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Quarta-feira, 18 de Março de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 18/03/2026

4ª Semana da Quaresma - Ano A - Roxa
1ª Leitura: Is 49,8-15 Salmo: Sl 144(145) - O Senhor é misericordioso e compassivo.
evangelho
Conforme ouço, julgo, e meu julgamento é justo porque não busco minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou - Jo 5,17-30

Jesus, porém, lhes respondeu: “Meu Pai até agora trabalha, e eu também trabalho”. Por isso, os judeus ainda mais buscavam matá-lo, porque não somente violava o sábado como também chamava Deus de seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. Jesus, então, lhes respondeu: “Amém, amém, eu vos digo: o filho nada pode fazer por si mesmo, a não ser aquilo que vê o pai fazer, pois, o que este faz, também o filho igualmente faz. O Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz, e lhe mostrará obras maiores do que estas, para que vós vos admireis. Assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que ele quer. O Pai não julga ninguém, mas todo julgamento deu ao Filho, a fim de que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou. Amém, amém, eu vos digo: quem escuta minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não vem a julgamento, mas passou da morte à vida. Amém, amém, eu vos digo: vem a hora, e é agora, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a tiverem ouvido viverão. Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter a vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para realizar o julgamento porque é Filho do Homem. Não vos admireis disto: vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: aqueles que fizeram o bem, para uma ressurreição de vida; mas aqueles que praticaram o mal, para uma ressurreição de julgamento. Eu nada posso fazer por mim mesmo. Conforme ouço, julgo, e meu julgamento é justo porque não busco minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Encontramos nos evangelhos diversas passagens que tratam da relação de Jesus com o Pai. Por exemplo, em Jo 10,30, Jesus diz: “Eu e o Pai somos um”. Em Jo 14,9, no diálogo com Filipe, Jesus afirma: “Quem me viu, viu o Pai”. E poderíamos, ainda, recordar outras citações. Também na leitura orante de hoje, somos convidados a meditar a relação de Jesus com o Pai.
Peçamos que o nosso coração esteja sensível aos apelos da Palavra de Deus, rezando: “Pai, tu me deste teu Filho Jesus como caminho para encontrar-me contigo. Reforça minha fé, de modo que, conhecendo mais a Jesus, possa também conhecer-te mais”.
Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”




Tranquilizo meus pensamentos como se estivesse para entrar num recinto sagrado. Aproximo-me com confiança do meu próprio templo interior. Digo: “Senhor, eis-me aqui”. Repito com mais consciência: “Senhor, eis-me aqui.” Escuto agora o Evangelho da liturgia de hoje.

Leitura (Verdade)

Faça a leitura do relato bíblico diversas vezes, destacando os verbos, os personagens, as comparações que aparecem na narrativa. Atente-se ao que está acontecendo no Evangelho. Quais são as expressões utilizadas por Jesus? Como é descrita a relação de Jesus com o Pai? Quais expressões chamaram sua atenção durante a leitura?

Evangelho: Jo 5,17-30 “Jesus, porém, lhes respondeu: “Meu Pai até agora trabalha, e eu também trabalho”. Por isso, os judeus ainda mais buscavam matá-lo, porque não somente violava o sábado como também chamava Deus de seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. Jesus, então, lhes respondeu: “Amém, amém, eu vos digo: o filho nada pode fazer por si mesmo, a não ser aquilo que vê o pai fazer, pois, o que este faz, também o filho igualmente faz. O Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz, e lhe mostrará obras maiores do que estas, para que vós vos admireis. Assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que ele quer. O Pai não julga ninguém, mas todo julgamento deu ao Filho, a fim de que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou. Amém, amém, eu vos digo: quem escuta minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não vem a julgamento, mas passou da morte à vida. Amém, amém, eu vos digo: vem a hora, e é agora, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a tiverem ouvido viverão. Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter a vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para realizar o julgamento porque é Filho do Homem. Não vos admireis disto: vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: aqueles que fizeram o bem, para uma ressurreição de vida; mas aqueles que praticaram o mal, para uma ressurreição de julgamento. Eu nada posso fazer por mim mesmo. Conforme ouço, julgo, e meu julgamento é justo porque não busco minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.

“No sétimo dia, Deus repousou da obra da criação, mas continuou a sustentá-la. Por isso disse Jesus: “Meu Pai até agora trabalha, e eu também trabalho”. Os judeus compreendiam o que Jesus queria dizer e compreenderam que ele se fazia igual a Deus. A reação dos judeus é compreensível. “Quem é este que se faz igual a Deus, que é Um e único Senhor?”. Compreensível também é o esforço do evangelista em consignar por escrito as palavras incompreensíveis de Jesus sobre seu relacionamento com o Pai. Ele é o Filho do Pai, não como somos filhos de Deus, mas de modo único. Ele é o Unigênito que está com Deus e é Deus. Mais que compreender e imaginar isso, é preciso saborear.” (Viver a Palavra - Côn. Celso Pedro da Silva -2026 Paulinas Editora)

Meditação (Caminho)

Este é o momento do encontro da Palavra de Deus com a nossa vida. Procure identificar o que o texto pode trazer à sua experiência de fé, para enriquecê-la. Que luz nos dá Jesus com sua pessoa e sua mensagem?
Como você compreende que Jesus é a verdadeira vida?
Como você vive sua relação com Jesus, o Filho enviado do Pai?
Você tem consciência de que o poder de Deus está em você na medida em que você está unido/a ao projeto de Jesus?
Na sua vida, como tem sido a ação do Pai e do Filho?

Oração (Vida)

“Falta-nos, por vezes, palavras para rezar. Estamos diante de ti, Senhor, sem saber bem, numa pobreza que dói. Abrimos e fechamos as mãos num monólogo mudo, levantamos o nosso olhar estilhaçado, sentimo-nos perdidos naquela desmesurada distância da parábola do Filho Pródigo...Não te peço, Senhor, que elimines de imediato a minha carência. Peço que a ilumines. Que não receemos permanecer, pobres e silenciosos, diante de ti. Fazendo oração com os fragmentos, os retalhos, os soluços...Com o peso daquilo que nos esmaga. Pois é verdade que na hora do sofrimento tu nos escutas, e na desolação não deixas de ouvir a nossa voz.” (José Tolentino Mendonça do livro: “Um Deus que dança” Ed Paulinas)

Contemplação (Vida e Missão)

Contemplando as palavras e comparações de Jesus que atitude você se compromete vivenciar neste dia?

Bênção

Benção especial da Quaresma
- Deus Pai de misericórdia, conceda a todos, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno a casa. Amém.
- O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, nos guie nesta jornada quaresmal a uma verdadeira conversão. Amém.
- O Espírito de sabedoria e fortaleza nos sustente na luta contra o mal, para podermos com Cristo celebrar a vitória da Páscoa. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

Por “violar” o sábado e chamar a Deus de Pai, Jesus tornou-se réu de morte. Diante de seus adversários, fez a própria defesa, assumindo sua condição de Filho obediente. Na base está o amor recíproco do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai. Esse amor é a força operacional que permite a Jesus não temer a disputa nem a própria morte, pois, como o Pai, tem em si a vida. No centro da sua defesa encontra-se o convite a aderir à sua palavra, enquanto Filho de Deus, e a experimentar a consequência: a ressurreição como vitória sobre a morte. A cura do paralítico deveria ter servido de testemunho. Por isso, Jesus, fazendo uso da retribuição das obras, buscou reafirmar o sentido da sua missão: fazer a vontade do Pai. Interpelados pela disputa dos judeus com Jesus, podemos refletir sobre o modo como temos escutado a sua palavra e como a temos praticado.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.