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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 05/04/2020

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor - Ano A - Vermelha
1ª Leitura: Is 50,4-7 Salmo: Sl 22(21) - Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? 2ª Leitura: Fl 2,6-11
evangelho
Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam? - Mt 27,11-54

Jesus foi conduzido à presença do governador, e este o interrogou: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus declarou: “Tu o dizes”. E quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos, nada respondeu. Então Pilatos perguntou: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?” Mas Jesus não respondeu uma só palavra, de modo que o governador ficou muito admirado.
Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um preso famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida: “Quem quereis que eu vos solte: Barrabás, ou Jesus, que é chamado o Cristo?” Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: “Não te envolvas com esse justo, pois esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”. Os sumos sacerdotes e os anciãos, porém, instigaram as multidões para que pedissem Barrabás e fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar: “Qual dos dois quereis que eu solte?” Eles gritaram: “Barrabás”. Pilatos perguntou: “Que farei com Jesus, que é chamado o Cristo?” Todos gritaram: “Seja crucificado!” Pilatos falou: “Mas que mal ele fez?” Eles, porém, gritaram com mais força: “Seja crucificado!” Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!” O povo todo respondeu: “Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos”. Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado.
Em seguida, os soldados do governador levaram Jesus ao pretório e reuniram todo o batalhão em volta dele. Tiraram-lhe a roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois trançaram uma coroa de espinhos, puseram-na em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombavam, dizendo: “Salve, rei dos judeus!” Cuspiram nele e, pegando a vara, bateram-lhe na cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar. Ao saírem, encontraram um homem chamado Simão, que era de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis beber.
Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes tirando a sorte. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. Com ele também crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro, à esquerda. Os que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: “Tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!” Do mesmo modo zombavam de Jesus os sumos sacerdotes, junto com os escribas e os anciãos, dizendo: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel: desça agora da cruz, e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: ‘Eu sou Filho de Deus’”. Do mesmo modo, também o insultavam os dois ladrões que foram crucificados com ele.
Desde o meio-dia, uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus deu um forte grito: “Eli, Eli, lama sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: “Ele está chamando por Elias!” E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a com vinagre, colocou-a numa vara e lhe deu de beber. Outros, porém, disseram: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!” Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
Nisso, o véu do Santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitas pessoas. O centurião e os que com ele montavam a guarda junto de Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!”

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Entro em oração como de costume e recolho-me para meditar e orar sobre o Evangelho deste dia. Durante as cinco semanas da Quaresma preparamos nosso coração pela oração, pelo jejum, penitência e pela caridade. Hoje, nos unimos a todos os fiéis cristãos, para celebrar a Semana Santa, em preparação à Páscoa de Nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Jesus entrou em Jerusalém, montado num jumento, a montaria dos pobres e humildes. Uma multidão acolhe Jesus com reverência e ardor, aclamando-o com ramos de oliveira. Preparo-me em oração para entender melhor esse Evangelho.
“Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu Te conheça e Te faça conhecer, Te ame e Te faça amar, Te sirva e Te faça servir, Te louve e Te faça louvar por todas as criaturas. Faze, ó Pai, que pela leitura da palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém”.

Leitura (Verdade)

“Estamos iniciando a Grande Semana, aquela que chamamos santa. Num primeiro momento podemos supor que o sofrimento de Jesus está no centro desta semana. Na realidade é a semana de amor. Jesus não escolheu o sofrimento, escolheu o amor e, em força deste amor, aceitou o sofrimento e assumiu os pecados do mundo. Na densidade destes dias, encontramos os mais diversos sentimentos humanos: a aclamação do povo com ramos e mantos, a traição de Judas e a maligna determinação dos sumos sacerdotes e escribas. Encontramos também a contradição humana: a aclamação e a condenação por parte do povo. Encontramos, sobretudo, o amor infinito do Filho de Deus, um amor mais forte que a morte; um amor que jamais volta atrás.” (Viver a Palavra – 2020. Frei Aldo Colombo - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que este caminho de dor e condenação de Jesus fala para você? Que sentido eu dou à minha cruz e aos meus sofrimentos? Sinto-me discípulo(a) de meu Mestre quando o sofrimento me surpreende? Acredito no infinito amor de Deus na Paixão e Morte de Jesus?

Oração (Vida)

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó Bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de Vós.
Do espírito maligno defendei-me.
Na hora da morte,
Na hora da morte chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
Para que com Vossos Santos Vos louve
Por todos os séculos dos séculos, Amém.

Contemplação (Vida e Missão)

Contemplo todo o caminho de Jesus e proponho-me acompanhar a semana santa como se fosse a primeira vez.

Bênção

Benção da Paixão - O Pai de misericórdia, que vos deu um exemplo de amor na paixão de seu filho, vos conceda pela vossa dedicação a Deus e ao próximo, a graça de sua benção. R. Amém - O Cristo, cuja morte vos libertou da morte eterna, conceda-vos receber o dom da vida. R. Amém. - Tendo seguido o dom da humildade deixada pelo Cristo, participeis igualmente de sua ressurreição. R Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

Jesus entra em Jerusalém. Que ele entre em nossa cidade também, em nossa casa, em nossa vida. Foi acolhido com aparente triunfo. Vamos acolhê-lo com verdadeira alegria. Fora da cidade, ele fixará uma ponte, deste mundo para o outro. Ele é pontífice e mediador entre a terra e o céu. Chegou a sua hora de passar deste mundo para o Pai. Fixou a ponte de passagem e a deixou aberta para nós. Hoje comemoramos com ramos a entrada de Jesus em Jerusalém e sua morte na cruz.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas.