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Sexta-feira, 03 de Julho de 2020
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Evangelho do dia 30/06/2020

13ª Semana do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Am 3,1-8, 4,11-12 Salmo: Sl 5 - Senhor, guia-me na tua justiça!
evangelho
Por que tanto medo, homens de pouca fé? - Mt 8,23-27

Então Jesus entrou no barco, e seus discípulos o seguiram. Nisso, veio uma grande tempestade sobre o mar, a ponto de o barco ser coberto pelas ondas. Jesus, porém, dormia. Eles foram acordá-lo. “Senhor”, diziam, “salva-nos, estamos perecendo!” – “Por que tanto medo, homens de pouca fé?”, respondeu ele. Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. As pessoas ficaram admiradas e diziam: “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Na leitura orante de hoje somos convidados a crescer na fé. Crescer na fé foi o convite que Jesus fez aos seus discípulos quando o medo do mar agitado os apavorava. Com fé, possamos acolher as palavras de Jesus e permitir que elas nos guiem e nos encorajem quando sentirmos que nosso “barco está sendo coberto pelas ondas”.


Oração: “ Ó Senhor, esteja eu firme diante do mundo, firme nas tribulações, firme contra os tropeços das tentações. Ajudai-me a não me transviar, de modo que vos possua, e possua a caridade. Fazei com que eu não seja arrancado dos membros de vossa esposa, a Igreja. Não seja arrancado da fé, e assim me possa gloriar junto de vós. Deste modo, permanecerei tranquilamente unido a vós, agora pela fé, e depois pela visão, cujo penhor preciosismo tenho no dom do Espírito Santo. Amém. (Santo Agostinho).

Leitura (Verdade)

Qual é o contexto da narrativa? Onde se encontram Jesus e seus discípulos? Que experiência vivem os discípulos? Qual questionamento Jesus lhes faz? Como reagem as pessoas diante do acontecido?

“O barco é a nossa vida, a nossa família, o nosso emprego, as nossas seguranças, a nossa caminhada de fé. As tempestades são as dificuldades que esse barco encontra ao longo de sua travessia. Quando o problema é grande, as ondas tentam cobrir esse barco. Jesus dormia porque a natureza não o assustava. Ele é Senhor das coisas criadas! Ao grito desesperado dos discípulos (estamos perecendo!), Jesus dirá: ‘homens de pouca fé’. Estendendo suas mãos, ele fez a tempestade parar. Quando Jesus está no nosso barco, não temos motivos para temer mal algum. Com Jesus, toda tempestade se acalma. Por isso, continuemos firmes em nossa caminhada, porque Deus cuida de nós!” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O Evangelho mostra-nos o mar agitado que os discípulos atravessam. Que mar eu atravesso hoje? O que o texto diz para mim? O que o Senhor me pede? O que significa ser uma pessoa de fé?

Procuro acalmar minhas emoções e acolher os apelos deste relato.

Oração (Vida)

Abra seu coração e fala ao Senhor sobre seus medos, suas dificuldades e entregue a Ele todas as suas preocupações. Reze com confiança a oração do Pai-nosso e deixe-se guiar pela mão de Deus.


Contemplação (Vida e Missão)

Depois de orar a Palavra que sentimentos habitam seu coração? A partir desses sentimentos que compromissos você deseja assumir em sua vida?

Bênção

"Não sejais descuidados do zelo; sede fervorosos no espírito. Servi ao Senhor. Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração. Cooperai com os santos nas suas necessidades. Praticai a hospitalidade." (Romanos 12,11-13)

Ir. Carmen Maria Pulga

Em Roma, no século primeiro da nossa era, a primeira comunidade cristã era vista como uma seita judaica, que não cultuava os deuses do paganismo e nem mesmo o imperador. Tibério e Cláudio expulsaram os judeus de Roma, acusando-os de subversão, organizada por certo Cresto, que pode ser o nome de Cristo. O escritor cristão Tertuliano diz que aos cristãos era atribuída toda sorte de calamidade pública. Seca, inundação, carestia, peste, terremoto, tudo era culpa dos cristãos, porque desprezavam os deuses. Historiadores romanos da antiguidade deixaram escrito que, por ordem de Nero, os cristãos, “gente dada a uma nova e perigosa superstição”, foram entregues ao suplício. No dia 19 de julho do ano 64, Roma foi incendiada. Dúvidas foram levantadas sobre a responsabilidade do imperador, e este, para se livrar das acusações, responsabilizou os cristãos. Cornélio Tácito escreve: “Como circulavam vozes de que o incêndio de Roma tivesse sido fraudulento, Nero apresentou-os como culpados, punindo-os com penas excepcionais, os que, odiados por suas abominações, eram chamados pelo vulgo cristãos”. Terminamos assim o mês de junho em companhia dos protomártires de Roma, falsamente acusados pelo imperador Nero de serem os responsáveis pelo incêndio da cidade.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas.