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Evangelho do dia 07/10/2018

27º Domingo do Tempo Comum - Ano B - Verde
1ª Leitura: Gn 2,18-24 Salmo: 128(127) - O Senhor abençoe o teu lar. 2ª Leitura: Hb 2,9-11 Evangelho Opcional: Mc 10,2-12 (abreviado)
evangelho
É permitido ao homem despedir sua mulher? - Mc 10,2-16

Para experimentá-lo, perguntaram se era permitido ao homem despedir sua mulher. Jesus perguntou: “Qual é o preceito de Moisés a respeito?”. Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever um atestado de divórcio e despedi-la”. Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés escreveu este preceito. No entanto, desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne; assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”. Em casa, os discípulos fizeram mais perguntas sobre o assunto. Jesus respondeu: “Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede seu marido e se casa com outro, comete adultério também”. Algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse. Os discípulos, porém, as repreenderam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele!”. E abraçava as crianças e, impondo as mãos sobre elas, as abençoava.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Liturgia do 27º domingo do Tempo Comum. O Evangelho de hoje nos convida a refletir sobre o matrimônio. Acolhamos a Palavra para que ela nos recorde de nossa vocação à vida e ao amor.
Peçamos: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Qual questionamento é apresentado a Jesus? Qual é a temática central da narrativa? Qual é o ensinamento que Jesus nos transmite?
“Jesus confirma a sacralidade do matrimônio. Porém, adverte para um enorme perigo: a dureza de coração. Para viver o matrimônio é preciso ter fé no sacramento e na pureza do amor. Mas um coração duro é aquele que se afasta de Deus e não consegue conceber um relacionamento pautado no respeito, na bênção divina, na indissolubilidade, na graça que atua na santificação do casal, na fidelidade absoluta. Acredito que quem vive uma vocação sem se dar conta dos sacrifícios inerentes não consegue sustentá-la por muito tempo. Não é diferente com o matrimônio. Se o casal endurecer o coração, o contrato está fadado ao fracasso. É bom lembrar: o que Deus uniu, o homem não separe!” (Frei Mário Sérgio Souza em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Qual palavra mais chamou sua atenção? De que modo o texto fortalece a sua caminhada de fé? Como você acolhe as palavras e ensinamentos de Jesus em sua vida? Quais são os gestos que Jesus o(a) convida a viver?

Oração (Vida)

Agradeçamos ao Senhor sua Palavra. Peçamos a graça de crescer na vivência de nossa vocação. Lembramos ainda todos os que são chamados à vida missionária.
Conclua com a oração da Campanha Missionária: “Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós vos louvamos e bendizemos pela vossa comunhão, princípio e fonte da missão. Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz, a testemunhar com esperança um mundo de justiça e diálogo, de honestidade e verdade, sem ódio e sem violência. Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs, seguindo Jesus Cristo rumo ao Reino definitivo. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Com a Palavra de Deus na mente e no coração, qual atitude você se propõe viver no dia de hoje?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

O episódio narrado por Marcos conta que os fariseus interrogaram Jesus sobre o divórcio, para provocá-lo. Jesus tinha ido à Judeia, para além do Jordão. Muita gente se reuniu em volta dele e, como sempre, ele ensinava. A pergunta dos fariseus tem um significado próprio no contexto criado por Marcos. Tudo começou com a discussão dos apóstolos para saber quem deles era o maior. Jesus então ensina os apóstolos que, quem quiser ser o primeiro, deve ser o último de todos e o servo de todos.
Em seguida, São Marcos elenca três situações que, nesse contexto, prolongam a discussão sobre quem era o maior. Primeiro, alguém que não era do grupo de Jesus estava expulsando demônios em nome de Jesus. Os apóstolos o proibiram. “E o impedimos porque não nos seguia.” Já tinham compreendido que, entre nós, somos todos iguais e ninguém é maior do que ninguém. Mas, em relação aos outros, a outras pessoas e outros grupos, o nosso grupo, aquele no qual eu estou, é o maior. Eles não podiam aceitar que alguém fora do grupo dos discípulos fizesse alguma coisa boa em nome de Jesus. Depois, naquela sociedade mulheres e crianças eram consideradas inferiores em relação aos homens. Jesus então valoriza as crianças. Quem receber uma criança por causa de Jesus, estará recebendo o próprio Jesus, e ai de quem escandalizar um dos pequeninos que creem em Jesus! – pequeninos podem ser também os discípulos de Jesus. Por fim, Jesus valoriza as mulheres no episódio do divórcio.
Neste contexto de Marcos, a questão não é tanto o divórcio em si mesmo, mas quem tem a iniciativa do repúdio. O homem podia repudiar a sua mulher e se casar com outra. No direito judaico, porém, a mulher não podia repudiar o homem. No tema da igualdade das pessoas e no respeito às suas diferenças, Jesus diz que “quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede seu marido e se casa com outro, também comete adultério”. Jesus dá à mulher o mesmo direito de repúdio que a lei dava ao homem. O homem não é “maior” que a mulher. Voltam as crianças que os discípulos tentam afastar, e Jesus as acolhe com muito carinho e as abraça, abençoa e impõe as mãos sobre elas. Por um lado são as vítimas do divórcio e não podem deixar de ser levadas em consideração; por outro, valem tanto quanto os adultos. Homem e mulher são uma só carne, lemos no Gênesis; e, segundo a carta aos Hebreus, todos procedemos de um mesmo Pai e somos todos igualmente irmãos.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.