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Evangelho do dia 17/09/2016

24ª Semana do Tempo Comum - Ano C - Verde
1ª Leitura: 1Cor 15,35-37.42-49 Salmo: Sl 56(55) - Que eu caminhe na presença de Deus.
evangelho
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! - Lc 8,4-15

Ajuntou-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam a Jesus. Ele, então, contou uma parábola: “O semeador saiu a semear. Ao semear, uma parte da semente caiu à beira do caminho e foi pisada; e os pássaros do céu a comeram. Outra parte caiu sobre as pedras; brotou, mas secou, por falta de umidade. Outra parte caiu entre os espinhos e, crescendo ao mesmo tempo, os espinhos as sufocaram. Ainda outra parte caiu em terra boa; brotou e deu frutos, até cem por um”.
Depois de dizer isso, ele exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” Seus discípulos faziam perguntas sobre o sentido da parábola. Jesus, então, lhes disse: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Aos outros, porém, só por meio de parábolas, de modo que, olhando, não enxerguem e ouvido, não entendam. A parábola quer dizer o seguinte: a semente é a Palavra de Deus. Os que caem à beira do caminho são os que escutam, mas logo vem o Diabo e arranca a palavra do seu coração, para que não acreditem e não se salvem. Os que ficam sobre as pedras são os que ouvem e acolhem a palavra com alegria, mas não têm raízes. Por um momento, acreditam, mas quando chega a tentação, desistem. Aquilo que caiu entre os espinhos são os que escutam, mas vivendo em meio às preocupações, as riquezas e os prazeres da vida, são sufocados e não chegam a amadurecer. O que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto pela perseverança.”

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

A parábola do semeador, contada por Jesus no Evangelho de hoje, nos ajuda a refletir sobre a acolhida da Palavra de Deus em nossa vida. Para bem compreendermos a Palavra que vamos meditar, peçamos:
“Divino Espírito Santo, necessitamos muito de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir. Temos necessidade de Vós, para que o nosso coração, inundado pela vossa consolação, se abra e que, muito além das palavras e dos conceitos, possamos perceber a vossa presença. Iluminai a nossa mente, movei o nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Qual é o contexto da narrativa? O que Jesus comunica ao povo e aos seus discípulos? Quais são as imagens presentes no texto? Quais palavras mais chamaram sua atenção durante a leitura?

“Diante de uma multidão originária de diversos lugares, Jesus ensina em parábola. O nosso texto pode ser dividido em duas partes: a parábola e a alegoria ou aplicação da parábola. A parábola não é o retrato fiel da realidade, mas visa transmitir uma mensagem fundamental. O recurso à parábola é feito quando o tema é difícil de ser compreendido ou aceito. O agricultor, quando semeia, confia na qualidade da sua semente e da terra em que vai semeá-la. Nenhum agricultor intencionalmente desperdiça a semente. A esperança da boa colheita move a atividade do agricultor. Se Deus envia o semeador para semear a boa semente, é porque ele confia na terra, isto é, na humanidade. Deus semeia e sabe, sem ignorar as dificuldades da ‘terra’, que ela dará fruto no tempo certo. Em primeiro lugar, a parábola ensina algo de Deus em relação à humanidade que ele criou: Deus confia na humanidade e aposta no ser humano. Essa fé de Deus no ser humano deve alimentar nossa esperança e mover nosso esforço em receber, sem resistências, a sua Palavra. Mas não nos esqueçamos de que entre o plantio e a colheita há um longo processo de crescimento e amadurecimento, para o que é necessário cuidado. A união com Deus, cultivada na oração e no serviço fraterno, permite à semente crescer e dar fruto” (Reflexão de Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

A parábola do semeador nos ajuda a compreender as diferentes formas com as quais acolhemos a Palavra de Deus em nossa vida. A semente da Palavra que cai no coração desejoso de viver seus ensinamentos produz muitos frutos, produz sem vezes mais. É na Palavra de Deus que encontramos a força e as luzes para enfrentarmos os desafios do dia a dia, porque o encontro com a Palavra é o encontro com o próprio Cristo. Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, ainda nos lembra: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria.”

Você cultiva em sua vida o desejo de conhecer e aprofundar a Palavra de Deus, pelo estudo e pela oração? A Palavra que você medita permanece em sua vida e orienta as suas ações? Neste Mês da Bíblia, qual tempo você tem dedicado para o encontro com a Palavra? Qual apelo a oração despertou hoje em você?

Oração (Vida)

“Ó Jesus Divino Mestre, vós tendes palavras de vida eterna. Eu creio, ó Senhor e Verdade, mas aumentai a minha fé. Eu vos amo, ó Senhor e Caminho, com todas as minhas forças, pois vós quereis que cumpramos fielmente os vossos mandamentos. Eu vos peço, ó Senhor e Vida, vos adoro, vos louvo, vos suplico e vos agradeço pelo dom da Sagrada Escritura. Com Maria, lembrarei as vossas palavras, as conservarei na minha mente e as meditarei no meu coração. Ó Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tende piedade de nós.”

Contemplação (Vida e Missão)

Qual é a aplicação da Palavra em sua vida? O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Equipe de Redação Paulinas Internet.

Jesus ensina contando histórias, que chamavam de parábolas. Os judeus ilustram seus ensinamentos com pequenas histórias muito elucidativas. Jesus, porém, nem sempre fala em parábolas para facilitar a compreensão do assunto tratado. Aos discípulos não fala em parábolas porque a eles foi concedido conhecer os mistérios do Reino. Então, quando fala em parábolas está se dirigindo àqueles aos quais não foi concedido conhecer os mistérios do Reino. Na realidade, os destinatários das parábolas são pessoas que ouvem e não entendem, que veem e não enxergam, porque não querem. São terrenos pedregosos, cheios de espinhos, beira de caminho.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2016’, Paulinas.