Evangelho do dia 01/02/2026
4º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! - Mt 5,1-12a
“Tendo visto as multidões, subiu à montanha. Tendo ele se sentado, aproximaram-se dele seus discípulos. E, abrindo sua boca, ensinava-lhes, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
4º Domingo do Tempo Comum. O Evangelho nos conduz ao coração da mensagem de Jesus: as Bem-aventuranças. No monte das Bem-aventuranças, Jesus revela seu coração e nos educa para uma fé encarnada, sensível, profundamente humana e, ao mesmo tempo, aberta ao mistério do Reino. Aprender do Divino Mestre é deixar que sua Palavra molde nossos critérios, nossos afetos e nossas escolhas.
As bem-aventuranças constituem o retrato falado do Reino. Não é um convite ao conformismo, mas à luta.
O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a fidelidade ao Evangelho de Jesus, esteja conosco.
Leitura (Verdade)
“A nossa felicidade está condicionada a uma experiência pessoal com o Amor de Deus”.
Evangelho: Mt 5,1-12ª: “Tendo visto as multidões, subiu à montanha. Tendo ele se sentado, aproximaram-se dele seus discípulos. E, abrindo sua boca, ensinava-lhes, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
“Olhe bem para Jesus, veja o que ele faz, escute o que ele diz. Mas onde está esse Jesus? Agora mesmo está em letras escritas, à espera de um bom leitor que as interprete. Acontece, porém, que a mente e o coração se agitam irrequietos. A visão se perturba e não percebemos onde estamos. Precisamos de silêncio para ouvir e para ver: ver o mundo com os olhos de Deus e ouvir o que Jesus diz estar vendo. Quem é feliz aos olhos de Deus, quem é de fato esperto? Se até agora você pensava que felizes são os espertos que fazem fortuna e escapam da justiça, faça silêncio e veja que há gente mansa e humilde de coração, com fome e sede de justiça, construindo a paz em uma sociedade sem misericórdia.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Ao proclamar as Bem-aventuranças Jesus coloca a comunidade cristã diante do coração de sua proposta para o Reino dos Céus: a revelação de um modo novo de viver, fundado na confiança em Deus, na mansidão, na misericórdia e na busca da justiça. Não se trata de um ideal abstrato ou reservado a poucos, mas da descrição concreta da identidade dos discípulos e das comunidades que acolhem o Reino já presente na história.
Você se considera bem-aventurado/a? – O que falta para você viver das bem-aventuranças?
Com qual das bem-aventuranças você se identifica melhor? Por quê?
Você confia em que Deus o/a alimentará e sempre matará a sua sede de justiça?
Como tem sido o seu relacionamento com as pessoas. Você é capaz de conquistá-las com mansidão?
Oração (Vida)
Senhor Deus, ao iniciar mais um mês, coloco minha vida em tuas mãos. Quero viver cada dia com otimismo e bondade, levando por toda parte um coração cheio de justiça e paz. Que o meu espírito seja repleto somente de bênçãos, para que as derrame por onde eu passar.
Enche-me de tua luz e de teu amor, para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho possam descobrir em mim um pouquinho de ti. Dá-me o espírito das bem-aventuranças e ensina-me a repartir a alegria do Evangelho. Amém!
Contemplação (Vida e Missão)
Que propósito de vida nova surge dentro de você? Enxugar as lágrimas dos bem-aventurados de hoje é uma sugestão prática para quem quer viver segundo o Evangelho.
Bênção
Concedei, ó Deus, a vossos filhos a benção desejada, para que nutridos por vosso amor produzam frutos de paz e de justiça. Amém.
Deus é o maior interessado na felicidade do ser humano, pois quer a sua plena realização. Para tanto, se revelou na história e suas intervenções demonstram seu interesse por eliminar todas as formas de injustiças, geradas por comportamentos autossuficientes e que promovem desigualdades sociais. As bem-aventuranças abrem o sermão da montanha (Mt 5–7). Por nove vezes Jesus disse: “Bem-aventurados”. Os versículos 1-2 ambientam o ensinamento. O ponto de partida é a percepção de Jesus: “Tendo visto as multidões”. Isso o fez buscar uma posição estratégica para ser ouvido com atenção: “subiu à montanha”. Sentar-se, tendo em torno discípulos, é a postura do mestre na antiguidade. A primeira e a penúltima bem-aventurança, dirigidas respectivamente aos pobres em espírito e aos perseguidos por causa da justiça, têm a mesma motivação: “Porque deles é o Reino dos Céus”. Os que são chamados em causa sofrem privações, mas também são praticantes de virtudes. Todas as bem-aventuranças são aplicáveis, antes de tudo, ao próprio Jesus, pois nunca ensinou o que não viveu em primeira pessoa. Para cada privação ou virtude, Jesus ofereceu uma retribuição condizente. Chama a atenção que a última bem-aventurança, sobre a perseguição por causa da justiça, tenha recebido desdobramentos nos versículos 11-12, pois Jesus se fez motivo: “Por causa de mim”. Ao concluir as bem-aventuranças, evocando a perseguição aos profetas, Jesus atestou que assumiu esse caminho de serviço à Palavra de Deus e deixou claro que o seu seguimento ocasionaria várias consequências neste mundo; porém tudo o que os discípulos suportarem pelas privações ou realizarem pelas virtudes se torna ocasião de recompensa nos céus. As bem-aventuranças, portanto, não foram ensinadas para serem meramente apreciadas pelos fiéis, mas para serem colocadas em prática, como uma forma concreta de nos assemelharmos ao Mestre de Nazaré, o Bem-Aventurado por excelência. O olhar atento para as bem-aventuranças revela os valores da humildade, da pobreza e da fragilidade. Tais valores não colocam em segundo plano a inteligência e a capacidade humanas de buscar soluções transformadoras da realidade, eliminando as desigualdades socioeclesiais. Ao contrário, são recursos que podem ajudar a vencer os grandes problemas e desafios da humanidade. Ser humilde, pobre e frágil não significa esperar tudo de Deus, mas interagir com Deus, a exemplo de Jesus Cristo, a favor da transformação do mundo. Que o conhecimento e a prática das bem- -aventuranças sejam o justo consolo diante das aflições, com certeza de que Deus sempre cumpre o que promete, sem nos dispensar das ações que promovem a responsabilidade socioeclesial ativa e infundem esperança no aqui e agora da nossa existência
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 01/02/2026
4º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! - Mt 5,1-12a
“Tendo visto as multidões, subiu à montanha. Tendo ele se sentado, aproximaram-se dele seus discípulos. E, abrindo sua boca, ensinava-lhes, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
4º Domingo do Tempo Comum. O Evangelho nos conduz ao coração da mensagem de Jesus: as Bem-aventuranças. No monte das Bem-aventuranças, Jesus revela seu coração e nos educa para uma fé encarnada, sensível, profundamente humana e, ao mesmo tempo, aberta ao mistério do Reino. Aprender do Divino Mestre é deixar que sua Palavra molde nossos critérios, nossos afetos e nossas escolhas.
As bem-aventuranças constituem o retrato falado do Reino. Não é um convite ao conformismo, mas à luta.
O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a fidelidade ao Evangelho de Jesus, esteja conosco.
Leitura (Verdade)
“A nossa felicidade está condicionada a uma experiência pessoal com o Amor de Deus”.
Evangelho: Mt 5,1-12ª: “Tendo visto as multidões, subiu à montanha. Tendo ele se sentado, aproximaram-se dele seus discípulos. E, abrindo sua boca, ensinava-lhes, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
“Olhe bem para Jesus, veja o que ele faz, escute o que ele diz. Mas onde está esse Jesus? Agora mesmo está em letras escritas, à espera de um bom leitor que as interprete. Acontece, porém, que a mente e o coração se agitam irrequietos. A visão se perturba e não percebemos onde estamos. Precisamos de silêncio para ouvir e para ver: ver o mundo com os olhos de Deus e ouvir o que Jesus diz estar vendo. Quem é feliz aos olhos de Deus, quem é de fato esperto? Se até agora você pensava que felizes são os espertos que fazem fortuna e escapam da justiça, faça silêncio e veja que há gente mansa e humilde de coração, com fome e sede de justiça, construindo a paz em uma sociedade sem misericórdia.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Ao proclamar as Bem-aventuranças Jesus coloca a comunidade cristã diante do coração de sua proposta para o Reino dos Céus: a revelação de um modo novo de viver, fundado na confiança em Deus, na mansidão, na misericórdia e na busca da justiça. Não se trata de um ideal abstrato ou reservado a poucos, mas da descrição concreta da identidade dos discípulos e das comunidades que acolhem o Reino já presente na história.
Você se considera bem-aventurado/a? – O que falta para você viver das bem-aventuranças?
Com qual das bem-aventuranças você se identifica melhor? Por quê?
Você confia em que Deus o/a alimentará e sempre matará a sua sede de justiça?
Como tem sido o seu relacionamento com as pessoas. Você é capaz de conquistá-las com mansidão?
Oração (Vida)
Senhor Deus, ao iniciar mais um mês, coloco minha vida em tuas mãos. Quero viver cada dia com otimismo e bondade, levando por toda parte um coração cheio de justiça e paz. Que o meu espírito seja repleto somente de bênçãos, para que as derrame por onde eu passar.
Enche-me de tua luz e de teu amor, para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho possam descobrir em mim um pouquinho de ti. Dá-me o espírito das bem-aventuranças e ensina-me a repartir a alegria do Evangelho. Amém!
Contemplação (Vida e Missão)
Que propósito de vida nova surge dentro de você? Enxugar as lágrimas dos bem-aventurados de hoje é uma sugestão prática para quem quer viver segundo o Evangelho.
Bênção
Concedei, ó Deus, a vossos filhos a benção desejada, para que nutridos por vosso amor produzam frutos de paz e de justiça. Amém.
Deus é o maior interessado na felicidade do ser humano, pois quer a sua plena realização. Para tanto, se revelou na história e suas intervenções demonstram seu interesse por eliminar todas as formas de injustiças, geradas por comportamentos autossuficientes e que promovem desigualdades sociais. As bem-aventuranças abrem o sermão da montanha (Mt 5–7). Por nove vezes Jesus disse: “Bem-aventurados”. Os versículos 1-2 ambientam o ensinamento. O ponto de partida é a percepção de Jesus: “Tendo visto as multidões”. Isso o fez buscar uma posição estratégica para ser ouvido com atenção: “subiu à montanha”. Sentar-se, tendo em torno discípulos, é a postura do mestre na antiguidade. A primeira e a penúltima bem-aventurança, dirigidas respectivamente aos pobres em espírito e aos perseguidos por causa da justiça, têm a mesma motivação: “Porque deles é o Reino dos Céus”. Os que são chamados em causa sofrem privações, mas também são praticantes de virtudes. Todas as bem-aventuranças são aplicáveis, antes de tudo, ao próprio Jesus, pois nunca ensinou o que não viveu em primeira pessoa. Para cada privação ou virtude, Jesus ofereceu uma retribuição condizente. Chama a atenção que a última bem-aventurança, sobre a perseguição por causa da justiça, tenha recebido desdobramentos nos versículos 11-12, pois Jesus se fez motivo: “Por causa de mim”. Ao concluir as bem-aventuranças, evocando a perseguição aos profetas, Jesus atestou que assumiu esse caminho de serviço à Palavra de Deus e deixou claro que o seu seguimento ocasionaria várias consequências neste mundo; porém tudo o que os discípulos suportarem pelas privações ou realizarem pelas virtudes se torna ocasião de recompensa nos céus. As bem-aventuranças, portanto, não foram ensinadas para serem meramente apreciadas pelos fiéis, mas para serem colocadas em prática, como uma forma concreta de nos assemelharmos ao Mestre de Nazaré, o Bem-Aventurado por excelência. O olhar atento para as bem-aventuranças revela os valores da humildade, da pobreza e da fragilidade. Tais valores não colocam em segundo plano a inteligência e a capacidade humanas de buscar soluções transformadoras da realidade, eliminando as desigualdades socioeclesiais. Ao contrário, são recursos que podem ajudar a vencer os grandes problemas e desafios da humanidade. Ser humilde, pobre e frágil não significa esperar tudo de Deus, mas interagir com Deus, a exemplo de Jesus Cristo, a favor da transformação do mundo. Que o conhecimento e a prática das bem- -aventuranças sejam o justo consolo diante das aflições, com certeza de que Deus sempre cumpre o que promete, sem nos dispensar das ações que promovem a responsabilidade socioeclesial ativa e infundem esperança no aqui e agora da nossa existência
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.