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Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 15/09/2026

Bem-aventurada Virgem Maria das Dores, Memória - Ano A - Branca
1ª Leitura: Hb 5,7-9 Salmo: Sl 30(31) - Salva-me segundo tua lealdade.
evangelho
Eis tua mãe - Jo 19,25-27

Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Clopas, e Maria de Mágdala. Jesus, tendo visto a mãe e, a seu lado, aquele discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis teu filho!” Depois, disse ao discípulo: “Eis tua mãe”. A partir daquela hora, o discípulo a tomou consigo.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Celebramos a memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores. Maria partilhou as dores do seu Filho. Os mesmos braços que embalaram o Menino Deus, o tomaram morto, do alto da Cruz. Hoje, como Mãe, ela acompanha, intercede, se faz presente na vida de seus filhos que sofrem e os ensina a permanecerem firmes na fé.




Caminhamos com Maria no mistério redentor de Cristo. Ela, que participou inteiramente da vida de Jesus – do nascimento à cruz e ressurreição –, nos ajuda a caminhar na esperança e na união, como Igreja, povo de Deus.

Leitura (Verdade)

A presença de Maria nos Evangelhos é discreta, mas pontual. Depois das narrativas da infância, a encontramos nas Bodas de Caná; vez ou outra, a procura de seu filho e finalmente no momento crucial de sua entrega ao Pai. Ela é a primeira discípula de seu filho e fiel colaboradora na sua obra da redenção.

Evangelho: Jo 19, 25-27: “Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Clopas, e Maria de Mágdala. Jesus, tendo visto a mãe e, a seu lado, aquele discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis teu filho!” Depois, disse ao discípulo: “Eis tua mãe”. A partir daquela hora, o discípulo a tomou consigo.”

“De pé, a mãe dolorosa junto da cruz via o filho que pendia. Fiel aos pés da cruz de Jesus, estava Maria. Não conhecemos o suplício da cruz, por isso só o imaginamos. Conhecemos, porém, a dor de uma mãe que perde o filho. O normal é que os filhos vejam a morte dos pais, que nasceram antes. Ver a morte do filho, que nasceu depois, é sempre doloroso. Ver o Filho morrer crucificado e zombado foi o que Maria viu, firme, de pé, junto à cruz, recebendo a missão de ser mãe de todos os discípulos do Filho que morria. Os discípulos também foram encarregados de cuidar da mãe. E nós, filhos de hoje, nos unimos a ela em sua dor, Maria das Dores.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

“A grandeza de Maria se encontra na nobreza de tantos cristãos que não se deixam vencer pelas provocações e pela sede de vingança que povoa os espíritos mesquinhos. Sua força espiritual e sua confiança na presença divina permitiam que todos os acontecimentos se tornassem caminhos para encontrar-se com a graça divina (Trecho do livro “Nos passos de Maria”, da Paulinas Editora).

Leia atentamente o Evangelho. Quem está aos pés da cruz? O que Jesus diz à sua mãe e deixa como legado?
Deus, Pai de misericórdia, vosso filho, pregado na cruz, nos deu por mãe a sua Mãe. Pela intercessão amorosa da Virgem Maria, fazei que a vossa Igreja se torne cada vez mais fecunda e se alegre pela santidade de seus filhos e filhas, atraindo para o seu convívio as famílias de todos os povos. Por nosso Senhor Jesus Cristo.
Senhor Jesus, que eu seja sensível à angústia e aos sofrimentos do meu próximo, e ajuda-me a devolver-lhe a alegria de viver.

Oração (Vida)

“Mãe de Jesus e minha Mãe! O Filho de Deus e ao mesmo tempo teu Filho, no alto da cruz, te indicou um homem e disse: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Naquele homem ele te confiou cada um dos homens e das mulheres de todos os tempos. Por isso, abraças a todos e de todos te aproximas, para atraí-los maternalmente a ti e poderes apresentá-los a Jesus. Estás sempre onde estão os homens e as mulheres, onde quer que esteja a Igreja. Olha para nós com compaixão e, se cairmos, ajuda-nos a levantar-nos e a nos voltar para Cristo. Que seu Sangue, derramado no alto da cruz, seja fonte de vida e de salvação para todos. Amém”

Contemplação (Vida e Missão)

Senhor, que tua Palavra esteja presente neste meu dia para que eu seja capaz de pôr em prática os apelos que Jesus fez aos discípulos e a mim, hoje, através deste Evangelho.
Nossa Senhora das Dores e da Esperança, olha para nós!

Bênção

“À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”

Ir. Carmen Maria Pulga

Sob a cruz de Jesus, a sua Mãe recebeu uma nova missão: receber no discípulo amado os que, convencidos do amor de Deus, seriam os seguidores de Jesus e que, igualmente, se tornariam, como o discípulo amado, capazes de acolhê-la como mãe. As dores do sofrimento e da morte de seu Filho foram transformadas em ações de compaixão e de amor pelos irmãos e irmãs de seu Filho, que passariam a necessitar dela como mãe e exemplo de fé. Esse gesto se perpetua na história, pois, onde estiver um cristão sofrendo, lá está o Servo Sofredor e sua Mãe, serva do Senhor e Senhora das Dores. Jesus, assim, não apenas entregou/devolveu o Espírito a Deus, mas deu a sua Mãe, plena de graça, isto é, do Espírito de Deus, à sua comunidade de amor e fé, que nasceu sob essa dupla entrega e sob a vida doada em seu lado transpassado pela lança.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.