Fundo
Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
Baixe o app do Comece o dia feliz
Play Store App Store

Evangelho do dia 21/11/2019

Apresentação de Nossa Senhora, memória - Ano C - Branca
1ª Leitura: Zc 2,14-17 Salmo: (Sl)Lc 1,46-47 - O Poderoso fez para mim coisas grandiosas.
evangelho
Querem falar contigo - Mt 12,46-50

Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém lhe disse: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”. Ele respondeu àquele que lhe falou: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Traçando o sinal da cruz sobre meu corpo eu abro meu ser para a Trindade: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! A liturgia de hoje nos lembra a Apresentação de Nossa Senhora. O Evangelho nos fala da relação familiar que é estabelecida entre Jesus e aqueles que acolhem a sua Palavra. Ele nos diz: “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Para bem acolher e viver os ensinamentos de Jesus e me tornar intimo(a) com Ele, rezo: “Abre, Senhor, os meus lábios e minha boca anunciará vossos louvores. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém”.

Leitura (Verdade)

“Os grupos familiares, nos tempos de Cristo, tinham certa autoridade sobre os membros do clã. O dever do filho primogênito era dar um herdeiro – filho homem – para continuar a história familiar. Jesus tinha cerca de 30 anos e voltava todo seu interesse e dinamismo para o Reino. O grupo familiar resolveu falar com Jesus, chamando-o à realidade. Entre a vontade da família e a vontade do Pai, Jesus não tem dúvidas. E explica às multidões e, por tabela, à família sua missão. Ao lado da família de sangue, surge outra família, a que nasce da Palavra. A Boa-Nova não poderia ficar para um pequeno grupo, pois o Reino não tem fronteiras. Maria torna-se a mãe dos novos filhos e filhas desta família.” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que diz o texto bíblico? Leia o Evangelho que a liturgia recomenda para este dia quantas vezes julgar necessário. Durante a leitura, destaque as palavras que mais lhe chamaram atenção e identifique os personagens presentes na narrativa. Quem é considerado irmão, irmã e mãe de Jesus? Qual é a missão da sua família no mundo? Qual é o ensinamento de Jesus neste Evangelho?

Oração (Vida)

O que o texto diz para mim? De que forma minha família vive sua fé em Jesus Cristo? Identifique o caminho que o Senhor lhe indica neste momento. Escute-o. “Pai querido, sustentai com a força do Espírito, meu empenho, e o de toda a Igreja, para que a humanidade se espelhe sempre mais na proposta de teu Filho Jesus e como família humana sigamos pelos caminhos do mundo anunciando a Cristo com a vida, orientando nossa peregrinação terrena à Cidade da luz. Que como discípulos de vosso Filho, sejamos solidários com os necessitados, generosos nas obras de misericórdia e indulgentes com os irmãos para obter eles mesmos de Vós indulgência e perdão.”

Contemplação (Vida e Missão)

Coloque-se diante do Senhor, mantendo em sua mente e em seu coração aquilo que o Evangelho lhe transmitiu. Recorde a presença da Mãe de Deus em sua vida e reze com ela, por você e pelas pessoas que lhe recomendaram orações.

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

Os Evangelhos canônicos não falam da infância de Maria. Há, porém, um texto do século II, atribuído a Tiago Menor, chamado de Protoevangelho de Tiago, no qual se lê que, quando Maria completou dois anos, Joaquim quis levá-la ao Templo para pagar a promessa que tinha feito. Ana pediu para esperar mais um ano, e Joaquim concordou. Quando Maria completou três anos, Joaquim mandou chamar algumas moças para, com tochas acesas, subirem com a menina ao Templo. Assim foi feito. O sacerdote a acolheu, abraçou e abençoou, dizendo: “O Senhor glorificou teu nome em todas as gerações. Em ti, nos últimos dias, ele revelará a redenção concedida aos filhos de Israel”. Maria se sentou no terceiro degrau do altar e a graça de Deus desceu sobre ela, e ela começou a dançar. Os pais voltaram para casa cheios de admiração. Maria não olhou para trás e permaneceu no Templo. Esta festa está ligada à dedicação da Basílica de Santa Maria, a Nova, em 20 de novembro de 543, cuja construção foi terminada pelo imperador Justiniano. Suas ruínas se conservam no subsolo do bairro judaico de Jerusalém. A tradição de Maria no Templo vem do início do cristianismo. Uma lápide mortuária do século quinto tem um desenho de Maria com a inscrição “Maria, a serva, no Templo de Jerusalém”.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas.