Fundo
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 10/02/2026

Santa Escolástica, virgem, memória - Ano A - Branca
1ª Leitura: 1Rs 8,22-23.27-30 Salmo: Sl 83(84) - Quão amáveis são tuas moradas.
evangelho
Reuniram-se junto dele os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém - Mc 7,1-13

“Reuniram-se junto dele os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém. Tendo visto que alguns dos discípulos dele comiam o pão com mãos impuras, isto é, sem lavar – pois os fariseus e todos os judeus, se não lavam as mãos até o punho, não comem, guardando a tradição dos antigos; e nada comem do que trazem da praça se não é lavado mergulhando na água –, perguntam-lhe os fariseus e os escribas: “Por que teus discípulos não caminham segundo a tradição dos antigos, mas com mãos impuras comem o pão?” Ele, porém, disse-lhes: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas […]. Deixando o mandamento de Deus, guardais as tradições dos homens”. […]

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Abramo-nos à ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”


O Evangelho de hoje, nos mostra como a religião, que em si deveria ser coisa piedosa e santa, também pode ser motivo para alguém se afastar de Deus e dos irmãos, a depender sempre de como a vivemos. A religião judaica, conforme o Evangelho de hoje, havia se transformado em puro legalismo, no qual Deus não se encontrava mais. Ficaram apenas os preceitos humanos, e, por isso, Jesus fez duras críticas. Palavras a Deus nos lábios, são nada, se o coração estiver longe dele.

Leitura (Verdade)

Observe qual é a questão central deste Evangelho. Onde está a distorção na prática judaica daquele tempo?

Evangelho: Mc 7,1-13 “Reuniram-se junto dele os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém. Tendo visto que alguns dos discípulos dele comiam o pão com mãos impuras, isto é, sem lavar-, pois os fariseus e todos os judeus, se não lavam as mãos até o punho, não comem, guardando a tradição dos antigos; e nada comem do que trazem da praça se não é lavado mergulhando na água, e outras muitas coisas que receberam para guardar: lavagens de copos, jarros, vasos de metal e leitos –, perguntam-lhe os fariseus e os escribas: “Por que teus discípulos não caminham segundo a tradição dos antigos, mas com mãos impuras comem o pão?” Ele, porém, disse-lhes: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas seu coração afasta-se para longe de mim. Em vão me cultuam, a doutrina que ensinam são preceitos humanos’. Deixando o mandamento de Deus, guardais as tradições dos homens”. E dizia-lhes: “Bem desprezais o mandamento de Deus para estabelecer vossa tradição. Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe!’ e: ‘Aquele que amaldiçoar pai ou mãe que seja levado à morte!’ Vós, porém, dizeis: ‘Se alguém disser ao pai ou à mãe: É corban – isto é, oferenda, – o que de mim teríeis direito’, já não lhe permitis fazer nada ao pai ou à mãe, anulando a Palavra de Deus por vossa tradição que transmitis. E, coisas assim, fazeis muitas”.

“Faz parte da higiene lavar as mãos antes das refeições. No entanto, o que eram normas sanitárias tornou-se preceito religioso. Alguns discípulos de Jesus comeram sem lavar as mãos com os ritos previstos pela tradição. Fariseus e escribas os criticam e questionam Jesus. A verdade é que muitas vezes anulamos o mandamento de Deus, substituindo-o por tradições humanas. Jesus contrapõe mandamento de Deus e preceito humano, o que dizem os lábios e o que está no coração, o que vem de fora e o que sai de dentro do ser humano. A prática exterior é relativa à verdade interior. O preceito humano não pode anular o mandamento de Deus e o que sai dos lábios deve concordar com o que está no coração.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Cristo ensina que a verdadeira santidade não depende do que entra no homem, mas do que dele sai. Isso significa que a transformação do mundo começa na conversão interior, na purificação do coração e na busca sincera pela verdade. Esse chamado ressoa até os dias de hoje, nos convidando a um exame de consciência e à vivência de uma fé autêntica, enraizada na integridade e no amor de Deus.

Medite a Palavra de Deus e deixe que ela se torne vida em sua vida. Releia o texto, caso sinta necessidade.
Como as palavras desse Evangelho caíram em meu coração?
Eu, o que ponho em primeiro lugar na minha vida? O Senhor Deus e seus mandamentos ou os ritos exteriores da religião?
Como vivo a minha fé? Repito as tradições? Quero que as outras pessoas sigam o meu padrão? Que rezem do meu jeito, que sigam determinadas fórmulas ….

Oração (Vida)

A oração é um momento em que nos colocamos diante de Deus e pedimos vida nova, apresentamos a Ele o que desejamos as realidades que queremos que Ele purifique, cure e transforme.
O que você deseja dizer ao Senhor neste momento?
Pai, coloca-me no caminho da verdadeira piedade, a qual me leve a estar em perfeita sintonia contigo, realizando aquilo que, de fato, é do teu agrado.

Contemplação (Vida e Missão)

A partir da prática de Jesus, vou viver hoje com coerência cristã e rejeitar toda hipocrisia. O que você se propõe a viver hoje? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A oposição dos fariseus e dos escribas a Jesus, por causa dos seus discípulos, serviu para que Jesus lhes mostrasse a diferença entre a Palavra de Deus e a palavra dos seres humanos. No centro da pauta estava o costume judaico sobre a pureza ritual do corpo e dos utensílios. Nisso reside a diferença entre a religiosidade dos lábios, seguidora de ações externas, e a religiosidade do coração, seguidora das ações que são provenientes da graça de Deus. Jesus não dirimiu a questão, mas nem por isso deixou de apresentar um forte exemplo, capaz de ilustrar essa distinção. Com a desculpa de honrar a Deus com os próprios bens, devotando-os a Deus (corban), desonrava-se os pais em necessidade, deixando-se de cumprir o mandamento da Lei. Mais que defender os discípulos, foi um novo ensinamento de Jesus para não repetirem os mesmos erros. Não se vai na direção de Deus indo contra os necessitados.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.