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Quarta-feira, 18 de Julho de 2018
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Evangelho do dia 18/07/2018

15ª Semana do Tempo Comum - Ano B - Verde
1ª Leitura: Is 10,5-7.13-16 Salmo: 94(93) - O Senhor não rejeita o seu povo.
evangelho
Eu te louvo Pai... - Mt 11,25-27

Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Em sua oração dirigida ao Pai, Jesus expressa o louvor pelos pequenos que foram capazes de acolhê-lo como dom do Pai e de reconhecer a relação filial que o une a Ele. Que possamos ao longo do nosso dia acolher o Senhor e entoar o nosso louvor pela sua presença em nossa vida.
Oremos: “Divino Espírito Santo, necessitamos muito de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir. Temos necessidade de Vós, para que o nosso coração, inundado pela vossa consolação, se abra e que, muito além das palavras e dos conceitos, possamos perceber a vossa presença. Iluminai a nossa mente, movei o nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Detenha-se na oração de Jesus. Quais palavras mais chamaram sua atenção? Qual é o motivo do louvor expresso na oração? Como é a relação entre Jesus e o Pai, revelada no texto?
“Nossa perícope do evangelho é precedida de ataques de Jesus a algumas cidades próximas do Mar da Galileia, ao estilo dos oráculos proféticos contra as nações. As cidades beneficiadas pelos ‘milagres’ de Jesus não se converteram (11,20-24). Na verdade, os ‘atos de poder’ realizados por Jesus deviam conduzir à fé na ‘proximidade do Reino dos Céus’. Mas os destinatários das inventivas de Jesus não conseguiram ultrapassar o que os olhos ‘de carne’ permitiam ver; faltava-lhes o coração iluminado pela luz de Deus. O trecho de hoje é uma oposição ao orgulho das cidades que não se converteram; um hino de louvor dirigido ao Pai, Criador do céu e da terra (v. 25; Gn 1,1; 2,4a). O motivo do louvor: ‘... escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos’ (v. 25), pois assim Deus queria (cf. v. 26). ‘Estas coisas’ referem-se ao que é dito no v. 27, que, resumindo, se poderia dizer: Jesus revela o Pai (‘Ele é a imagem do Deus invisível’ [Cl 1,15]). Somente quem recebe Jesus como dom, somente o ‘pobre em espírito’ (5,3), pode conhecer a relação filial que une Jesus a Deus. Ao pedido de Filipe: ‘Senhor, mostra-nos o pai!’, Jesus responderá: ‘Quem me vê, vê o Pai. Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?’ (Jo 14,8-11)” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Qual ensinamento de Jesus você acolhe em sua vida? Por quais motivos você hoje entoa seu hino de louvor a Deus?

Oração (Vida)

Agradeça tudo que a Palavra lhe permitiu compreender e vivenciar do mistério de Cristo. Apresente ainda ao Senhor a oração que brotou em seu coração durante a leitura orante.
Conclua com a oração: “Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar às pessoas a vida em plenitude. Nós vos louvamos e agradecemos, porque morrestes na cruz para obter-nos a vida divina que nos comunicais no batismo e alimentais com a Eucaristia e os outros sacramentos. Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito, para que vos amemos com todo o nosso ser e amemos o próximo como a nós mesmos no vosso amor. Fazei crescer em nós esse amor, para que um dia, ressuscitados, partilhemos convosco a alegria do Reino dos céus. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Sintetize em poucas palavras o apelo que brotou em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

Há sábios inteligentes que não receberam a Revelação de Deus, por isso não conhecem nem o Pai nem o Filho, e há pequenos aos quais a revelação foi feita. Jesus agradece ao Pai por ter ocultado “essas coisas” aos sábios e tê-las revelado aos pequeninos. “Essas coisas” são tudo o que Jesus tem dito e feito até então e também o conhecimento do Pai. Somente o Pai conhece o Filho e somente o Filho conhece o Pai e “aquele a quem o Filho o quiser revelar”. As palavras de Jesus podem conter uma crítica às autoridades religiosas do seu tempo, aos fariseus e saduceus, e um elogio ao povo simples que o escutava e seguia. A crítica continua válida a todos aqueles que, por terem estudado alguma coisa, ou por terem alguma posição social, acreditam saber tudo. Estes muitas vezes elogiam a si mesmos e olham com desprezo o povo simples. Deus se revela a quem quer, a letrados e a iletrados. Quem, porém, receber uma revelação deve saber que está recebendo uma missão. Dizia Paulo aos Gálatas: “Deus se dignou revelar o seu Filho em mim para que eu o evangelizasse entre os pagãos”. Quem sabe por revelação deve ajudar aquele que não sabe. A revelação está nas Sagradas Escrituras e na Tradição interpretadas pelo Magistério da Igreja. Esta revelação está à disposição de todos os que têm fé. Estes são sábios pequeninos que estudam a Revelação e a ensinam aos outros.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.