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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 13/08/2026

Santa Dulce Lopes Pontes, virgem - Ano A - Branca
1ª Leitura: Ez 12,1-12 Salmo: Sl 77(78) - Sigam os mandamentos de Deus.
evangelho
Tomado de compaixão, o senhor daquele servo liberou-o e lhe perdoou a dívida - Mt 18,21–19,1

Então Pedro, aproximando-se, lhe disse: “Senhor, quantas vezes pecará meu irmão contra mim para que eu deva perdoá-lo? Até sete vezes?” Jesus lhe respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta e sete vezes. Por isso, o Reino dos Céus assemelha-se a um rei que resolveu acertar as contas com seus servos. Assim que ele começou, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. Como este não tinha com que pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens fossem vendidos, e assim pagasse. Tendo-se prostrado diante dele, o servo lhe dizia: ‘Sê indulgente comigo, que te pagarei tudo!’ Tomado de compaixão, o senhor daquele servo liberou-o e lhe perdoou a dívida. Tendo saído dali, esse servo encontrou um companheiro de servidão que lhe devia cem denários e, agarrando-o pelo pescoço, começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves!’ Seu companheiro de servidão, de joelhos, lhe suplicava: ‘Sê indulgente comigo, que te pagarei!’ Mas ele não quis; ao contrário, retirando-se, mandou colocá-lo na prisão até que pagasse o que devia. Tendo visto o que acontecera, seus companheiros de servidão ficaram profundamente consternados e foram contar tudo ao senhor deles. Então o senhor o chamou e lhe disse: ‘Servo malvado! Toda aquela dívida te perdoei, porque me suplicaste. Não devias, tu também, ser clemente com teu companheiro de servidão, como eu fui clemente contigo?’ E, enfurecido, seu senhor o entregou aos torturadores até que pagasse tudo quanto devia. Da mesma forma vos tratará meu Pai celeste, se cada um não perdoar de coração a seu irmão”. Quando Jesus terminou esse discurso, partiu da Galileia e foi para os territórios da Judeia, do outro lado do Jordão.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Hoje a liturgia faz memória de Santa Dulce dos pobres..."os que agem com retidão serão louvados” (Sl 63,11).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Acolhendo o convite de Jesus, aproxime-se do Senhor com humildade.
O Evangelho de hoje gira em torno da quantidade de vezes que se deve perdoar o irmão, assunto muito discutido entre os rabinos de Israel, que pensavam que o perdão podia ser concedido, no máximo, três vezes.




Rezemos: “Divino Espírito Santo, necessitamos muito de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir. Temos necessidade de vós, para que o nosso coração, inundado pela vossa consolação, se abra e que, muito além das palavras e dos conceitos, possamos perceber a vossa presença. Iluminai a nossa mente, movei o nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

O Mestre não fica discursando sobre O PERDÃO. Observe que ele vai diretamente nas relações, onde acontece as injustiças e a divisão. Entre como ouvinte ativo nesta cena, neste diálogo com Jesus. Faça suas perguntas.

Evangelho: Mt 18,21–19,1 “Então Pedro, aproximando-se, lhe disse: “Senhor, quantas vezes pecará meu irmão contra mim para que eu deva perdoá-lo? Até sete vezes?” Jesus lhe respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta e sete vezes. Por isso, o Reino dos Céus assemelha-se a um rei que resolveu acertar as contas com seus servos. Assim que ele começou, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. Como este não tinha com que pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens fossem vendidos, e assim pagasse. Tendo-se prostrado diante dele, o servo lhe dizia: ‘Sê indulgente comigo, que te pagarei tudo!’ Tomado de compaixão, o senhor daquele servo liberou-o e lhe perdoou a dívida. Tendo saído dali, esse servo encontrou um companheiro de servidão que lhe devia cem denários e, agarrando-o pelo pescoço, começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves!’ Seu companheiro de servidão, de joelhos, lhe suplicava: ‘Sê indulgente comigo, que te pagarei!’ Mas ele não quis; ao contrário, retirando-se, mandou colocá-lo na prisão até que pagasse o que devia. Tendo visto o que acontecera, seus companheiros de servidão ficaram profundamente consternados e foram contar tudo ao senhor deles. Então o senhor o chamou e lhe disse: ‘Servo malvado! Toda aquela dívida te perdoei, porque me suplicaste. Não devias, tu também, ser clemente com teu companheiro de servidão, como eu fui clemente contigo?’ E, enfurecido, seu senhor o entregou aos torturadores até que pagasse tudo quanto devia. Da mesma forma vos tratará meu Pai celeste, se cada um não perdoar de coração a seu irmão”. Quando Jesus terminou esse discurso, partiu da Galileia e foi para os territórios da Judeia, do outro lado do Jordão.”

“Perdoar envolve tanto a ofensa cometida quanto a recebida. Para se libertar da ofensa, é preciso colocá-la em seu devido lugar. A pessoa certa no lugar certo. O veneno que a ofensa traz consigo não pode permanecer em nós; por isso, o primeiro beneficiado com o perdão é você mesmo. As ofensas variam em intensidade. Pisar no pé ou ser empurrado é menos grave do que uma ferida profunda em nossos sentimentos. O Arcebispo Desmond Tutu dizia que, sem o perdão, a África do Sul não teria futuro. O desejo de vingança nos torna prisioneiros da ofensa recebida. O ofendido não pode deixar-se dominar pela ofensa e viver em função dela. Se o ofensor não está presente, não permita que ele ocupe a sua mente.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Tomemos consciência da enormidade do perdão com o qual Deus nos agracia. Em Deus se supera a máxima segundo a qual quem erra, paga. Ele nos concede uma justiça muito superior, própria de quem ama sem limites.
Para você é fácil perdoar? Consegue dar o perdão quando alguém lhe pede?
Você sabe pedir perdão ao perceber que ofendeu alguém? Quais sentimentos a Palavra de Deus desperta? Fique em silêncio por alguns instantes e procure assimilar este ensinamento cristão.
O perdão vem do fundo do coração de quem sabe o que significa amar. Quem ama perdoa. Jesus adverte que somente seremos perdoados pelo Pai se soubermos perdoar nossos irmãos. O perdão é o desejo mais sincero de viver a comunhão com os outros.

Oração (Vida)

Agradeçamos ao Senhor seu amor e sua misericórdia para conosco e por ter nos ensinado a perdoar. Entreguemos a Ele as pessoas que sofrem a dor da falta do perdão e da reconciliação. Peçamos ainda: “Senhor, concede-nos um coração aberto à tua graça e ensina-nos a perdoar a quem ainda não amamos com verdadeiro amor fraterno”.
Pai nosso....
Perdoar sempre, quando não é possível expressar o perdão com as palavras, por causa da dor da ofensa, que se perdoe com o sentimento dando abertura e acolhida para que o ofensor possa se edificar com nossa atitude.
Senhor, ensinai-me a matemática do perdão!

Contemplação (Vida e Missão)

PROPOSTA DO DIA: Ir ao encontro de alguém com o qual temos dificuldades de perdoar ou rezar a oração do Pai-Nosso para que obtenhamos a força de perdoar.

Bênção

“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz”. (Nm 6,24-26).

Ir. Carmen Maria Pulga

O protagonismo de Pedro, que colocou a questão e uma tentativa de resposta sobre os limites do perdão, deu a Jesus a ocasião para elucidar, ainda mais, o sentido da correção fraterna e o quanto o Pai se interessa pelo bem-estar e pela reconciliação dos seus filhos e filhas. Jesus inverteu a lógica proferida por Lamec em Gênesis 4,23-24. No lugar da vingança, a oferta ilimitada de perdão e reconciliação. Assim, o que queremos que os outros nos façam, o bem, a todos seja feito; o que não queremos que os outros nos façam, o mal, a ninguém seja feito. Essa regra de ouro elucida bem a questão sobre o perdão e como o exemplo dado por Jesus permite compreender o que está em jogo, quando o ser humano dirige a Deus o pedido de perdão no Pai-Nosso. A sentença final da parábola permite compreender a última etapa da correção fraterna

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.