Fundo
Segunda-feira, 13 de Julho de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 13/07/2026

15ª Semana do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Is 1,10-17 Salmo: Sl 49(50) - Farei ver a salvação de Deus a quem se põe a caminho.
evangelho
Jesus partiu para ensinar e proclamar por aquelas cidades - Mt 10,34–11,1

“Não penseis que vim trazer paz à terra: não vim trazer paz, mas espada. De fato, vim desunir o homem de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra; e, assim, os inimigos de uma pessoa serão os de sua própria família. Aquele que ama pai ou mãe mais que a mim não é digno de mim; aquele que ama filho ou filha mais que a mim não é digno de mim; e quem não toma sua cruz e segue após mim não é digno de mim. Aquele que encontra sua vida a perderá, e quem perde sua vida por causa de mim a encontrará. Aquele que vos acolhe a mim acolhe, e quem me acolhe, acolhe aquele que me enviou. Quem acolhe um profeta na qualidade de profeta terá recompensa de profeta; quem acolhe um justo na qualidade de justo terá recompensa de justo; e quem der de beber um simples copo de água fresca a um desses pequenos por sua qualidade de discípulo, amém, eu vos digo: não perderá sua recompensa”. Quando Jesus terminou de dar instruções a seus doze discípulos, partiu dali, para ensinar e proclamar por aquelas cidades.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

“Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.”




Na presença do Senhor abra seu coração, sua mente para compreender o Evangelho que a liturgia nos apresenta neste dia.

Leitura (Verdade)

Leia e releia o Evangelho, contemplando cada palavra e acolhendo a comunicação que o Senhor faz para a sua vida.

Evangelho: Mt 10,34–11,1 “Não penseis que vim trazer paz à terra: não vim trazer paz, mas espada. De fato, vim desunir o homem de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra; e, assim, os inimigos de uma pessoa serão os de sua própria família. Aquele que ama pai ou mãe mais que a mim não é digno de mim; aquele que ama filho ou filha mais que a mim não é digno de mim; e quem não toma sua cruz e segue após mim não é digno de mim. Aquele que encontra sua vida a perderá, e quem perde sua vida por causa de mim a encontrará. Aquele que vos acolhe a mim acolhe, e quem me acolhe, acolhe aquele que me enviou. Quem acolhe um profeta na qualidade de profeta terá recompensa de profeta; quem acolhe um justo na qualidade de justo terá recompensa de justo; e quem der de beber um simples copo de água fresca a um desses pequenos por sua qualidade de discípulo, amém, eu vos digo: não perderá sua recompensa”. Quando Jesus terminou de dar instruções a seus doze discípulos, partiu dali, para ensinar e proclamar por aquelas cidades.”

“Não tenham medo, não sejam ingênuos e saibam que não vim trazer paz ao mundo.” Sim, Jesus não veio trazer a paz de águas paradas. Sua paz tem energia, tem movimento. Por vezes, movimento contrário ao que se espera. Ele nos dá a paz não como o mundo a dá. O discípulo o segue com destemor e perseverança. Não tem medo, vê o fim com clareza e avança em uma batalha que não será perdida. O discípulo missionário não é um conquistador de espaços ou tesouros deste mundo, e sua luta não se faz com armas de destruição. Sua luta se faz com a paciência. Com ela, o missionário tudo alcança, uma vez que, para ele, só Deus basta. Jesus promete uma recompensa a quem acolher os missionários do Reino.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

É por causa de Jesus que os discípulos têm força e motivação para colocar-se a serviço do Reino de Deus.
Permaneça por alguns instantes em silêncio para que o Senhor fale ao seu coração através deste Evangelho.

A proposta de Jesus é clara: não ao ódio, não à violência, não à dominação, não à ganância; sim ao perdão, à liberdade, à partilha, à justiça e à paz .
Por qual caminho você segue Jesus?
Jesus não só fala de paz, mas também revela um sério compromisso com a mansidão, mesmo diante da declaração: “Não penseis que vim trazer a paz à terra, mas sim a espada”. Como compreender isso?
A proposta de Jesus não é um calmante para tranquilizar as consciências. Jesus é exigente, e sua proposta é semelhante a uma espada que divide e inquieta, impedindo qualquer acomodação. A fé em Cristo Jesus é ação, não inercia. É compromisso autêntico com os irmão e irmãs, e não uma doce pieguice.
Como você se encontra diante do espelho deste Evangelho?

Oração (Vida)

Ao Senhor entregamos a nossa vida e este novo dia. A Ele confiamos as pessoas que amamos e todas aquelas com as quais partilharemos a vida. Agradeçamos ao Senhor seus ensinamentos.
Conclua com a oração: “Jesus Mestre, agradeço as luzes que me destes nesta meditação. Perdoai-me pelos limites que me impediram de fazê-la melhor. Ofereço-vos a resolução que tomei e que espero viver, pela vossa graça. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Este é o momento de verbalizar nossa resposta ao convite de Jesus. Que palavra do Evangelho se tornará vida em sua vida neste dia?

Bênção

O Senhor Jesus Cristo esteja ao meu lado para me sustentar,
Dentro de mim para me encorajar,
Diante de mim para me orientar,
Atrás de mim para me proteger,
Acima de mim para me abençoar.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Que a bênção de Deus Pai de amor e bondade desça sobre mim e sobre toda a humanidade, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

Três momentos compõem o texto. No primeiro, Jesus eleva ao Pai uma ação de graças (vv. 25-26). No segundo, revela o alcance da revelação da sua pessoa e da sua autoridade (v. 27). No terceiro, faz um convite com fortes motivações (vv. 28-30). A verdade sobre quem é Jesus advém por concessão do Pai, que decidiu dá-la não aos sábios e doutos, que se fecharam à oportunidade de perceber a grandeza de Deus na humildade assumida por Jesus, mas sim aos pequeninos, que, em contrapartida, ouvem a verdade com alegria e, apesar do pouco entendimento, a acolhem e a vivem com simplicidade de mente e de coração. De que adianta um conhecimento profundo de Deus e da sua vontade se esse saber não se transforma em comportamento condizente e coerente? Nada! Olhar para Jesus e sua vida faz perceber e compreender a profundidade dessa coerência, pois nele não havia contradição entre o conhecimento que transmitia e o modo como se comportava diante de Deus e do ser humano. Assim, a relação de Jesus com o Pai e do Pai com Jesus é, ao mesmo tempo, motivo e conteúdo desse conhecimento e comportamento. O Filho, sendo o Verbo totalmente voltado para o Pai, ao se encarnar aceitou estar totalmente voltado para o ser humano. Dessa relação ninguém está excluído. A participação, porém, acontece e depende da aceitação de quem é Jesus e do que ele oferece. Se o conhecimento da Torá levou muitos ao orgulho e ao desprezo de quem não conseguia vivê-la plenamente, a aceitação do Evangelho ensina a não desprezar os mais fragilizados e fracos, pois capacita a tomar sobre si o jugo e o fardo de Jesus, que é humilde e manso de coração. No convite de Jesus ninguém é excluído, nem mesmo os sábios e doutos, pois podem aprender, com ele, o modo novo de se relacionar com Deus e, por conseguinte, com os menos dotados intelectualmente e menos capazes de viver o rigor da legislação mosaica. Aprende-se a não colocar pesados fardos sobre as pessoas. Fardos que nem mesmo os próprios sábios e doutos conseguem suportar. É fácil mandar o outro fazer o que, pessoalmente, não se consegue ou se quer realizar. Isso é hipocrisia! Se em geral se pensa e se usa o conhecimento para dominar, a vida em Jesus Cristo é um saber que se concretiza em serviço, particularmente aos menos favorecidos. Trata-se de conhecimento que não é poder opressor, mas autoridade que liberta e salva. O mundo, para viver em paz, precisa da prática da justiça; não como mera retribuição dos bens ou dos males causados, mas como renovação, restauração e reconciliação. Sob a perspectiva do Evangelho, o mundo será mais justo se os seres humanos forem mais fraternos e solidários, evitando todas as formas e meios de dominação que excluem e oprimem. Que a denúncia feita ao mundo, pelos que se dizem fiéis a Deus, não se volte contra esses pela adoção dos mesmos critérios exclusivistas.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.