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Dia Nacional do Café
Dia Nacional do Café
Pixabay

A lenda mais difundida sobre a origem do café conta que um jovem pastor da Abissínia (hoje Etiópia, na África) percebeu que as suas cabras ficavam agitadas depois de comer as frutas vermelhas de certa árvore. Ele pegou algumas dessas frutas, então, e preparou uma bebida. Depois de bebê-la, observou ter mais disposição para o trabalho.

Da África, o café migrou para a Arábia, onde começou a ser cultivado. Do século XIII em diante, passou a ser largamente produzido, dando início a uma forte indústria. Na Pérsia, os grãos foram torrados pela primeira vez, e o fruto ganhou tanta importância que os reis árabes proibiram que os pés de café saíssem de seu país. Não tardou, porém, que contrabandistas introduzissem sementes e mudas de café em outras regiões.

A expansão da cultura do café e o crescimento do consumo geraram uma demanda que logo atingiu importância internacional. Atualmente, o café é o segundo item mais comercializado no mundo. Sua importância influenciou a história social, econômica e política de muitos países, sobretudo a do Brasil.

O café foi introduzido no Brasil em 1727, por Francisco de Melo Palheta, que conseguiu algumas sementes e cinco mudas na Guiana Francesa. O café foi cultivado com o estímulo oficial da Coroa portuguesa, no Sudeste e no Sul do País, onde o clima era mais propício. Foi assim que se iniciou um dos principais ciclos econômicos da nossa história: o Ciclo do Café. Durante o século XIX, a Coroa portuguesa viveu uma crise gerada pelo esgotamento das minas de ouro de Minas Gerais e pela estagnação do mercado de açúcar. Uma nova fonte de exploração econômica foi encontrada no café, cuja demanda mundial vinha crescendo em larga escala.

A cultura do café encontrou na região Sudeste as condições ideais para seu desenvolvimento: terra fértil, clima adequado, altitude ideal e abundante mão de obra, remanescente da época da mineração. Inicialmente, as plantações se concentraram na região da Tijuca, no Rio de Janeiro. Logo se expandiu, galgando a Serra do Mar e se instalando definitivamente no Vale do Paraíba, local ideal para seu cultivo. A crescente importância econômica fez dos produtores de café de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais – os chamados “barões do café” – o centro da elite dirigente do Império e da República, até meados do século XX. Em sua época áurea, o café foi responsável por mais da metade das divisas obtidas nas exportações brasileiras.

Entre as várias espécies de café existentes, as mais cultivadas no mundo são: a “Coffea arabica” (café arábica) e a “Coffea canephora” (café robusta). O tipo arábica produz o café de melhor qualidade, de aroma intenso e variados sabores. O tipo robusta originou-se na África Central, e seu teor de cafeína é o dobro do encontrado no arábica. Não é um café de sabores variados, mas é muito utilizado nos cafés solúveis devido às suas propriedades químicas.

Retirado do livro: “Datas comemorativas cívicas e históricas”, Paulinas Editora.