Evangelho do dia 10/05/2026
6º Domingo da Páscoa - Ano A - Branca
Se me amais, guardareis meus mandamentos. - Jo 14,15-21
Se me amais, guardareis meus mandamentos. Pedirei ao Pai, e ele vos dará outro defensor, a fim de que esteja convosco para sempre: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis porque permanece convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, venho a vós. Ainda um pouco e o mundo já não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e também vós vivereis. Naquele dia, sabereis que eu estou em meu Pai e vós em mim, como também eu em vós. Quem tem meus mandamentos e os guarda, este é que me ama, e quem me ama será amado por meu Pai; também eu o amarei e me manifestarei a ele.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
Celebramos o 6º Domingo da Páscoa. Jesus nos promete um Defensor que ficará sempre conosco. Vivamos na fé este dia e peçamos para nós e para a Igreja a abertura aos dons do espírito Santo.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, ilumina minha alma, acalma minha mente, equilibra minhas emoções para que neste momento de oração eu esteja conscientemente na tua presença.
Concede-me, ó Pai, o dom do teu Espírito que, como luz, dissipa as trevas e me faz caminhar seguro pelos caminhos de teu Filho Jesus.
Oremos: “Divino Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, dá-me a graça de caminhar cada dia seguindo os passos de Jesus e me doar na gratuidade. Amém.”
Leitura (Verdade)
Jesus fala do Espírito que os discípulos vão receber. Os discípulos não ficarão na orfandade. Pelo contrário, o Espírito ajudará a entender fatos e palavras ditas por Jesus, quando estava com eles. O segredo da comunidade é observar os mandamentos de Jesus.
Evangelho: Jo 14,15-21 “Se me amais, guardareis meus mandamentos. Pedirei ao Pai, e ele vos dará outro defensor, a fim de que esteja convosco para sempre: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis porque permanece convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, venho a vós. Ainda um pouco e o mundo já não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e também vós vivereis. Naquele dia, sabereis que eu estou em meu Pai e vós em mim, como também eu em vós. Quem tem meus mandamentos e os guarda, este é que me ama, e quem me ama será amado por meu Pai; também eu o amarei e me manifestarei a ele.”
“Todos os mandamentos se resumem no amor. “Ame e faça o que quiser”, dizia Agostinho. E dizia também que não há trabalho onde há amor, porque o trabalho é amado. Com o amor, tudo se torna leve. No entanto, em tudo há sempre um “mas”… A experiência do amor é dolorosa. Desilusões levam a desistir de amar. Jesus, porém, fez uma promessa e a cumpriu. Nunca vimos a Deus, mas sabemos por revelação que ele é Uno e Trino, e que a Terceira Pessoa da Trindade é o Amor, que une o Pai e o Filho. Jesus prometeu nos dar esse Amor, que “foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Não somos órfãos. O Amor é mais que afeto. É a presença do próprio Deus em nossa vida. Deus é Amor.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Qual é a mensagem do Evangelho para a minha vida? De que forma ressoa em mim as palavras de Jesus: “Se me amais, observareis os meus mandamentos...?
Nossas obras evidenciam que somos impulsionados pelo Espírito que animou Jesus a ponto de passar a vida fazendo o bem?
Oração (Vida)
Espírito Santo de Luz,
concedei-me o dom da sabedoria.
Que eu tenha o discernimento necessário
para distinguir o mal do bem,
a mentira da verdade,
a guerra da paz.
Que Tua santa sabedoria ilumine
os espaços confusos de minha alma.
“Ó Deus, doador de tudo o que é bom, por tua santa inspiração concede que possamos pensar naquelas coisas que são corretas e por tua misericordiosa direção possamos realizá-las; por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que contigo e o Espírito Santo é Deus e reina sobre nós agora e sempre. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Qual é o apelo que a Palavra de Deus despertou para o meu dia? Pense em uma ação concreta e procure torná-la realidade.
Bênção
Deus Pai do céu te abençoe e te cuide
Que Ele esteja na tua frente para te mostrar o caminho correto.
Atrás de ti para te sustentar em todos os desafios
Acima de ti para te proteger contra os perigos que vem do alto
Que Deus esteja em teu coração como chama ardente, e que a luz dele ilumine tua vida e te aqueça para a virtude.
Que Ele te cerque por todos os lados e não permita que te afastes dele. Amém.
A união com Jesus, o Revelador, e, por meio dele, com o Pai só é possível no amor, fundamento para as três promessas: a vinda do Paráclito (vv. 14-17), o retorno de Jesus (vv. 18-21) e a vinda do Pai com o Filho (vv. 22-24), não lida neste domingo. A linguagem é elevada, solene e religiosa. Jesus, consciente de que estava para realizar a sua hora, procurou aliviar a dor da separação de seus discípulos, anunciando que, embora fosse necessário voltar para o Pai, ele não os deixaria órfãos e sempre estaria presente no meio deles, ainda que de forma inédita. É preciso reconhecer que, ao entrar no mundo, Deus, pelo Mistério da Encarnação, desposou a humanidade e assumiu sua causa em absoluta fidelidade. Pelo Mistério Pascal, Jesus não abdicou do Mistério da Encarnação, mas revelou o seu pleno significado: a solidariedade elevada ao nível de fraternidade na história da salvação. A lógica do discurso requisitório da fé dos discípulos mostra que Jesus, pela sua morte e ressureição, passaria da presença exterior à presença interior, tangível não mais pelos sentidos, mas vivida pelo cumprimento do mandamento do amor, como sinal eficaz da Eucaristia celebrada na última ceia. É uma presença salvífica que se realiza pelo envio do Paráclito, dom do Pai, que permanece com os discípulos para sempre. Ao contrário deles, o mundo não o recebe, porque não o vê e não o conhece. O amor a Jesus, sem dúvida, é a condição preliminar para o seguimento e para a realização dos seus mandamentos. É assim que Jesus se faz presente, vivo e operante no meio dos seus discípulos. Pela fé, podem ver e compreender que Jesus está no meio deles, pois receberam o Espírito da verdade. A imagem dos discípulos entristecidos pelo conteúdo do discurso de Jesus, naquela última ceia derradeira, revela, na verdade, a situação e a condição dos fiéis no mundo, a identidade e a missão no mundo até o final dos tempos. Mais do que uma despedida, Jesus estava dando um “até logo”. A surpreendente mensagem desse “até logo” de Jesus aponta para o momento pelo qual termina a comunhão visível com ele para se estabelecer a nova comunhão que nunca mais conhecerá um fim, pois a fé pascal nasceu na mente e no coração dos discípulos. A missão do Paráclito, como Mestre e Memória das palavras e feitos de Jesus, é obter esse resultado na vida dos discípulos e da Igreja em caminho. Mais próximos da solenidade de Pentecostes, intensifiquemos a nossa experiência pascal.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 10/05/2026
6º Domingo da Páscoa - Ano A - Branca
Se me amais, guardareis meus mandamentos. - Jo 14,15-21
Se me amais, guardareis meus mandamentos. Pedirei ao Pai, e ele vos dará outro defensor, a fim de que esteja convosco para sempre: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis porque permanece convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, venho a vós. Ainda um pouco e o mundo já não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e também vós vivereis. Naquele dia, sabereis que eu estou em meu Pai e vós em mim, como também eu em vós. Quem tem meus mandamentos e os guarda, este é que me ama, e quem me ama será amado por meu Pai; também eu o amarei e me manifestarei a ele.
Oração Inicial
Celebramos o 6º Domingo da Páscoa. Jesus nos promete um Defensor que ficará sempre conosco. Vivamos na fé este dia e peçamos para nós e para a Igreja a abertura aos dons do espírito Santo.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, ilumina minha alma, acalma minha mente, equilibra minhas emoções para que neste momento de oração eu esteja conscientemente na tua presença.
Concede-me, ó Pai, o dom do teu Espírito que, como luz, dissipa as trevas e me faz caminhar seguro pelos caminhos de teu Filho Jesus.
Oremos: “Divino Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, dá-me a graça de caminhar cada dia seguindo os passos de Jesus e me doar na gratuidade. Amém.”
Leitura (Verdade)
Jesus fala do Espírito que os discípulos vão receber. Os discípulos não ficarão na orfandade. Pelo contrário, o Espírito ajudará a entender fatos e palavras ditas por Jesus, quando estava com eles. O segredo da comunidade é observar os mandamentos de Jesus.
Evangelho: Jo 14,15-21 “Se me amais, guardareis meus mandamentos. Pedirei ao Pai, e ele vos dará outro defensor, a fim de que esteja convosco para sempre: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis porque permanece convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, venho a vós. Ainda um pouco e o mundo já não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e também vós vivereis. Naquele dia, sabereis que eu estou em meu Pai e vós em mim, como também eu em vós. Quem tem meus mandamentos e os guarda, este é que me ama, e quem me ama será amado por meu Pai; também eu o amarei e me manifestarei a ele.”
“Todos os mandamentos se resumem no amor. “Ame e faça o que quiser”, dizia Agostinho. E dizia também que não há trabalho onde há amor, porque o trabalho é amado. Com o amor, tudo se torna leve. No entanto, em tudo há sempre um “mas”… A experiência do amor é dolorosa. Desilusões levam a desistir de amar. Jesus, porém, fez uma promessa e a cumpriu. Nunca vimos a Deus, mas sabemos por revelação que ele é Uno e Trino, e que a Terceira Pessoa da Trindade é o Amor, que une o Pai e o Filho. Jesus prometeu nos dar esse Amor, que “foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Não somos órfãos. O Amor é mais que afeto. É a presença do próprio Deus em nossa vida. Deus é Amor.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Qual é a mensagem do Evangelho para a minha vida? De que forma ressoa em mim as palavras de Jesus: “Se me amais, observareis os meus mandamentos...?
Nossas obras evidenciam que somos impulsionados pelo Espírito que animou Jesus a ponto de passar a vida fazendo o bem?
Oração (Vida)
Espírito Santo de Luz,
concedei-me o dom da sabedoria.
Que eu tenha o discernimento necessário
para distinguir o mal do bem,
a mentira da verdade,
a guerra da paz.
Que Tua santa sabedoria ilumine
os espaços confusos de minha alma.
“Ó Deus, doador de tudo o que é bom, por tua santa inspiração concede que possamos pensar naquelas coisas que são corretas e por tua misericordiosa direção possamos realizá-las; por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que contigo e o Espírito Santo é Deus e reina sobre nós agora e sempre. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Qual é o apelo que a Palavra de Deus despertou para o meu dia? Pense em uma ação concreta e procure torná-la realidade.
Bênção
Deus Pai do céu te abençoe e te cuide
Que Ele esteja na tua frente para te mostrar o caminho correto.
Atrás de ti para te sustentar em todos os desafios
Acima de ti para te proteger contra os perigos que vem do alto
Que Deus esteja em teu coração como chama ardente, e que a luz dele ilumine tua vida e te aqueça para a virtude.
Que Ele te cerque por todos os lados e não permita que te afastes dele. Amém.
A união com Jesus, o Revelador, e, por meio dele, com o Pai só é possível no amor, fundamento para as três promessas: a vinda do Paráclito (vv. 14-17), o retorno de Jesus (vv. 18-21) e a vinda do Pai com o Filho (vv. 22-24), não lida neste domingo. A linguagem é elevada, solene e religiosa. Jesus, consciente de que estava para realizar a sua hora, procurou aliviar a dor da separação de seus discípulos, anunciando que, embora fosse necessário voltar para o Pai, ele não os deixaria órfãos e sempre estaria presente no meio deles, ainda que de forma inédita. É preciso reconhecer que, ao entrar no mundo, Deus, pelo Mistério da Encarnação, desposou a humanidade e assumiu sua causa em absoluta fidelidade. Pelo Mistério Pascal, Jesus não abdicou do Mistério da Encarnação, mas revelou o seu pleno significado: a solidariedade elevada ao nível de fraternidade na história da salvação. A lógica do discurso requisitório da fé dos discípulos mostra que Jesus, pela sua morte e ressureição, passaria da presença exterior à presença interior, tangível não mais pelos sentidos, mas vivida pelo cumprimento do mandamento do amor, como sinal eficaz da Eucaristia celebrada na última ceia. É uma presença salvífica que se realiza pelo envio do Paráclito, dom do Pai, que permanece com os discípulos para sempre. Ao contrário deles, o mundo não o recebe, porque não o vê e não o conhece. O amor a Jesus, sem dúvida, é a condição preliminar para o seguimento e para a realização dos seus mandamentos. É assim que Jesus se faz presente, vivo e operante no meio dos seus discípulos. Pela fé, podem ver e compreender que Jesus está no meio deles, pois receberam o Espírito da verdade. A imagem dos discípulos entristecidos pelo conteúdo do discurso de Jesus, naquela última ceia derradeira, revela, na verdade, a situação e a condição dos fiéis no mundo, a identidade e a missão no mundo até o final dos tempos. Mais do que uma despedida, Jesus estava dando um “até logo”. A surpreendente mensagem desse “até logo” de Jesus aponta para o momento pelo qual termina a comunhão visível com ele para se estabelecer a nova comunhão que nunca mais conhecerá um fim, pois a fé pascal nasceu na mente e no coração dos discípulos. A missão do Paráclito, como Mestre e Memória das palavras e feitos de Jesus, é obter esse resultado na vida dos discípulos e da Igreja em caminho. Mais próximos da solenidade de Pentecostes, intensifiquemos a nossa experiência pascal.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.