Evangelho do dia 27/09/2026
26ª Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
Vós, porém, mesmo tendo visto, não tivestes remorso nem acreditastes nele - Mt 21,28-32
“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, aproximando-se do primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha! Ele, porém, respondeu: Não quero; mas depois, sentindo remorso, foi. Aproximando-se do outro filho, disse o mesmo. Este respondeu: Eu irei, senhor; mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Eles disseram: “O primeiro”. Jesus lhes disse: “Amém, eu vos digo: os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Com efeito, João veio a vós, no caminho da justiça, e não acreditastes nele, mas os coletores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vós, porém, mesmo tendo visto, não tivestes remorso nem acreditastes nele”.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum deixa claro que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção desse mundo novo de justiça e de paz que Deus sonhou e que quer propor a todos os homens.
Abramos nosso coração aos ensinamentos divinos e, sustentados por sua Palavra, caminhemos na justiça e na esperança dos bens prometidos.
Diante da proposta de Deus, nós podemos assumir duas atitudes: ou dizer "sim" a Deus e colaborar com Ele, ou escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento e demitirmo-nos do compromisso que Deus nos pede. A Palavra de Deus exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus - um compromisso que signifique um empenho real e exigente na construção de um mundo novo, de justiça, de fraternidade, de paz.
Leitura (Verdade)
A parábola dos dois filhos ilustra duas atitudes diversas diante da proposta de Deus. A questão posta, em seguida, por Jesus, é: "qual dos dois fez a vontade do pai?
Evangelho: Mt 21,28-32 “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, aproximando-se do primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha! Ele, porém, respondeu: Não quero; mas depois, sentindo remorso, foi. Aproximando-se do outro filho, disse o mesmo. Este respondeu: Eu irei, senhor; mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Eles disseram: “O primeiro”. Jesus lhes disse: “Amém, eu vos digo: os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Com efeito, João veio a vós, no caminho da justiça, e não acreditastes nele, mas os coletores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vós, porém, mesmo tendo visto, não tivestes remorso nem acreditastes nele”.
“Deus acolhe de coração o pecador arrependido e vê o seu presente. Não mantém rancor, não cobra o passado, aceita o “sim” do presente. Há muitos sinais indicativos de um caminho de justiça e paz, de reconstrução e reconciliação. Mas é preciso vê-los. Um mínimo de sensibilidade é sufi ciente para a percepção dos sinais de Deus. Se somos insensíveis e nossa atenção está voltada para contra valores, o que acontece com o ser humano não nos interessa. Às vezes nós, e os que têm responsabilidade pública, estamos dizendo “sim”, porém, na prática, esse “sim” é “não”. Autoridades do passado não foram capazes de perceber que João Batista era um profeta e falava em nome de Deus. A história se repete.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Ninguém está dispensado de colaborar com Deus na construção de um mundo mais humano, mais justo, mais verdadeiro, mais fraterno. Tenho consciência de que também eu sou chamado a trabalhar na vinha de Deus?
O que é que significa, exatamente, dizer "sim" a Deus? É ser batizado ou crismado? É casar na igreja? É fazer parte de uma pastoral qualquer da paróquia? É ter feito votos num instituto religioso? É ir todos os dias à missa? O que diz o Evangelho? Como me situo diante disso?
Oração (Vida)
Este é o momento do diálogo com Deus, em resposta ao que Ele revelou por meio de sua Palavra. Silencie seu coração e faça sua prece.
Apresente ao Senhor os propósitos que brotaram em seu coração para que se concretizem em sua vida.
Peça também o dom da fé e a graça de levar a bom termo a missão que lhe foi confiada....
Pai -nosso....
Contemplação (Vida e Missão)
Não desanimar diante de nossas fraquezas, mas rever constantemente a nossa caminhada e propor-se a colaborar para que haja mais justiça e fraternidade ao nosso redor.
Procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente ou num grupo da comunidade de fé... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver com mais concretude a Palavra de Deus.
Bênção
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A obediência é a principal e melhor chave de leitura e interpretação de toda a Sagrada Escritura. Jesus é o exemplo inequívoco do que significa ser obediente a Deus e à sua vontade. Infelizmente, a palavra “obediência”, nos tempos atuais – dentro e fora da comunidade de fé –, parece não apenas ter se tornado ofensiva e obsoleta, mas também é ridicularizada. E o ser humano, mesmo pensando assim, sabe, perfeitamente, que não consegue gerenciar a própria vida e existência sem o mínimo de obediência aos ritmos e às exigências da sua natureza. Ao violar e desobedecer aos próprios limites, experimenta o mal-estar físico, mental, emocional e social. Pela fé se professa que todo tipo de desordem no mundo adveio da decisão humana de não obedecer a Deus e à sua vontade (Gn 3; Ez 18). Por isso, quem acredita na existência de Deus, na sua presença e ação no mundo, mas fica indiferente à obediência, engana a si mesmo. Pela encarnação do Verbo de Deus, Jesus, o ser humano passou a vislumbrar a chance de mudar de mentalidade e comportamento. O Reino de Deus, em Jesus, se tornou reinado, isto é, total sintonia de pensamento, vontade e ação do humano com o divino. Aqui se revela o que diferencia a obediência proferida apenas com os lábios da obediência fruto da reflexão e da conversão. A primeira demonstrou-se pérfida; a segunda, consciente. Na parábola, os dois filhos representam, respectivamente, de um lado, os publicanos e as meretrizes, que teriam dito não a Deus, mas voltaram atrás e o obedeceram graças à conversão pelas palavras de João Batista; e, de outro, os sacerdotes e anciãos do povo, que teriam dito “sim” a Deus, pela aceitação da Torá, mas agiam de forma contrária ao que professavam. Aprende-se que obedecer é ter fé. De que adianta professar a fé, isto é, dizer que acredita em Deus, e agir como se ele não existisse? Não é ateísmo teórico, mas prático. Isso é nefasto e totalmente contraditório à atitude de um fiel. Por isso, quem se abre e se faz disponível para ouvir e obedecer à Palavra de Deus, contida na proclamação e nas ações de Jesus, entra, adere e passa a viver a novidade do Reino de Deus; vai além do que João Batista ensinou; revoga a mentalidade e a conduta autossuficientes; aprende que, buscar ser justo, não é reivindicar benefícios de Deus com base nos méritos, mas tomar consciência das próprias limitações e pecados, sem a qual não é possível se abrir à experiência salvífica pela obediência da fé, a exemplo de Jesus de Nazaré. Assim, por essa forma de obediência, o fiel, pela conversão, adere ao valor que orienta a vida, não mais pela busca da autonomia e da autossuficiência, mas pelo amor feito entrega obediencial de Jesus.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 27/09/2026
26ª Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
Vós, porém, mesmo tendo visto, não tivestes remorso nem acreditastes nele - Mt 21,28-32
“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, aproximando-se do primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha! Ele, porém, respondeu: Não quero; mas depois, sentindo remorso, foi. Aproximando-se do outro filho, disse o mesmo. Este respondeu: Eu irei, senhor; mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Eles disseram: “O primeiro”. Jesus lhes disse: “Amém, eu vos digo: os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Com efeito, João veio a vós, no caminho da justiça, e não acreditastes nele, mas os coletores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vós, porém, mesmo tendo visto, não tivestes remorso nem acreditastes nele”.
Oração Inicial
A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum deixa claro que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção desse mundo novo de justiça e de paz que Deus sonhou e que quer propor a todos os homens.
Abramos nosso coração aos ensinamentos divinos e, sustentados por sua Palavra, caminhemos na justiça e na esperança dos bens prometidos.
Diante da proposta de Deus, nós podemos assumir duas atitudes: ou dizer "sim" a Deus e colaborar com Ele, ou escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento e demitirmo-nos do compromisso que Deus nos pede. A Palavra de Deus exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus - um compromisso que signifique um empenho real e exigente na construção de um mundo novo, de justiça, de fraternidade, de paz.
Leitura (Verdade)
A parábola dos dois filhos ilustra duas atitudes diversas diante da proposta de Deus. A questão posta, em seguida, por Jesus, é: "qual dos dois fez a vontade do pai?
Evangelho: Mt 21,28-32 “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, aproximando-se do primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha! Ele, porém, respondeu: Não quero; mas depois, sentindo remorso, foi. Aproximando-se do outro filho, disse o mesmo. Este respondeu: Eu irei, senhor; mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Eles disseram: “O primeiro”. Jesus lhes disse: “Amém, eu vos digo: os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Com efeito, João veio a vós, no caminho da justiça, e não acreditastes nele, mas os coletores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vós, porém, mesmo tendo visto, não tivestes remorso nem acreditastes nele”.
“Deus acolhe de coração o pecador arrependido e vê o seu presente. Não mantém rancor, não cobra o passado, aceita o “sim” do presente. Há muitos sinais indicativos de um caminho de justiça e paz, de reconstrução e reconciliação. Mas é preciso vê-los. Um mínimo de sensibilidade é sufi ciente para a percepção dos sinais de Deus. Se somos insensíveis e nossa atenção está voltada para contra valores, o que acontece com o ser humano não nos interessa. Às vezes nós, e os que têm responsabilidade pública, estamos dizendo “sim”, porém, na prática, esse “sim” é “não”. Autoridades do passado não foram capazes de perceber que João Batista era um profeta e falava em nome de Deus. A história se repete.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Ninguém está dispensado de colaborar com Deus na construção de um mundo mais humano, mais justo, mais verdadeiro, mais fraterno. Tenho consciência de que também eu sou chamado a trabalhar na vinha de Deus?
O que é que significa, exatamente, dizer "sim" a Deus? É ser batizado ou crismado? É casar na igreja? É fazer parte de uma pastoral qualquer da paróquia? É ter feito votos num instituto religioso? É ir todos os dias à missa? O que diz o Evangelho? Como me situo diante disso?
Oração (Vida)
Este é o momento do diálogo com Deus, em resposta ao que Ele revelou por meio de sua Palavra. Silencie seu coração e faça sua prece.
Apresente ao Senhor os propósitos que brotaram em seu coração para que se concretizem em sua vida.
Peça também o dom da fé e a graça de levar a bom termo a missão que lhe foi confiada....
Pai -nosso....
Contemplação (Vida e Missão)
Não desanimar diante de nossas fraquezas, mas rever constantemente a nossa caminhada e propor-se a colaborar para que haja mais justiça e fraternidade ao nosso redor.
Procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente ou num grupo da comunidade de fé... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver com mais concretude a Palavra de Deus.
Bênção
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A obediência é a principal e melhor chave de leitura e interpretação de toda a Sagrada Escritura. Jesus é o exemplo inequívoco do que significa ser obediente a Deus e à sua vontade. Infelizmente, a palavra “obediência”, nos tempos atuais – dentro e fora da comunidade de fé –, parece não apenas ter se tornado ofensiva e obsoleta, mas também é ridicularizada. E o ser humano, mesmo pensando assim, sabe, perfeitamente, que não consegue gerenciar a própria vida e existência sem o mínimo de obediência aos ritmos e às exigências da sua natureza. Ao violar e desobedecer aos próprios limites, experimenta o mal-estar físico, mental, emocional e social. Pela fé se professa que todo tipo de desordem no mundo adveio da decisão humana de não obedecer a Deus e à sua vontade (Gn 3; Ez 18). Por isso, quem acredita na existência de Deus, na sua presença e ação no mundo, mas fica indiferente à obediência, engana a si mesmo. Pela encarnação do Verbo de Deus, Jesus, o ser humano passou a vislumbrar a chance de mudar de mentalidade e comportamento. O Reino de Deus, em Jesus, se tornou reinado, isto é, total sintonia de pensamento, vontade e ação do humano com o divino. Aqui se revela o que diferencia a obediência proferida apenas com os lábios da obediência fruto da reflexão e da conversão. A primeira demonstrou-se pérfida; a segunda, consciente. Na parábola, os dois filhos representam, respectivamente, de um lado, os publicanos e as meretrizes, que teriam dito não a Deus, mas voltaram atrás e o obedeceram graças à conversão pelas palavras de João Batista; e, de outro, os sacerdotes e anciãos do povo, que teriam dito “sim” a Deus, pela aceitação da Torá, mas agiam de forma contrária ao que professavam. Aprende-se que obedecer é ter fé. De que adianta professar a fé, isto é, dizer que acredita em Deus, e agir como se ele não existisse? Não é ateísmo teórico, mas prático. Isso é nefasto e totalmente contraditório à atitude de um fiel. Por isso, quem se abre e se faz disponível para ouvir e obedecer à Palavra de Deus, contida na proclamação e nas ações de Jesus, entra, adere e passa a viver a novidade do Reino de Deus; vai além do que João Batista ensinou; revoga a mentalidade e a conduta autossuficientes; aprende que, buscar ser justo, não é reivindicar benefícios de Deus com base nos méritos, mas tomar consciência das próprias limitações e pecados, sem a qual não é possível se abrir à experiência salvífica pela obediência da fé, a exemplo de Jesus de Nazaré. Assim, por essa forma de obediência, o fiel, pela conversão, adere ao valor que orienta a vida, não mais pela busca da autonomia e da autossuficiência, mas pelo amor feito entrega obediencial de Jesus.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.