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Domingo, 16 de Agosto de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 16/08/2026

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, solenidade - Ano A - Branca
1ª Leitura: Ap 11,19a, 12,1-6a.10ab Salmo: Sl 44(45) - Filhas de reis estão entre tuas preciosas. 2ª Leitura: 1Cor 15,20-27a
evangelho
Proclama minha alma a grandeza do Senhor, alegra-se meu espírito em Deus, meu salvador - Lc 1,39-56

Naqueles dias, tendo-se levantado, Maria partiu sem demora para uma cidade na região montanhosa de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o bebê pulou em seu ventre. Isabel ficou plena do Espírito Santo e exclamou com voz forte: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre! Por que me acontece isto, que a mãe de meu Senhor venha a mim? Assim que o som de tua saudação chegou a meus ouvidos, o bebê pulou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou que se cumprirá o que lhe foi dito da parte do Senhor”. Então Maria disse: “Proclama minha alma a grandeza do Senhor, alegra-se meu espírito em Deus, meu salvador, que olhou para a humildade de sua serva. A partir de agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso fez coisas grandiosas para mim. Santo é seu nome, e sua misericórdia, de geração em geração, é para aqueles que o temem. Ele realizou proezas com seu braço: dispersou os planos dos soberbos, derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes, cumulou de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Auxiliou Israel, seu servo, tendo lembrado da misericórdia, como prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria permaneceu com ela cerca de três meses e, depois, voltou para sua casa.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Estamos celebrando neste domingo a solenidade da Assunção de Nossa Senhora.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
“Coisas gloriosas se dizem de ti, ó Maria, que foste exaltada acima dos Anjos, e triunfas com Cristo para sempre.”
Assim como Jesus ressuscitou dos mortos e subiu à direita do Pai, também Maria, depois de concluir o percurso da sua existência na terra, foi levada ao céu. A liturgia nos recorda esta consoladora verdade de fé, enquanto canta os louvores daquela que foi coroada de glória incomparável.




A festa da Assunção de Nossa Senhora, a sua chegada à Glória, nos aponta para o nosso destino final, como todos nós almejamos, em conformidade com o que proclamamos na recitação do Credo: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”.

Leitura (Verdade)

O Evangelho de São Lucas que lemos na liturgia desta solenidade nos leva a ver o caminho que a Virgem de Nazaré percorreu para estar na glória de Deus.

Evangelho: Lc 1,39-56 “Naqueles dias, tendo-se levantado, Maria partiu sem demora para uma cidade na região montanhosa de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o bebê pulou em seu ventre. Isabel ficou plena do Espírito Santo e exclamou com voz forte: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre! Por que me acontece isto, que a mãe de meu Senhor venha a mim? Assim que o som de tua saudação chegou a meus ouvidos, o bebê pulou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou que se cumprirá o que lhe foi dito da parte do Senhor”. Então Maria disse: “Proclama minha alma a grandeza do Senhor, alegra-se meu espírito em Deus, meu salvador, que olhou para a humildade de sua serva. A partir de agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso fez coisas grandiosas para mim. Santo é seu nome, e sua misericórdia, de geração em geração, é para aqueles que o temem. Ele realizou proezas com seu braço: dispersou os planos dos soberbos, derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes, cumulou de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Auxiliou Israel, seu servo, tendo lembrado da misericórdia, como prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria permaneceu com ela cerca de três meses e, depois, voltou para sua casa”.

“Maria foi elevada ao céu, em corpo e alma, por ter sido concebida sem o pecado original. E foi concebida sem pecado por ter sido escolhida para gerar e dar à luz o Filho de Deus. Por tudo isso, seu corpo não podia se corromper, por ser a corrupção da morte consequência do pecado introduzido pelo demônio. Maria nada tem a ver com o demônio. Há uma inimizade original entre a Mulher e a serpente. Dizia Santo Agostinho: “Já que a natureza humana está condenada à podridão e aos vermes, e que Jesus foi poupado desse ultraje, a natureza de Maria também está imune a isso, pois foi nela que Jesus assumiu a sua natureza”. Assim como Maria, esperemos também ter, um dia, nosso corpo glorificado.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

A liturgia desta solenidade reveste-se de uma grande esperança. Sobretudo, neste tempo turbulento em que vivemos. É necessário olhar e contemplar este mundo com o olhar da esperança cristã. A realidade que nos cerca com os novos desafios da cultura urbana, nos faz discernir entre os sinais dos tempos, o Grande Sinal: a mulher que vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa. A coroa da justiça, da verdade, da paz e da esperança. Leia o Evangelho novamente e deixe-se tocar por ele.
Permita que a Palavra de Deus se misture com a sua vida e procure reconhecer a voz do Senhor, que fala com você.

Oração (Vida)

Ó Maria Santíssima, ao celebrarmos a sua Assunção em corpo e alma à glória dos Céus, suplicamos que nos ajude a viver com fé e esperança neste mundo, procurando sempre e em todas as coisas a edificação do Reino de Deus.
Ajuda-nos a abrir-nos à presença e à ação do Espírito Santo, Espírito Criador e Renovador, capaz de transformar os nossos corações.
Ilumina as nossas mentes acerca do destino que nos espera – a alegria eterna na Pátria celeste –, da dignidade de cada um de nós e da nobreza dos nossos corpos e das nossas almas, que poderão um dia estar convosco na glória dos Céus.
Virgem Maria, elevada aos Céus, mostra-te a todos nós como Mãe de esperança! “Mostra-te como Rainha da Civilização do amor!” Amém!

Contemplação (Vida e Missão)

Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção

“Dai-nos a benção, ó Mãe querida. Nossa Senhora Aparecida!”.

Ir. Carmen Maria Pulga

A solenidade da Assunção de Maria celebra a quarta verdade de fé sobre a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Esse dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, mas sua vivência e aceitação já era secular. Subjaz a essa verdade uma proposta da Igreja ao que estava acontecendo no mundo pós-Segunda Guerra Mundial. Por um lado, havia um grande afã por reconstruir a Europa; por outro, a Igreja viu a necessidade de repropor ao mundo o sentido e o valor da dignidade humana aos olhos de Deus: a fraternidade universal. A escolha de Maria Santíssima não foi casual, pois a reconstrução estava sendo levada a cabo, em particular pelas mulheres que tiveram um grande protagonismo durante os confrontos. Maria, então, é apresentada como modelo de vida por sua entrega incondicional a Deus e à sua vontade. É o que se pode depreender do relato evangélico da visitação à sua parente Isabel. Ela não apenas se colocou disponível para ajudar, mas também soube colher a oportuna ocasião para ser ajudada, visto que, como Isabel, Maria estava grávida do Filho de Deus. A gravidez pode ser vista como o grande sinal de esperança para um mundo que experimentou dor e morte. A cena da visitação havia sido preparada pelo que o anjo Gabriel havia comunicado a Maria em Lucas 1,36: “Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. A decisão de partir e de ir ao encontro de Isabel salvaguardou Maria em seus primeiros meses de gravidez e deu a ela a oportunidade de penetrar, ainda mais, no mistério que havia tomado conta de todo o seu ser. Ao saudar Isabel, Maria pôde reconhecer na sua parente a dignidade da mãe do precursor e constatar a veracidade das palavras do anjo Gabriel. As duas mulheres testemunham que, para Deus, nada é impossível. A criança que saltou de alegria no ventre de Isabel antecipa a alegria da vida e da ação do precursor do Messias: o portador do Espírito Santo e da alegria, indicando que os novos tempos chegaram. Celebra-se a bênção proferida por Isabel em relação a Maria e a sua causa: “O fruto do teu ventre!”. Isabel reconhece que a presença de Maria se equipara à presença da Arca da Aliança e ao que Davi proclamou em 2 Samuel 6,9. O sentido dessa presença encontra-se no cântico do Magnificat, que compendia e interpreta os sentimentos de Maria ao se encontrar com Isabel e pelo que ouviu desta. O centro desse cântico é o louvor a Deus por sua infinita misericórdia, que cria, governa e concretiza a salvação do seu povo. Maria proclama a certeza de que as promessas de Deus se cumprem. Ela participa da história da salvação como humilde serva do Senhor, que é grandioso, potente e sábio. Seu amor realiza-se em quem o teme, pois a sua fidelidade é imutável e eterna. Nas palavras de Maria ecoa a história profética e a profecia da história, pois em sua concepção e na vida de seu Filho se concretiza a promessa contida em Gênesis 3,15. Com isso, a mensagem resulta clara: a reconstrução do que foi destruído pela guerra tem sentido se a dignidade do ser humano não for negligenciada ou rebaixada aos interesses de quem, ao oposto de Maria, se proclama poderoso e ostenta a vontade de dominar, em vez de servir aos propósitos de Deus.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.