Evangelho do dia 04/11/2022
São Carlos Borromeu, memória - Ano C - Branca
Quanto deves ao meu senhor? - Lc 16,1-8
Depois, Jesus falou ainda aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Cavar, não tenho forças; mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.
Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.Oração Inicial
Cada vez mais me sinto atraído/a a ler atentamente o Evangelho, pois ele é sempre novo para mim; é sempre como se fosse a primeira vez que o leio.
Hoje, quero lê-lo várias vezes e ficar atento/a à mensagem e ensinamento central que ele me traz.
Ó Jesus, iluminai-me com a luz do Espírito Santo para que eu compreenda bem vosso Evangelho e me deixe guiar pelos seus ensinamentos. Ó Maria, despertai em mim o zelo pela glória de Deus e a salvação de todos. Amém.”
Leitura (Verdade)
Todos somos administradores dos bens do Senhor. Pais, professores, padres, catequistas, empresários são encarregados de cuidar de parte dos bens do Senhor. E dos administradores, diz São Paulo, se exige que sejam fiéis. Cada um será julgado pelas suas obras. Leia calmamente este Evangelho.
Evangelho: Lc 16,1-8 “Depois, Jesus falou ainda aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Cavar, não tenho forças; mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.”
“O bem precisa de organização: estratégias, apoios, parcerias, articulações. Jesus, querendo nos incentivar a essa postura inteligente e propositiva em nossa ação na Igreja e no mundo, contou a história do administrador desonesto. Ele chamou a atenção para a esperteza do empregado. Este negociou com os devedores do seu patrão, de forma a tê-los como amigos e aliados para os dias difíceis que enfrentaria com a demissão. Podemos aprender alguma coisa também com os maus. Claro, Jesus está nos dizendo para sermos espertos, articulados, estratégicos. Desonestos, corruptos, não. Ele nos quer ativos, operosos e articulados em favor do bem”. (Viver a Palavra – 2022. Pe. João Carlos Ribeiro - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Senhor, essa parábola do administrador infiel deixa-me um tanto confuso/a. Compreendo que não elogiaste a sua infidelidade, mas a sua esperteza e sagacidade em providenciar os meios para viver sem trabalhar. E eu que desejo ser fiel ao meu Batismo, à minha fé qual é minha esperteza, minha sagacidade? Não posso permitir-me ser uma pessoa descuidada dos meus compromissos cristãos.
Sei interpretar o que acontece ao meu redor?
Como administro meus talentos?
Oração (Vida)
O que o texto o/a leva a dizer a Deus? Faça a sua oração, oferecendo ao Senhor os frutos desta meditação com a Palavra. Apresente suas intenções e pedidos a Deus e agradeça-lhe este momento.
“Jesus vida, torna-me semelhante a ti, que eu me interesse pelas coisas do Pai como Tu o fizeste. Que eu seja atento/a às necessidades dos meus irmãos, sobretudo dos mais pobres, sofredores e excluídos da sociedade. Que eu saiba administrar com sabedoria os dons e os bens que adquiri com o suor do meu trabalho. Isso te peço no amor do Pai e na luz do Espírito Santo. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Quais sentimentos o texto despertou em mim? Com que atitude desejo viver o Evangelho de hoje?
Bênção
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A parábola parece difícil, pois o administrador foi infiel, mas é elogiado. Há biblistas que creem que, na realidade, esse administrador foi infiel ao estabelecer altas taxas aos empréstimos. O administrador, ao emprestar os bens de seu patrão, estabelecia a taxa que seria o seu salário. Na realidade, ele emprestou cinquenta barris. Os outros cinquenta eram a parte do administrador. Na iminência de ir para a rua, ele abdicou de sua parte, renunciando aos seus ganhos. Ele passou do sistema de usura para o sistema de partilha. Em vista dos problemas da vida, ele soube abrir mão de seu lucro astronômico e relativizar os bens, pois ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro. É isso que Jesus denuncia com seu ensino. Desfazer-se da usura para servir a Deus, abdicando do excesso.
Frei Bruno Godofredo Glaab, ‘A Bíblia dia a dia 2022’, Paulinas.Evangelho do dia 04/11/2022
São Carlos Borromeu, memória - Ano C - Branca
Quanto deves ao meu senhor? - Lc 16,1-8
Depois, Jesus falou ainda aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Cavar, não tenho forças; mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.
Oração Inicial
Cada vez mais me sinto atraído/a a ler atentamente o Evangelho, pois ele é sempre novo para mim; é sempre como se fosse a primeira vez que o leio.
Hoje, quero lê-lo várias vezes e ficar atento/a à mensagem e ensinamento central que ele me traz.
Ó Jesus, iluminai-me com a luz do Espírito Santo para que eu compreenda bem vosso Evangelho e me deixe guiar pelos seus ensinamentos. Ó Maria, despertai em mim o zelo pela glória de Deus e a salvação de todos. Amém.”
Leitura (Verdade)
Todos somos administradores dos bens do Senhor. Pais, professores, padres, catequistas, empresários são encarregados de cuidar de parte dos bens do Senhor. E dos administradores, diz São Paulo, se exige que sejam fiéis. Cada um será julgado pelas suas obras. Leia calmamente este Evangelho.
Evangelho: Lc 16,1-8 “Depois, Jesus falou ainda aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Cavar, não tenho forças; mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.”
“O bem precisa de organização: estratégias, apoios, parcerias, articulações. Jesus, querendo nos incentivar a essa postura inteligente e propositiva em nossa ação na Igreja e no mundo, contou a história do administrador desonesto. Ele chamou a atenção para a esperteza do empregado. Este negociou com os devedores do seu patrão, de forma a tê-los como amigos e aliados para os dias difíceis que enfrentaria com a demissão. Podemos aprender alguma coisa também com os maus. Claro, Jesus está nos dizendo para sermos espertos, articulados, estratégicos. Desonestos, corruptos, não. Ele nos quer ativos, operosos e articulados em favor do bem”. (Viver a Palavra – 2022. Pe. João Carlos Ribeiro - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Senhor, essa parábola do administrador infiel deixa-me um tanto confuso/a. Compreendo que não elogiaste a sua infidelidade, mas a sua esperteza e sagacidade em providenciar os meios para viver sem trabalhar. E eu que desejo ser fiel ao meu Batismo, à minha fé qual é minha esperteza, minha sagacidade? Não posso permitir-me ser uma pessoa descuidada dos meus compromissos cristãos.
Sei interpretar o que acontece ao meu redor?
Como administro meus talentos?
Oração (Vida)
O que o texto o/a leva a dizer a Deus? Faça a sua oração, oferecendo ao Senhor os frutos desta meditação com a Palavra. Apresente suas intenções e pedidos a Deus e agradeça-lhe este momento.
“Jesus vida, torna-me semelhante a ti, que eu me interesse pelas coisas do Pai como Tu o fizeste. Que eu seja atento/a às necessidades dos meus irmãos, sobretudo dos mais pobres, sofredores e excluídos da sociedade. Que eu saiba administrar com sabedoria os dons e os bens que adquiri com o suor do meu trabalho. Isso te peço no amor do Pai e na luz do Espírito Santo. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Quais sentimentos o texto despertou em mim? Com que atitude desejo viver o Evangelho de hoje?
Bênção
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A parábola parece difícil, pois o administrador foi infiel, mas é elogiado. Há biblistas que creem que, na realidade, esse administrador foi infiel ao estabelecer altas taxas aos empréstimos. O administrador, ao emprestar os bens de seu patrão, estabelecia a taxa que seria o seu salário. Na realidade, ele emprestou cinquenta barris. Os outros cinquenta eram a parte do administrador. Na iminência de ir para a rua, ele abdicou de sua parte, renunciando aos seus ganhos. Ele passou do sistema de usura para o sistema de partilha. Em vista dos problemas da vida, ele soube abrir mão de seu lucro astronômico e relativizar os bens, pois ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro. É isso que Jesus denuncia com seu ensino. Desfazer-se da usura para servir a Deus, abdicando do excesso.
Frei Bruno Godofredo Glaab, ‘A Bíblia dia a dia 2022’, Paulinas.