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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 02/09/2026

22ª Semana do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: 1Cor 3,1-9 Salmo: Sl 32(33) - O povo que escolheu para si como herança.
evangelho
É necessário que eu anuncie o evangelho do Reino de Deus também a outras cidades, porque é para isso que fui enviado - Lc 4,38-44

Depois de deixar a sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sendo atormentada com febre alta, e pediram por ela a Jesus. Ele se inclinou sobre ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. No mesmo instante, tendo-se levantado, ela os servia. Tendo-se o sol declinado, todos os que tinham doentes com enfermidades diversas os conduziram até ele. Ele, colocando as mãos sobre cada um deles, os curava. Também de muitos deles saíam demônios, que gritavam: “Tu és o Filho de Deus”. Mas, repreendendo-os, não lhes permitia falar, porque sabiam que ele era o Cristo. Quando o dia chegou, ele saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam, e, ao encontrá-lo, tentaram impedir que as abandonasse. Mas ele lhes disse: “É necessário que eu anuncie o evangelho do Reino de Deus também a outras cidades, porque é para isso que fui enviado”. E continuou proclamando nas sinagogas da Judeia.

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Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Senhor Jesus, nós vos agradecemos porque sois o Mestre de nossa vida e de toda a humanidade e nos convidais a seguir-vos. Que vossas palavras penetrem profundamente em nosso coração para que tenhamos coragem de mudar o que deve ser mudado em nossa vida e confirmar o que deve ser confirmado, de modo que possamos evangelizar os que desejam vos conhecer e amar.




Pai, que a presença de Jesus em minha vida seja motivo de libertação, de modo que eu possa servir com alegria o meu próximo, especialmente, os mais necessitados.

Leitura (Verdade)

Jesus cura os doentes para que possam servir outros, também necessitados. É a construção de uma humanidade fraterna e compassiva. Acolhamos os ensinamentos do Evangelho que vamos meditar para que, curados, possamos servir os que nos cercam e necessitam de nossa ajuda.

Evangelho: Lc 4,38-44 “Depois de deixar a sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sendo atormentada com febre alta, e pediram por ela a Jesus. Ele se inclinou sobre ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. No mesmo instante, tendo-se levantado, ela os servia. Tendo-se o sol declinado, todos os que tinham doentes com enfermidades diversas os conduziram até ele. Ele, colocando as mãos sobre cada um deles, os curava. Também de muitos deles saíam demônios, que gritavam: “Tu és o Filho de Deus”. Mas, repreendendo-os, não lhes permitia falar, porque sabiam que ele era o Cristo. Quando o dia chegou, ele saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam, e, ao encontrá-lo, tentaram impedir que as abandonasse. Mas ele lhes disse: “É necessário que eu anuncie o evangelho do Reino de Deus também a outras cidades, porque é para isso que fui enviado”. E continuou proclamando nas sinagogas da Judeia”.

“Fim do dia, a terceira estrela apareceu, terminou o sábado judaico. Começa a movimentação. Doentes e possessos são levados a Jesus, que lhes impõe as mãos, gesto típico, e depois sai. Começa a sair, primeiro para um lugar deserto, espaço de liberdade. Continua saindo para dar a Boa Notícia do Reino. Querem segurá-lo para que não saia, mas sai. Para isso veio. Sai pela Judeia afora. Ele é o modelo de Igreja em saída. O tempo, porém, se encarregará de retê-la. O tempo dominado pela febre que se apoderara da sogra de Pedro. O tempo controlado pelos demônios, que sabem quem é Jesus e o expõe. As multidões, por sua vez, querem segurar Jesus porque é o único interessado em resolver os problemas do povo.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Servir aos demais é libertar-se das ciladas do maligno. Só servindo aos irmãos nos aproximamos de Deus, de quem fomos feitos a imagem e semelhança. A atividade de Jesus, o Filho de Deus, é definida pelo serviço ao próximo, pelo bem em prol dos necessitados.
Com que sentimentos e intenções eu faço as obras de misericórdia?
Quando encontro pessoas doentes, necessitadas, qual minha primeira atitude? É de fé compassiva que vem da certeza no poder de Deus?
Meus encontros e visitas às famílias ou amigos deixam as pessoas melhores, com mais fé e disposição para o caminho da esperança e do bem?

Oração (Vida)

Hoje, quarta-feira, é dia de rezarmos pelas pessoas doentes. O Senhor é nossa força, consolo e abrigo. A Ele entregamos nossa vida e as pessoas que amamos, sobretudo as que estão em sofrimento por alguma doença física, psíquica ou espiritual. Que a Palavra de Deus toque a nossa mente, nossa vontade e nosso coração e nos faça perceber a compaixão que Deus tem para com os que sofrem.

“Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado no sentido da santa Igreja. Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa. Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde e fielmente, a vontade do Pai. Amém” (Paulo VI).

Contemplação (Vida e Missão)

Após contemplar a ação de Jesus para com os que sofrem vamos assumir a proposta de dar especial atenção aos doentes e deprimidos.

Bênção

O Senhor Jesus Cristo esteja ao meu lado para me sustentar,
Dentro de mim para me encorajar,
Diante de mim para me orientar,
Atrás de mim para me proteger,
Acima de mim para me abençoar.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Que a bênção de Deus Pai de amor e bondade desça sobre mim, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

À diferença de Mateus e Marcos, o evangelista Lucas apresenta Jesus entrando e curando a sogra de Pedro antes de fazer o chamado ao discipulado. A passagem da sinagoga de Cafarnaum para a casa de Pedro aponta para o novo local onde os cristãos se reunirão: a domus ecclesia. A forma como foi feito o pedido pela sogra de Pedro e como ela foi curada revelam a bondade terapêutica de Jesus, pois ele se inclina na direção da mulher impotente pela forte febre e a domina, intimando-a, como havia dominado o demônio na sinagoga. A cura imediata e total revela que a diaconia é a característica da “igreja domés tica”, que se originou na casa de Pedro. Passada a restrição do sábado, Jesus foi procurado por muitos doentes e endemoninhados, e a todos curou. Jesus, quando se distancia, é procurado; então decide partir, dinamizando e estendendo a missão.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.