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Domingo, 02 de Agosto de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 02/08/2026

18º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Is 55,1-3 Salmo: Sl 144(145) - Senhor, que todas as tuas obras te confessem. 2ª Leitura: Rm 8,35.37-39
evangelho
Dai-lhes vós mesmos de comer! - Mt 14,13-21

Tendo ouvido a notícia, Jesus partiu dali, de barco, para um lugar deserto para estar a sós. Sabendo-o, as multidões deixavam as cidades e seguiram-no por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão, foi tomado de compaixão por eles e curou-lhes os enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se para dizer-lhe: “O lugar é deserto, e a hora já passou. Despede as multidões, para que, indo aos povoados, comprem para si alimento!” Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Eles lhe objetaram: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Ele disse: “Trazei-os a mim!” Então mandou que as multidões se recostassem na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou o olhar ao céu, bendisse e, tendo partido os pães, deu aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e ainda recolheram os pedaços que sobraram: doze cestos cheios. Aqueles que comeram eram aproximadamente cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

A Palavra de Deus quando meditada em atitude orante nos educa no caminho que conduz à libertação e à plenitude da vida.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
“Jesus eu creio que estás aqui comigo. Ajuda-me a permanecer na tua presença com fé e gratidão. “




Peçamos ao Espírito Santo que nos oriente para bem compreendermos os ensinamentos de Jesus.
Rezemos: “Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que Ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos a salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém.
Neste 18º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho nos relata o encontro de Jesus com a multidão que foi ao seu encontro. Ao vê-la, Jesus encheu-se de compaixão, curou os doentes e, partilhando os pães e os peixes, alimentou os famintos. O Mestre nos ensina o valor da partilha, gesto concreto de amor.

Leitura (Verdade)

Só Deus faz milagre. Mas, também hoje, Ele não quer fazer o milagre sozinho, convida-nos e nos estimula a participar, ainda que seja com o pouco que temos.

Evangelho: Mt 14,13-21 “Tendo ouvido a notícia da morte de João Batista, Jesus partiu dali, de barco, para um lugar deserto para estar a sós. Sabendo-o, as multidões deixavam as cidades e seguiram-no por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão, foi tomado de compaixão por eles e curou-lhes os enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se para dizer-lhe: “O lugar é deserto, e a hora já passou. Despede as multidões, para que, indo aos povoados, comprem para si alimento!” Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Eles lhe objetaram: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Ele disse: “Trazei-os a mim!” Então mandou que as multidões se recostassem na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou o olhar ao céu, bendisse e, tendo partido os pães, deu aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e ainda recolheram os pedaços que sobraram: doze cestos cheios. Aqueles que comeram eram aproximadamente cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.”

“Convivemos com gente de todo tipo, e somos nosso ponto de referência. Alguns são parecidos conosco. Tem gente de bom coração, que sente o problema dos outros e se interessa eficazmente por conhecidos e desconhecidos. De Jesus, dizemos que ele tem um sagrado coração por sentir compaixão. Ele percebe que as pessoas estão com fome e tenta fazer alguma coisa para solucionar o problema. Pergunta aos seus amigos o que fazer, e ele mesmo o faz. O que ele faz parece distante das nossas possibilidades, mas serve de exemplo. Não somos capazes de fazer milagres, mas aprendemos com ele a rezar, organizar e partilhar o pouco que temos.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Os discípulos se angustiam com a fome do povo e sugere a Jesus despedi-lo para que possa buscar, de alguma forma, seu alimento. Jesus então declara uma das mais belas e sugestivas palavras do Evangelho: “dai-lhes vós mesmo de comer”.
De que modo a Palavra o/a provoca?
Jesus entrega para nós os cuidados com as necessidades materiais para que aprendamos a generosidade e a fraternidade. Você acredita na força da partilha?
Quais “pães” e “peixes” você tem para partilhar no dia de hoje?

Oração (Vida)

O que o texto o/a leva a dizer a Deus? Este é o momento da oração, por isso, abra o seu coração e expresse ao Senhor o que a Palavra despertou em você.

O mês de agosto é o Mês Vocacional na Igreja. Juntamente com a sua oração, apresente ao Senhor todos os vocacionados, rezando:
“Senhor, pelo Batismo, vós nos chamastes à santidade e à cooperação generosa na salvação do mundo. Na messe, que é tão grande, auxiliai-nos a corresponder à nossa missão de membros do Povo de Deus. Qualquer que seja o chamado, que cada um de nós seja verdadeiramente outro Cristo no mundo. Ó Senhor, por intercessão de Maria, Mãe da Igreja, concedei-nos o dom misericordioso de muitas e santas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias de que a Igreja necessita. Amém”

Contemplação (Vida e Missão)

A Palavra de Deus encontrou sintonia em sua vida? O que você deseja colocar em prática neste dia?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A mudança de local, pela travessia de barco, foi motivada pela notícia da morte cruel de João Batista. Jesus procurou um lugar deserto, mas foi surpreendido pela multidão que, a pé, de várias cidades, acorreu ao seu encontro. A tristeza pela morte de João Batista cedeu lugar à compaixão pela multidão. As curas que realizou em seu favor revelam que o bem está acima de qualquer forma de maldade déspota e cruel. O texto nada fala se Jesus também ensinou, mas dá a entender que ficou muito tempo curando os doentes que ali estavam. O episódio da multiplicação dos pães e dos dois peixes ocorreu em um lugar deserto e evoca passagens da travessia do povo pelo deserto após sua saída do Egito (Ex 16; Nm 11; Dt 8). Nada impede de se ver nesse episódio uma antecipação da última ceia, criando ainda um vínculo ainda maior com a Páscoa da libertação. O fato foi tão importante que está narrado nos demais Evangelhos (Mc 6,31-44; Lc 9,10-17; Jo 6,1-13). É notório que os verbos usados pelo evangelista Mateus são os mesmos da instituição da Eucaristia: pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos. A preocupação dos discípulos pode, em princípio, parecer legítima e sensata, mas demonstra que, no fundo, estavam voltados para si mesmos. A contraproposta de Jesus os colocou em crise ao dizer: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”. Cinco pães e dois peixes, por certo, não seriam suficientes para saciar a fome da multidão, mas atenderia à necessidade dos discípulos. Dados singulares aparecem na narrativa: Jesus partiu somente os pães e não os peixes; ele deu aos discípulos para que distribuíssem, e também foram encarregados de recolher apenas as sobras de pão, pois nada se menciona sobre os peixes. O protagonismo dos discípulos, ao lado de Jesus, prenuncia a ação diaconal da comunidade de fé a favor dos seres humanos no mundo. Ao lado disso, pode-se ver na multiplicação dos pães e dos peixes, como antecipação da instituição da Eucaristia, a concretização do banquete escatológico anunciado em Isaías 24,6-8. Sem dúvida, a compaixão de Jesus pela multidão foi além das curas, pois tornou-se ocasião de um grande aprendizado para os discípulos, cujas intenções mesquinhas foram deflagradas. Nesse episódio aprende-se que o mais importante não é o milagre, mas a atenção voltada para quem faz o milagre e como foi feito, pois Deus não faz o que compete ao ser humano. Este é chamado a participar do milagre colocando em suas mãos a matéria sobre a qual a bênção será pronunciada, fazendo-o acontecer e experimentando que pode ir muito além das expectativas. Como está dito: “[…] eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças”.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.