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Quinta-feira, 18 de Julho de 2024
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 01/03/2020

1º Domingo da Quaresma - Ano A - Roxa
1ª Leitura: Gn 2,7-9, 3,1-7 Salmo: Sl 51(50) - Piedade, ó Senhor, tende piedade! 2ª Leitura: Rm 5,12-19
evangelho
Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites - Mt 4,1-11

Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo. Ele jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” Ele respondeu: “Está escrito: ‘Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não porás à prova o Senhor teu Deus’!” O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza, e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar”. Jesus lhe disse: “Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto’”. Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Reserve um momento em que possa, com tranquilidade e reverência, debruçar-se sobre a Palavra de Deus. Escolha um espaço onde não seja interrompido (a). Entre em oração ouvindo um mantra ou faça a oração abaixo:

Oração: Concede-me a graça, Pai querido, que ao longo desta Quaresma, eu possa progredir no conhecimento de teu Projeto – revelado em teu Filho Jesus Cristo; sustentado pelo Espírito Santo - e corresponder com minhas atitudes, ao teu imenso amor. Amém.

Leitura (Verdade)

Jesus é conduzido pelo Espírito ao deserto onde vive um período intenso de jejum e oração. Ali Ele encontra o tentador. Observe:
Como e por que o tentador se aproxima? Quais as propostas do opositor? Como Jesus vence essas tentações?
“Após o Batismo no Jordão, Jesus enfrenta o deserto. O deserto evoca o lugar onde Israel experimentou as provações e a assistência de Deus antes de alcançar a Terra Prometida. O deserto é, portanto, o lugar de encontro com Deus, mas também o encontro com o inimigo. No texto, o inimigo aparece com três nomes: tentador, diabo e satanás. O significado é sempre o mesmo: opositor, acusador e adversário. Como sempre, as tentações vêm disfarçadas. Santo Agostinho falava das coisas belas por avesso. As tentações, supostamente, vêm em nome de Deus e da Escritura. Elas visam ao poder, ao ter e à glória. Toda tentação tem um ponto de partida comum: não fazer a vontade do Pai, mas procurar a felicidade por outros caminhos.”( Viver a Palavra 2020 – Frei Aldo Colombo –Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Pesquisar as tentações mais frequentes em minha vida. Como eu dialogo com a tentação? Onde está o tentador para mim, quem é e como ele se disfarça? Mantenho a vigilância e a oração para poder vencer o mal?

Oração (Vida)

Deixe seu coração falar com Deus. Permaneça aberto à sua graça, deixe-se guiar por sua Palavra e traga na sua presença as fragilidades humanas suas, de seus queridos, da humanidade e de todo Universo. Reze em comunhão com a Igreja neste tempo favorável e reze em prol da VIDA.

Contemplação (Vida e Missão)

Deixo-me conduzir pelo Espírito Santo, como Jesus, para o deserto, não precisamente de areia, mas onde estão as tentações e onde conduzido(a) pelo Espírito Santo encontro também a vitória. Proponho-me, não a fazer prodígios, mas obedecer a voz do bem, as moções do Espírito de Deus, em favor dos irmãos necessitados.
Proponho-me fazer, todos os dias desta quaresma, a benção especial que está a seguir:

Bênção

Benção especial da Quaresma
- Deus Pai de misericórdia, conceda a todos, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno a casa. Amém.
- O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, nos guie nesta jornada quaresmal a uma verdadeira conversão. Amém.
- O Espírito de sabedoria e fortaleza nos sustente na luta contra o mal, para podermos com Cristo celebrar a vitória da Páscoa. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

Entramos na primeira semana da Quaresma pelo deserto da tentação, rezando como Jesus nos ensinou: “Não nos deixeis cair em tentação”. Pegue o terço e repita, conta por conta: “Não nos deixeis cair em tentação” e olhe para o deserto. Lá está Jesus há quarenta dias, com fome, porque, no deserto, não tinha o que comer. Aproxima-se então o tentador, o demônio, com a função que lhe é própria: testar a nossa fidelidade a Deus. Com astúcia, testou a obediência dos primeiros pais no paraíso, e Adão e Eva caíram na tentação. O demônio pediu licença a Deus para testar Jó, que era “íntegro e reto, que temia a Deus e se afastava do mal”. E aqui está de novo o demônio, agora provocando Jesus. Quem é esse Jesus, para que veio, o que faz no deserto? O demônio está preocupado e intrigado. Será ele o Filho de Deus? Se for, que transforme as pedras em pão. Se for mesmo, jogue-se do alto do Templo para baixo, que os anjos virão carregá-lo.
O homem, porém, não vive somente de pão e não se põe Deus à prova. Jesus repele o tentador com a força da Palavra de Deus, mas o demônio não se dá por vencido. Continua tentando e testando. Já não pergunta se Jesus é o Filho de Deus, nem cita passagens bíblicas. O demônio vai direto ao que interessa ao ser humano: o poder e a glória. Jesus terá todos os reinos do mundo e sua riqueza, se adorar o demônio. A religião de substituição tentou substituir o verdadeiro Deus ora pelo Estado, ora pela raça, e sempre pela ambição do poder e da glória. Até mesmo a piedade cristã pode encobrir esta ambição. Jesus não caiu na tentação do demônio e, diz a Carta aos Hebreus, que: “tendo ele mesmo sofrido pela tentação, é capaz de socorrer os que são tentados”. Digamos então como ele ensinou: “Não nos deixeis cair em tentação”.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas.