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Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
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Evangelho do dia 15/10/2019

Santa Teresa de Jesus, memória - Ano C - Branca
1ª Leitura: Rm 1,16-25 Salmo: Sl 18(19) - Os céus narram a glória de Deus.
evangelho
Cuide bem do seu interior - Lc 11,37-41

Enquanto Jesus estava falando, um fariseu o convidou para jantar em sua casa. Jesus foi e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que ele não tinha feito a lavação ritual antes da refeição. O Senhor disse- lhe: “Vós, fariseus, limpais por fora o copo e a travessa, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai em esmola o que está dentro, e tudo ficará puro para vós”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Este relato de Lucas fala exatamente do cuidado com nosso “castelo interior”, como denominou Santa Teresa. Trata-se de caminhar dentro de nós vasculhando nossas intenções e orientando-nos em direção a Deus. Santa Teresa ensina que não se entra no céu sem ter entrado primeiro em si mesmo. A porta de entrada do castelo interior é a oração. Recolha-se em sua morada interior e peça ao Espírito Santo que purifique suas motivações, livre-o(a) de julgamentos a respeito do outro e faça brotar de dentro ações agradáveis ao Pai.
“Senhor Deus, que a força da vossa Palavra toque profundamente nossa existência, tornando-nos sempre mais autênticos em nossas atitudes cristãs. Amém.”

Leitura (Verdade)

Leia algumas vezes este texto de Lucas. Quais são os verbos de ação do fariseu e de Jesus? Onde está a pureza que agrada a Deus?
“Lavar as mãos antes das refeições não era questão de mera higiene. Era um símbolo que tinha a ver com o sistema global de pureza. Assim como o jejum, ele servia como recurso para estabelecer e manter o sentido de pertença a determinado grupo. Refeição, em geral, é um ato de gratuidade e alegria. Isto não aconteceu neste jantar. O fariseu censura Jesus por não ter praticado o gesto ritual e vazio de lavar as mãos. Jesus declara que há coisas mais importantes e que devem vir em primeiro lugar. O gesto de dar esmola evoca a solidariedade social. De resto, a exaustiva prática de leis e costumes não tornou os fariseus melhores. Eles limpavam o corpo, mas deixavam seu interior contaminado por roubos e maldades” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Faça uma pausa, releia o Evangelho e, em silêncio, escute seu íntimo. Procure responder a algumas questões: quais questionamentos esta Palavra lhe faz? Como ela ilumina sua caminhada de fé? Que condição Jesus nos apresenta para que possamos sentar com Ele à mesa? Há em você atitudes que o(a) tornam insensato(a) ao olhar de Jesus?

Oração (Vida)

“Senhor, queremos aprender a olhar além de nós mesmos, além das aparências e compreender o que há de bom no agir do outro. Ajuda-nos a construir um mundo novo, onde reinem a serenidade e o respeito como pilares da convivência fraterna. Que em nosso coração não vinguem o pré-julgamento e a hipocrisia. Torna-nos autênticos em nosso testemunho cristão e faz de cada um de nós um instrumento de tua paz. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Reserve um momento do dia para ficar na presença de Deus e ouvir o que Ele tem a dizer ao seu coração.

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

A vida exterior é reflexo da vida interior. A obra exterior revela a intenção que temos na mente e no coração. Uma boa obra poder ser feita aparentemente para agradar a Deus. Na realidade, pode estar sendo feita apenas para agradar os homens. A pretexto de agradar a Deus, servimos o mundo. Simulamos uma intenção reta que não temos. A isto se chama de hipocrisia. Por isso, também os ritos religiosos exteriores devem estar acompanhados de uma convicção de fé interior. Um caminho de cura é a esmola, manifestação do amor que está em nós. Ela purifica a vida interior e lhe dá autenticidade. Santa Teresa, que hoje celebramos, nos leva a olhar mais profundamente para a nossa vida interior. É célebre a obra que ela escreveu para suas irmãs carmelitas com o título de Livro das moradas ou castelo interior. Não se trata da vivência moral da verdade sem hipocrisia, mas de um caminhar por dentro de nós mesmos em direção a Deus. O castelo interior é a pessoa humana. O livro transmite uma doutrina e reflete a experiência pessoal de Santa Teresa. A obra se divide em sete moradas da vida interior, que são as etapas que levam à união com Deus. Santa Teresa ensina que não se entra no céu sem ter entrado primeiro em si mesmo. A porta de entrada do castelo interior é a oração.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas.