Evangelho do dia 28/06/2026
São Pedro e São Paulo, Apóstolos, Solenidade - Ano A - Vermelha
E vós, quem dizeis que eu sou? - Mt 16,13-19
Tendo chegado aos confins de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” Eles disseram: “Alguns: João Batista, outros: Elias, outros: Jeremias ou um dos profetas”. Ele lhes disse: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Jesus lhe respondeu: “Bem-aventurado és, Simão, Bar-Jonas. Porque nem carne nem sangue te revelou isso, mas meu Pai, que está nos céus. Agora te digo eu: tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei minha igreja, e as portas do Hades não triunfarão sobre ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; assim, o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Neste dia celebramos a memória dos Apóstolos Pedro e Paulo, testemunhas da fé no Filho de Deus vivo e colunas inabaláveis da Igreja de Cristo. Esses dois apóstolos nos deixaram o legado de uma fé fundamental, através do anuncio do Evangelho e do martírio. Celebrar a memória dos discípulos é recordar sua caminhada de fé e pensar no nosso processo de seguimento de Jesus. Os dois principais apóstolos da comunidade primitiva são recordados em uma solenidade que nos convida ao compromisso de fé e à missão.
“Ó Deus, que hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração”.
O Senhor continua chamar apóstolos para o anúncio da Boa-Nova, mas Ele não ilude ninguém: “Se a mim perseguiram, também vos perseguirão”. (Jo 15,20) Assim foi com Pedro, Paulo e tantos outros discípulos do Senhor, ao longo da história humana.
Nossa fé fundamenta-se em Cristo, Palavra viva do Pai, como também naqueles que viveram e a afirmaram entre nós, como os Apóstolos. Que seu exemplo nos dê a graça de testemunhar essa mesma fé.
Leitura (Verdade)
Observe o contexto do relato evangélico: lugares, pessoas e acontecimentos. Qual tema perpassa a discussão dos personagens? Observe o diálogo entre Jesus e Pedro. A primeira pergunta diz respeito à comunidade, depois a pergunta é direta aos discípulos.
Evangelho: Mt 16,13-19 Jesus perguntou a seus discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” Eles disseram: “Alguns: João Batista, outros: Elias, outros: Jeremias ou um dos profetas”. Ele lhes disse: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Jesus lhe respondeu: “Bem-aventurado és, Simão. Porque nem carne nem sangue te revelou isso, mas meu Pai. Agora te digo eu: tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei minha igreja. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”.
“Quem é Jesus para o cristão e para o não cristão? Espera-se uma resposta com palavras de significado correto e verdadeiro, que retratem com exatidão a pessoa de Jesus. Pedro afirma que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo. De onde Pedro tirou tal afirmação? Ele não está equivocado? Não, porque foi Deus Pai que revelou a Pedro quem é Jesus, para que ele o anuncie ao mundo com segurança. O demônio pediu licença a Deus para peneirar os Apóstolos, mas Jesus rezou por Pedro, para que a sua fé não falhasse e, uma vez convertido, pudesse confirmar a fé de seus irmãos. É assim que os católicos veem o Papa, sucessor de Pedro. Deus lhe dá a segurança da fé para confirmar a fé de todos os fiéis.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus, hoje em nossos dias?
Hoje, como ontem, descobrir Jesus e viver de forma coerente o compromisso cristão implica percorrer um caminho de renúncia a valores a que os homens dos nossos dias dão uma importância fundamental; implica ser incompreendido e, algumas vezes, maltratado; implica ser olhado com desconfiança e, algumas vezes, com comiseração… Contudo, à luz do testemunho destes apóstolos e mártires, o caminho cristão vivido com radicalidade é um caminho que vale a pena, pois conduz à vida plena. Concordo? É este o caminho que eu me esforço por percorrer?
“E vós, quem dizeis que Eu sou?” Jesus está agora interrogando os discípulos? Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para O seguir… Quem é Cristo para mim?
Oração (Vida)
Unidos aos apóstolos Pedro e Paulo e à Tradição eclesial, renovamos nossa profissão de fé em Jesus. Ao reconhecermos quem ele é, ouvimos também quem somos para ele, nossa importância para a edificação da Igreja, sacramento do Reino de Deus no mundo. Rezemos pedindo a graça da perseverança até o fim de nossa peregrinação aqui na terra. Rezemos por todos os cristãos batizados para que seu testemunho ilumine a sociedade e sejamos instrumentos de Amor, justiça e paz.
Por causa desta solenidade, recordamos hoje o “dia do papa”. Rezemos pelo papa, pelos bispos, por toda a Igreja cristã. A oração nos une em um mistério de comunhão de amor com Deus e uns com os outros. Assim, formamos a Igreja que segue a Jesus, professa a fé e se mantém em oração e comunhão com o sucessor de Pedro até a plenitude do Reino.
Contemplação (Vida e Missão)
Consciente da minha missão na Igreja comprometo-me (em casa, no emprego, na escola, na rua, no prédio, nos acontecimentos sociais) testemunhar minha fé em Cristo e minha comunhão com a comunidade cristã.
Bênção
"Aos irmãos, a paz, o amor e a fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
A graça esteja com todos aqueles que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor perene." (Ef 6,23-24)
- Abençoe-nos, Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo exemplifica bem o Evangelho do domingo passado, sobre o tema do anúncio do Reino dos Céus e do martírio por causa de Jesus. O que Pedro aprendeu pela convivência com Jesus e pela experiência da sua negação, que o fez cair em si, Paulo aprendeu pelo progresso no estudo das Escrituras e pelo que empreendeu a partir da sua conversão, quando estava a caminho de Damasco. Enquanto Pedro estava na prisão, a comunidade de fé fazia orações por ele. Assim, ao dizer que Pedro dormia, revela-se a sua confiança e entrega nas mãos de Deus. Aprendeu a não ter medo dos homens que matam o corpo, mas não podem matar a alma. As orações da comunidade foram atendidas, e Deus enviou o seu anjo libertador e tirou Pedro da prisão. A expectativa de Herodes é que foi frustrada. Paulo percebeu as proporções que a sua ação missionária tinha alcançado e tomou consciência de que sua morte se aproximava. Por isso, foi capaz de transformar sua percepção e sua consciência em libação. A exemplo de Jesus Cristo, Paulo atribuiu valor sacrifical ao vislumbre do martírio e foi igualmente abandonado no tribunal, mas fez uso da eficácia do perdão. Assim, o centro da primeira e segunda leituras é a experiência pessoal de conversão, critério decisivo que levou Pedro e Paulo à prisão por causa do amor a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. O fundamento das ações heroicas de Pedro e Paulo é o conhecimento da verdade e a adesão incondicional a ela. No caminho de Cesareia de Filipe, os discípulos transmitiram o que o povo pensava de Jesus: um profeta que lembrava, por suas palavras e ações, João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Mas, para Pedro, em nome dos demais, Jesus é o Messias e Filho de Deus. Essa é a verdade sobre a qual Jesus edifica a sua Igreja; razão pela qual o poder do inferno não pode prevalecer sobre ela. As chaves do Reino dos Céus, entregues a Pedro, tem a ver com o acesso a ser dado a essa verdade e ao que ela comporta, pois o conhecimento da identidade de Jesus, Messias e Filho de Deus, acarreta um comportamento condizente, pois Deus não criou o ser humano para perdê-lo, mas para salvá-lo, resgatando-o do poder do pecado e da morte. Por essa certeza, Paulo consumiu sua vida e ministério entre os gentios. Portanto, conhecer a verdade que liberta (Jo 8,32) traz grandes responsabilidades. Pedro e Paulo, cada um a seu modo, conheceram a verdade, e a esta entregaram suas vidas; conhecimento e entrega culminados no martírio: um pela cruz e outro pela espada. Que a vida e as ações de Pedro e Paulo nos ensinem o caminho da conversão e da entrega a Jesus Cristo e à sua Igreja, em favor da humanidade.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 28/06/2026
São Pedro e São Paulo, Apóstolos, Solenidade - Ano A - Vermelha
E vós, quem dizeis que eu sou? - Mt 16,13-19
Tendo chegado aos confins de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” Eles disseram: “Alguns: João Batista, outros: Elias, outros: Jeremias ou um dos profetas”. Ele lhes disse: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Jesus lhe respondeu: “Bem-aventurado és, Simão, Bar-Jonas. Porque nem carne nem sangue te revelou isso, mas meu Pai, que está nos céus. Agora te digo eu: tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei minha igreja, e as portas do Hades não triunfarão sobre ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; assim, o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”.
Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Neste dia celebramos a memória dos Apóstolos Pedro e Paulo, testemunhas da fé no Filho de Deus vivo e colunas inabaláveis da Igreja de Cristo. Esses dois apóstolos nos deixaram o legado de uma fé fundamental, através do anuncio do Evangelho e do martírio. Celebrar a memória dos discípulos é recordar sua caminhada de fé e pensar no nosso processo de seguimento de Jesus. Os dois principais apóstolos da comunidade primitiva são recordados em uma solenidade que nos convida ao compromisso de fé e à missão.
“Ó Deus, que hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração”.
O Senhor continua chamar apóstolos para o anúncio da Boa-Nova, mas Ele não ilude ninguém: “Se a mim perseguiram, também vos perseguirão”. (Jo 15,20) Assim foi com Pedro, Paulo e tantos outros discípulos do Senhor, ao longo da história humana.
Nossa fé fundamenta-se em Cristo, Palavra viva do Pai, como também naqueles que viveram e a afirmaram entre nós, como os Apóstolos. Que seu exemplo nos dê a graça de testemunhar essa mesma fé.
Leitura (Verdade)
Observe o contexto do relato evangélico: lugares, pessoas e acontecimentos. Qual tema perpassa a discussão dos personagens? Observe o diálogo entre Jesus e Pedro. A primeira pergunta diz respeito à comunidade, depois a pergunta é direta aos discípulos.
Evangelho: Mt 16,13-19 Jesus perguntou a seus discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?” Eles disseram: “Alguns: João Batista, outros: Elias, outros: Jeremias ou um dos profetas”. Ele lhes disse: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Jesus lhe respondeu: “Bem-aventurado és, Simão. Porque nem carne nem sangue te revelou isso, mas meu Pai. Agora te digo eu: tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei minha igreja. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”.
“Quem é Jesus para o cristão e para o não cristão? Espera-se uma resposta com palavras de significado correto e verdadeiro, que retratem com exatidão a pessoa de Jesus. Pedro afirma que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo. De onde Pedro tirou tal afirmação? Ele não está equivocado? Não, porque foi Deus Pai que revelou a Pedro quem é Jesus, para que ele o anuncie ao mundo com segurança. O demônio pediu licença a Deus para peneirar os Apóstolos, mas Jesus rezou por Pedro, para que a sua fé não falhasse e, uma vez convertido, pudesse confirmar a fé de seus irmãos. É assim que os católicos veem o Papa, sucessor de Pedro. Deus lhe dá a segurança da fé para confirmar a fé de todos os fiéis.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus, hoje em nossos dias?
Hoje, como ontem, descobrir Jesus e viver de forma coerente o compromisso cristão implica percorrer um caminho de renúncia a valores a que os homens dos nossos dias dão uma importância fundamental; implica ser incompreendido e, algumas vezes, maltratado; implica ser olhado com desconfiança e, algumas vezes, com comiseração… Contudo, à luz do testemunho destes apóstolos e mártires, o caminho cristão vivido com radicalidade é um caminho que vale a pena, pois conduz à vida plena. Concordo? É este o caminho que eu me esforço por percorrer?
“E vós, quem dizeis que Eu sou?” Jesus está agora interrogando os discípulos? Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para O seguir… Quem é Cristo para mim?
Oração (Vida)
Unidos aos apóstolos Pedro e Paulo e à Tradição eclesial, renovamos nossa profissão de fé em Jesus. Ao reconhecermos quem ele é, ouvimos também quem somos para ele, nossa importância para a edificação da Igreja, sacramento do Reino de Deus no mundo. Rezemos pedindo a graça da perseverança até o fim de nossa peregrinação aqui na terra. Rezemos por todos os cristãos batizados para que seu testemunho ilumine a sociedade e sejamos instrumentos de Amor, justiça e paz.
Por causa desta solenidade, recordamos hoje o “dia do papa”. Rezemos pelo papa, pelos bispos, por toda a Igreja cristã. A oração nos une em um mistério de comunhão de amor com Deus e uns com os outros. Assim, formamos a Igreja que segue a Jesus, professa a fé e se mantém em oração e comunhão com o sucessor de Pedro até a plenitude do Reino.
Contemplação (Vida e Missão)
Consciente da minha missão na Igreja comprometo-me (em casa, no emprego, na escola, na rua, no prédio, nos acontecimentos sociais) testemunhar minha fé em Cristo e minha comunhão com a comunidade cristã.
Bênção
"Aos irmãos, a paz, o amor e a fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
A graça esteja com todos aqueles que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor perene." (Ef 6,23-24)
- Abençoe-nos, Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo exemplifica bem o Evangelho do domingo passado, sobre o tema do anúncio do Reino dos Céus e do martírio por causa de Jesus. O que Pedro aprendeu pela convivência com Jesus e pela experiência da sua negação, que o fez cair em si, Paulo aprendeu pelo progresso no estudo das Escrituras e pelo que empreendeu a partir da sua conversão, quando estava a caminho de Damasco. Enquanto Pedro estava na prisão, a comunidade de fé fazia orações por ele. Assim, ao dizer que Pedro dormia, revela-se a sua confiança e entrega nas mãos de Deus. Aprendeu a não ter medo dos homens que matam o corpo, mas não podem matar a alma. As orações da comunidade foram atendidas, e Deus enviou o seu anjo libertador e tirou Pedro da prisão. A expectativa de Herodes é que foi frustrada. Paulo percebeu as proporções que a sua ação missionária tinha alcançado e tomou consciência de que sua morte se aproximava. Por isso, foi capaz de transformar sua percepção e sua consciência em libação. A exemplo de Jesus Cristo, Paulo atribuiu valor sacrifical ao vislumbre do martírio e foi igualmente abandonado no tribunal, mas fez uso da eficácia do perdão. Assim, o centro da primeira e segunda leituras é a experiência pessoal de conversão, critério decisivo que levou Pedro e Paulo à prisão por causa do amor a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. O fundamento das ações heroicas de Pedro e Paulo é o conhecimento da verdade e a adesão incondicional a ela. No caminho de Cesareia de Filipe, os discípulos transmitiram o que o povo pensava de Jesus: um profeta que lembrava, por suas palavras e ações, João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Mas, para Pedro, em nome dos demais, Jesus é o Messias e Filho de Deus. Essa é a verdade sobre a qual Jesus edifica a sua Igreja; razão pela qual o poder do inferno não pode prevalecer sobre ela. As chaves do Reino dos Céus, entregues a Pedro, tem a ver com o acesso a ser dado a essa verdade e ao que ela comporta, pois o conhecimento da identidade de Jesus, Messias e Filho de Deus, acarreta um comportamento condizente, pois Deus não criou o ser humano para perdê-lo, mas para salvá-lo, resgatando-o do poder do pecado e da morte. Por essa certeza, Paulo consumiu sua vida e ministério entre os gentios. Portanto, conhecer a verdade que liberta (Jo 8,32) traz grandes responsabilidades. Pedro e Paulo, cada um a seu modo, conheceram a verdade, e a esta entregaram suas vidas; conhecimento e entrega culminados no martírio: um pela cruz e outro pela espada. Que a vida e as ações de Pedro e Paulo nos ensinem o caminho da conversão e da entrega a Jesus Cristo e à sua Igreja, em favor da humanidade.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.