Evangelho do dia 07/06/2026
10º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
De fato, não vim chamar justos, mas pecadores - Mt 9,9-13
Passando adiante dali, Jesus viu um homem sentado na coletoria de impostos, chamado Mateus, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele, tendo-se levantado, o seguiu. Aconteceu que, estando ele em casa reclinado à mesa, muitos coletores de impostos e pecadores vieram e reclinaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Tendo visto aquilo, os fariseus diziam a seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os coletores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, ele disse: “Os que estão fortes não têm necessidade de médico, mas sim os que estão acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amém.
Recolhemo-nos em nosso santuário interior para acolher a Palavra de Deus com toda a fé e devoção.
Nosso Deus é grandioso. Nos ama e nos dá a vida. Tocados por esse amor, aproximemo-nos confiantes em sua presença.
Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Amém.
Leitura (Verdade)
Abramos nosso coração à Palavra que o Senhor nos propõe, que é a misericórdia que só acolhe...
Evangelho: Mt 9,9-13 “Passando adiante dali, Jesus viu um homem sentado na coletoria de impostos, chamado Mateus, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele, tendo-se levantado, o seguiu. Aconteceu que, estando ele em casa reclinado à mesa, muitos coletores de impostos e pecadores vieram e reclinaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Tendo visto aquilo, os fariseus diziam a seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os coletores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, ele disse: “Os que estão fortes não têm necessidade de médico, mas sim os que estão acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.
“Os fariseus não estavam de todo errados. Andar com más companhias nunca foi recomendável. O mau exemplo nos arrasta, e a companhia de quem lida com dinheiro é atraente. A aproximação em busca da igualdade não é recomendável. Desejável é a aproximação que abre novos caminhos. A recepção na casa de Mateus parecia ser de qualidade, porque havia recursos, e uma boa refeição, se de fato for boa, não faz mal a ninguém. O que faz mal é não comer ou comer mal. Jesus se aproxima e mostra novas dimensões da vida, desvenda um mundo novo de novas alegrias. Mateus, o publicano, se levanta e passa a seguir Jesus. Presença amiga, silenciosa e gratuita é um bom condimento no jantar dos pecadores.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a vida.
No Reino de Deus há lugar para todos, e não apenas para alguns privilegiados. “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: ‘Misericórdia quero e não sacrifício’; de fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.
O Evangelho é muito claro e Jesus nos dá exemplo de coerência. Ele faz o que ensina.
Como está a coerência em sua vida? Você dá exemplo com atitudes do que você prega como caminho a seguir?
Sua ação está de acordo com seu discurso?
"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor , Senhor’ , entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mt 7,21) Tua fé na ação fala de tua fé de mente e de coração?
Oração (Vida)
"Senhor, Tu és a minha fortaleza e a minha rocha firme, o meu escudo protetor diante das adversidades.
Em ti deposito a minha fé e a minha esperança.
Meu coração quer se sentir cheio de confiança em ti em todos os momentos, cheio da tua força para vencer os desafios e conquistar vitórias todos os dias!
Ajuda-me a dar o melhor de mim, a me entregar plenamente à bondade e à pureza do teu amor de Pai, a ouvir a tua Palavra que me abraça, me sustenta, me impulsiona e encoraja a superar todos os obstáculos.
Ajuda-me a explorar a profundidade do meu ser, a perscrutar a fundo e encontrar todos os talentos que semeaste em mim, para conseguir a felicidade em todas as tarefas do meu dia-a-dia.
Em teu nome e com a tua ajuda, Pai, eu sei que posso vencer, porque aquele que confia em ti, na tua misericórdia e no teu amor, sempre triunfa contigo! Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Contemple no silêncio de seu coração a Palavra de Deus. Qual apelo ela lhe fez? O que você deseja colocar em prática neste dia?
Bênção
Deus Pai do céu te abençoe e te cuide
Que Ele esteja na tua frente para te mostrar o caminho correto.
Atrás de ti para te sustentar em todos os desafios
Acima de ti para te proteger contra os perigos que vem do alto
Que Deus esteja em teu coração como chama ardente, e que a luz dele ilumine tua vida e te aqueça para a virtude.
Que Ele te cerque por todos os lados e não permita que te afastes dele. Amém.
A vocação de Mateus ao discipulado, ocorrida diante da coletoria de impostos de Cafarnaum, é um episódio sóbrio, mas está inserido no contexto de três controvérsias com três grupos: os escribas, os fariseus e os discípulos de João Batista. A primeira controvérsia está centrada sobre o poder de Jesus, que, além de curar um paralítico, perdoa os seus pecados, igualando-se a Deus. A segunda controvérsia é composta de dois momentos: a vocação de Mateus e a refeição em sua casa, onde se agregaram publicanos e pecadores, focadas na exigência da misericórdia. A terceira controvérsia versa sobre o jejum dos discípulos, explicado pela imagem do esposo que ainda se encontra entre seus convivas. É possível pensar que a prontidão de Mateus, ao ouvir o chamado, deveu-se à forma como Jesus tratou o paralítico e como argumentou com os escribas, demonstrando sua autoridade. Nada impede de pensar que Mateus testemunhou a cena, o que, sem dúvida, serviu de grande estímulo para abri-lo ao chamado. A designação “publicano” equivalia à categoria de pecador público, proscrito e odiado pelos judeus, que considerava os coletores de impostos a escória da sociedade por praticarem extorsões e por terem se vendido a Roma e a Herodes. Pela refeição oferecida em sua casa, Mateus possibilitou a publicanos e pecadores o encontro com o Mestre de Nazaré. O bem que Mateus recebeu, de imediato, foi estendido a outros. Esse é o papel do discípulo comprometido com o Reino dos Céus, sempre disposto a favorecer o encontro com o Mestre. Nota-se, claramente, que vocação e missão não ficam dissociadas. A refeição era sinal de comunhão fraterna. No episódio, atesta que os considerados distantes se tornaram próximos, enquanto os que se pensavam próximos se autoexcluíram pela crítica que fizeram. Embora a controvérsia tenha envolvido os discípulos, a resposta aos fariseus foi dada por Jesus, pois serviu para evidenciar a sua missão salvífica. Por isso, assumiu a questão sem permitir que os discípulos dessem alguma resposta para a provocação recebida. Ao citar Oseias 6,6, Jesus demonstrou que o seu comportamento, além de justificado, estava em sintonia com os planos de Deus, que se agrada muito mais da misericórdia do que dos sacrifícios. O mundo ainda padece com facções e segregações, em particular a esfera religiosa. Por certo, não faz sentido buscar ser próximo de Deus, mas praticar o distanciamento do semelhante. A hipocrisia permanece em muitos de nós, cristãos, por não sabermos a justa distinção entre amar o pecador e rejeitar o pecado. Que a santidade alcançada se torne ocasião para evidenciar a misericórdia desejada e praticada por Deus, pela humanidade, em Jesus Cristo.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 07/06/2026
10º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
De fato, não vim chamar justos, mas pecadores - Mt 9,9-13
Passando adiante dali, Jesus viu um homem sentado na coletoria de impostos, chamado Mateus, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele, tendo-se levantado, o seguiu. Aconteceu que, estando ele em casa reclinado à mesa, muitos coletores de impostos e pecadores vieram e reclinaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Tendo visto aquilo, os fariseus diziam a seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os coletores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, ele disse: “Os que estão fortes não têm necessidade de médico, mas sim os que estão acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.
Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amém.
Recolhemo-nos em nosso santuário interior para acolher a Palavra de Deus com toda a fé e devoção.
Nosso Deus é grandioso. Nos ama e nos dá a vida. Tocados por esse amor, aproximemo-nos confiantes em sua presença.
Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Amém.
Leitura (Verdade)
Abramos nosso coração à Palavra que o Senhor nos propõe, que é a misericórdia que só acolhe...
Evangelho: Mt 9,9-13 “Passando adiante dali, Jesus viu um homem sentado na coletoria de impostos, chamado Mateus, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele, tendo-se levantado, o seguiu. Aconteceu que, estando ele em casa reclinado à mesa, muitos coletores de impostos e pecadores vieram e reclinaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Tendo visto aquilo, os fariseus diziam a seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os coletores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, ele disse: “Os que estão fortes não têm necessidade de médico, mas sim os que estão acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.
“Os fariseus não estavam de todo errados. Andar com más companhias nunca foi recomendável. O mau exemplo nos arrasta, e a companhia de quem lida com dinheiro é atraente. A aproximação em busca da igualdade não é recomendável. Desejável é a aproximação que abre novos caminhos. A recepção na casa de Mateus parecia ser de qualidade, porque havia recursos, e uma boa refeição, se de fato for boa, não faz mal a ninguém. O que faz mal é não comer ou comer mal. Jesus se aproxima e mostra novas dimensões da vida, desvenda um mundo novo de novas alegrias. Mateus, o publicano, se levanta e passa a seguir Jesus. Presença amiga, silenciosa e gratuita é um bom condimento no jantar dos pecadores.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a vida.
No Reino de Deus há lugar para todos, e não apenas para alguns privilegiados. “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: ‘Misericórdia quero e não sacrifício’; de fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.
O Evangelho é muito claro e Jesus nos dá exemplo de coerência. Ele faz o que ensina.
Como está a coerência em sua vida? Você dá exemplo com atitudes do que você prega como caminho a seguir?
Sua ação está de acordo com seu discurso?
"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor , Senhor’ , entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mt 7,21) Tua fé na ação fala de tua fé de mente e de coração?
Oração (Vida)
"Senhor, Tu és a minha fortaleza e a minha rocha firme, o meu escudo protetor diante das adversidades.
Em ti deposito a minha fé e a minha esperança.
Meu coração quer se sentir cheio de confiança em ti em todos os momentos, cheio da tua força para vencer os desafios e conquistar vitórias todos os dias!
Ajuda-me a dar o melhor de mim, a me entregar plenamente à bondade e à pureza do teu amor de Pai, a ouvir a tua Palavra que me abraça, me sustenta, me impulsiona e encoraja a superar todos os obstáculos.
Ajuda-me a explorar a profundidade do meu ser, a perscrutar a fundo e encontrar todos os talentos que semeaste em mim, para conseguir a felicidade em todas as tarefas do meu dia-a-dia.
Em teu nome e com a tua ajuda, Pai, eu sei que posso vencer, porque aquele que confia em ti, na tua misericórdia e no teu amor, sempre triunfa contigo! Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Contemple no silêncio de seu coração a Palavra de Deus. Qual apelo ela lhe fez? O que você deseja colocar em prática neste dia?
Bênção
Deus Pai do céu te abençoe e te cuide
Que Ele esteja na tua frente para te mostrar o caminho correto.
Atrás de ti para te sustentar em todos os desafios
Acima de ti para te proteger contra os perigos que vem do alto
Que Deus esteja em teu coração como chama ardente, e que a luz dele ilumine tua vida e te aqueça para a virtude.
Que Ele te cerque por todos os lados e não permita que te afastes dele. Amém.
A vocação de Mateus ao discipulado, ocorrida diante da coletoria de impostos de Cafarnaum, é um episódio sóbrio, mas está inserido no contexto de três controvérsias com três grupos: os escribas, os fariseus e os discípulos de João Batista. A primeira controvérsia está centrada sobre o poder de Jesus, que, além de curar um paralítico, perdoa os seus pecados, igualando-se a Deus. A segunda controvérsia é composta de dois momentos: a vocação de Mateus e a refeição em sua casa, onde se agregaram publicanos e pecadores, focadas na exigência da misericórdia. A terceira controvérsia versa sobre o jejum dos discípulos, explicado pela imagem do esposo que ainda se encontra entre seus convivas. É possível pensar que a prontidão de Mateus, ao ouvir o chamado, deveu-se à forma como Jesus tratou o paralítico e como argumentou com os escribas, demonstrando sua autoridade. Nada impede de pensar que Mateus testemunhou a cena, o que, sem dúvida, serviu de grande estímulo para abri-lo ao chamado. A designação “publicano” equivalia à categoria de pecador público, proscrito e odiado pelos judeus, que considerava os coletores de impostos a escória da sociedade por praticarem extorsões e por terem se vendido a Roma e a Herodes. Pela refeição oferecida em sua casa, Mateus possibilitou a publicanos e pecadores o encontro com o Mestre de Nazaré. O bem que Mateus recebeu, de imediato, foi estendido a outros. Esse é o papel do discípulo comprometido com o Reino dos Céus, sempre disposto a favorecer o encontro com o Mestre. Nota-se, claramente, que vocação e missão não ficam dissociadas. A refeição era sinal de comunhão fraterna. No episódio, atesta que os considerados distantes se tornaram próximos, enquanto os que se pensavam próximos se autoexcluíram pela crítica que fizeram. Embora a controvérsia tenha envolvido os discípulos, a resposta aos fariseus foi dada por Jesus, pois serviu para evidenciar a sua missão salvífica. Por isso, assumiu a questão sem permitir que os discípulos dessem alguma resposta para a provocação recebida. Ao citar Oseias 6,6, Jesus demonstrou que o seu comportamento, além de justificado, estava em sintonia com os planos de Deus, que se agrada muito mais da misericórdia do que dos sacrifícios. O mundo ainda padece com facções e segregações, em particular a esfera religiosa. Por certo, não faz sentido buscar ser próximo de Deus, mas praticar o distanciamento do semelhante. A hipocrisia permanece em muitos de nós, cristãos, por não sabermos a justa distinção entre amar o pecador e rejeitar o pecado. Que a santidade alcançada se torne ocasião para evidenciar a misericórdia desejada e praticada por Deus, pela humanidade, em Jesus Cristo.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.