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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
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Texto de Maria do dia 14 de janeiro
Mil casas para Maria
Mil casas para Maria
Wikimedia

Gosto de ver e visitar os santuários dedicados à mãe de Jesus. Tenho certeza do que quero. Não me atrapalho com isso, nem interpreto errado. Para mim, Aparecida, Lourdes, Fátima, Guadalupe, Loreto, Lujan, e todos os enormes santuários e lugares de culto a Maria, são lugares onde se visita a casa da mãe, para falar com ela ou com o Filho ali adorado. Fui um dos que, por primeiro, criaram, nos anos 1970, os hoje tradicionais Encontros com Cristo na casa de Maria, em Aparecida.

Naquele tempo, eu pregava que é falta de educação visitar o amigo e não conversar com a mãe dele, ou visitar a mãe e não dar atenção ao filho dela. Só amigo desajeitado fica horas na casa do amigo sem nem sequer conversar com a mãe dele. Mas, é também um mal-educado o sujeito que, visitando a mãe, falasse o tempo todo com ela e ignorasse o seu filho.

Há quem faça isso. Vão aos santuários marianos, que são casas erguidas em memória da Mãe do Cristo, e não falam com Jesus. E há os que só falam com Jesus, sem entender a importância de se comunicar com os santos que Jesus salvou. Se cremos na comunhão dos santos, temos que ser coerentes. Falemos com quem os salvou e com os que por ele foram salvos.

As milhares de casas dedicadas a Maria não são mil casas para mil Marias. São mil casas para a mesma Maria, que, com seu Filho, mudou-se um dia de Nazaré para Cafarnaum e, como ele, não tinha onde reclinar a cabeça, porque estava sempre perto do filho missionário.

Com rosto de branca e europeia, de mulher do campo, de índia ou de negra, as imagens que a retratam traduzem um conceito de filiação e de maternidade. Cada povo, continente ou país adaptou a cor da pele e os olhos da imagem ao que lhes poderia lembrar a mãe daqueles sofredores.

A Igreja aceita alguns desses rostos como verdadeiras aparições. Em certos casos, ela suspende o julgamento, noutros proíbe. Depende muito do que ali acontece e do equilíbrio mental do vidente. O tempo se encarrega de mostrar a verdade. Quando os sinais não são claros, nem suficientemente cristãos e evangélicos, a Igreja proíbe que se erga um templo para aquela devoção. Há desobediências, mas a tradição da Igreja é de não aprovar.

Pe. Zezinho, scj - Do livro: 'Maria do jeito certo", Paulinas Editora.