei, por minha vez, diante de meu Pai, que está nos céus.”
“Não tenham medo dos opositores de sempre, porque a Palavra não ficará oculta. Não tenham medo de quem só pode matar o corpo, porque vai matar tão mal que acabaremos ressuscitando. O que incomoda? Incomoda defender a vida em uma cultura de morte; defender a natureza humana e ambiental em uma cultura de destruição. A transgressão de um trouxe a morte para todos, mas a mesma transgressão trouxe também o vencedor da morte, Jesus Cristo. Sua graça é afirmação e presença, enquanto o pecado é negação e ausência. Sendo vazio, o pecado nada pode contra a graça, que é plenitude de vida. Se as forças da morte parecem nos abater, não desanimamos nem temos medo, porque o amor é mais forte que a morte”. (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
O que o texto diz a você?
De que maneira esta passagem o(a) compromete?
O que ela lhe pede?
Você também é convidado(a) ao seguimento de Jesus, de forma gratuita e generosa? Quais sentimentos a Palavra despertou em você?
Oração (Vida)
“Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, Caminho único para chegarmos a Ele. Nós vos louvamos e agradecemos porque sois o exemplo que devemos seguir. Queremos aprender de Vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por Vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar em tudo a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
O coração humano deve ser orientado para Deus, e , assim, todo o seu ser resplandecerá na LUZ. Como você quer ser luz que irradia o bem, a misericórdia e o testemunho cristão?
Que o Evangelho seja vivido corajosamente e anunciado com alegria!
Bênção
Deus Pai do céu te abençoe e te cuide
Que Ele esteja na tua frente para te mostrar o caminho correto.
Atrás de ti para te sustentar em todos os desafios
Acima de ti para te proteger contra os perigos que vem do alto
Que Deus esteja em teu coração como chama ardente, e que a luz dele ilumine tua vida e te aqueça para a virtude.
Que Ele te cerque por todos os lados e não permita que te afastes dele. Amém.
Mateus 10,16 evidencia que os missionários são enviados pelo próprio Jesus. Perseguir os apóstolos é perseguir o próprio Jesus. Eles são como ovelhas no meio de lobos vorazes, mas seu comportamento deve ser prudente como as serpentes, isto é, capazes de detectar os perigos, e simples como as pombas, isto é, capazes de não revidar na mesma medida. Essas instruções antecipam a forma como Jesus, desde o momento em que foi preso no Jardim das Oliveiras, vivenciou todo o processo que o condenou e o levou ao martírio de cruz. Os que são enviados, ditos “apóstolos”, não podem esquecer que são discípulos e quem os enviou (Mt 10,24-25). Por isso, a solidariedade entre “mestre e discípulos” e “senhor e servos” (Mt 10,17-23) é compreendida como união nos sofrimentos sofridos por causa do Reino dos Céus, isto é, em função da realização da vontade salvífica de Deus para a humanidade. Por três vezes, Jesus diz: “Não tenhais medo”. O medo faz parte da existência humana: foi e continua sendo uma forma eficaz de se evitar as situações que podem levar à morte. Se não fosse assim, a humanidade não teria trezentos mil anos de existência. Contudo, Jesus foi além da preservação da própria vida neste mundo, pois, na primeira vez, afirma que Deus é quem garante a vida de quem foi enviado e que nenhuma violência pode impedir a difusão eficaz do Reino dos Céus. Essa certeza, porém, não retira do missionário a responsabilidade ética assumida, pois a força da palavra encontra-se no testemunho coerente. No tocante à segunda vez, o foco não está sobre a mensagem anunciada, mas sobre o destino de quem a anuncia. O martírio é uma possibilidade. Por isso, a prioridade é não ter medo de quem mata o corpo, mas sim temer quem tem o pleno domínio sobre o mundo e a existência: Deus. O temor a Deus sustenta o discípulo e permite enfrentar o medo da morte física por causa do Reino, pois a morte não tem a última palavra sobre a vida que veio e está nas mãos de Deus. Na terceira vez, Jesus exemplifica o valor da vida dos missionários para Deus, que não fica alheio ou indiferente ao que acontece. Sabe se um pássaro foi capturado e vendido. Sabe se um fio de cabelo caiu da cabeça do ser humano. Nada lhe escapa! Jesus conclui sua fala apresentando as consequências da confissão ou da falta desta diante dos homens. O que se passa na terra se reflete nos céus. Quem confessa Jesus nesta vida, diante dos homens, será por ele confessado diante do Pai; porém, quem o renega nesta vida, será renegado por ele diante do Pai. Jesus pode dizer isso por causa da autoridade jurídica que o Pai lhe confiou. Jesus, por ser o mártir da causa de Deus, é quem pode advogar a favor de quem viveu ou deixou de viver por ele o martírio pelo Reino dos Céus.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.