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Domingo, 05 de Abril de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 05/04/2026

Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor - Ano A - Branca
1ª Leitura: At 10,34a.37-43 Salmo: Sl 117(118) - Agradecei ao Senhor, porque é bom. 2ª Leitura: Cl 3,1-4 ou 1Cor 5,6b-8
evangelho
Ele viu e acreditou - Jo 20,1-9

No primeiro dia da semana, Maria de Mágdala foi ao sepulcro bem cedo, quando ainda estava escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Foi, então, correndo até Simão Pedro e até o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse-lhes: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”. Saiu, então, Pedro e, com ele, o outro discípulo, e foram ao sepulcro. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo depressa passou à frente de Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Tendo-se inclinado, viu os panos de linho depostos. Ele, todavia, não entrou. Chegou, então, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro. Também ele viu os panos de linho depostos, e o sudário, que tinha estado na cabeça de Jesus, o qual não estava com os panos de linho, mas dobrado e deposto em um lugar à parte. Então aquele outro discípulo que tinha chegado primeiro também entrou no sepulcro. Ele viu e acreditou. De fato, ainda não tinham compreendido a Escritura: que era preciso que ele ressuscitasse dos mortos.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

No domingo de Páscoa, refulge o mistério da Ressurreição do Senhor. E seu anuncio se encontra principalmente no texto evangélico, que, neste dia, é apresentado de modo jubiloso e solene pelas Igreja.
Radiantes porque Cristo ressuscitou, proclamemos hoje a nossa fé pascal com a mesma solenidade com a qual a primeira Igreja, que nascia no cenáculo de Jerusalém, também a proclamou e celebrou.




Oremos: “Ó Deus, no dia de hoje, por vosso Filho, vencedor da morte, nos abristes as portas da vida eterna. Concedei que, celebrando a solenidade da ressurreição renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

No Evangelho de hoje encontramos um itinerário de fé que vai se processando por etapas. Leia-o com atenção, atento/a a firmeza com que Jesus fala de sua identidade. Se possível, faça a leitura em voz alta, refletindo sobre o sentido de cada frase. Repita as frases ou as palavras que mais lhe tocaram.

Evangelho: Jo 20,1-9 “No primeiro dia da semana, Maria de Mágdala foi ao sepulcro bem cedo, quando ainda estava escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Foi, então, correndo até Simão Pedro e até o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse-lhes: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”. Saiu, então, Pedro e, com ele, o outro discípulo, e foram ao sepulcro. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo depressa passou à frente de Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Tendo-se inclinado, viu os panos de linho depostos. Ele, todavia, não entrou. Chegou, então, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro. Também ele viu os panos de linho depostos, e o sudário, que tinha estado na cabeça de Jesus, o qual não estava com os panos de linho, mas dobrado e deposto em um lugar à parte. Então aquele outro discípulo que tinha chegado primeiro também entrou no sepulcro. Ele viu e acreditou. De fato, ainda não tinham compreendido a Escritura: que era preciso que ele ressuscitasse dos mortos.”

“O que Jesus ensinou e fez foi testemunhado pelos que conviveram com ele. Ouviram, aprenderam e depois transmitiram a outros ouvintes. Só mais tarde escreveram, cada um do seu jeito. Não combinaram entre si o que deveriam escrever. Não inventaram histórias. Há diferenças entre um e outro, o que é normal com o passar do tempo, com a memória esquecida, com as fontes diferentes. Hoje temos em mãos o que nos deixaram por escrito, interpretado e transmitido de forma segura pelos sucessores dos primeiros encarregados de confirmar a fé de seus irmãos. Jesus morreu na cruz e ressuscitou. O que é teologia e o que é história? A morte é certa, e a ressurreição? Uma esperança? O que dizem os que viram?” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O Evangelho nos apresentou a pressa do amor, porque o amor é pressuroso e tem necessidade de anunciar, de se comunicar.
Quais são as necessidades que seu amor a Deus o leva a atender, com a pressa do seu amor?
Mas, há também os que voltam para sua vida desanimados e descrentes. Os projetos de Deus são tão diferentes dos nossos que até os discípulos mais próximos de Jesus, por vezes, tem necessidade de ver para crer. E, até hoje, quantas vezes nós temos dificuldade para crer que o Senhor está conosco, no meio de nós?
Em qual caminho você se encontra?
A alegria da Páscoa só amadurece num terreno em que se plantou um amor fiel e comprometido com o Senhor Jesus. Avalie sua vida à luz desta verdade.
Recusar a fé na ressurreição é perder a própria vida. “Minha vida está escondida com Cristo em Deus”; sinto em mim o pulsar de sua vida ressuscitada?
Tenho medo de ressuscitar ou não ressuscitar?
Como está minha fé na ressurreição?

Oração (Vida)

Salmo 117 (118)
Refrão: Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel: é eterna a sua misericórdia.
A mão do Senhor fez prodígios, a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei de viver, para anunciar as obras do Senhor.
A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor: é admirável aos nossos olhos.

Contemplação (Vida e Missão)

O que o Evangelho o/a leva a experimentar?
Você tem procurado Jesus? Como você quer proclamar que Ele está vivo?

Bênção

Páscoa! Mergulhada no coração da nossa fé! Mergulhada nas fontes do nosso Batismo! Hoje, a Ressurreição de Cristo é para nós algo mais que um vago sentimento. A Ressurreição de Cristo é o "dínamo" das nossas vidas de batizados. A Ressurreição de Cristo é a energia que nos envia a testemunhar: "Cristo está vivo! Nós o encontramos!

Ir. Carmen Maria Pulga

O primeiro dia da semana é o domingo. Se o evento do dia anterior tinha sido grande, pela Páscoa ter coincidido com o sábado, dia consagrado a Deus, a ressurreição de Jesus marcou o início da nova criação; por isso, no cristianismo, o domingo é também considerado o oitavo dia. O relato condensa elementos que se entrelaçam. Sepulcro vazio e pedra rolada foram vistos por Maria de Mágdala, que simboliza o novo povo de Deus. Embora figure sozinha, quando disse: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”, deu a entender que outras pessoas estariam com ela, como nos outros relatos (Mt 28,1; Mc 16,1; Lc 24,10). Maria não falou do sepulcro, mas da ausência do corpo. O que viu, foi anunciar correndo a Simão Pedro e ao discípulo amado. Esses também correram e, além de ver o sepulcro aberto, viram dentro dele as faixas que envolviam o corpo e o sudário dobrado à parte. Apesar de serem sinais externos, provocaram a fé, pois o sepulcro vazio se tornou motivo de esperança. Dado singular se encontra no regresso dos dois para casa: nenhum anúncio foi feito aos demais. Essa primeira experiência termina sem desdobramentos. Enquanto Maria parou diante da ausência, Simão Pedro e o discípulo amado ficaram diante dos sinais da ausência. A fé da comunidade cristã primitiva apoiou-se mais nos encontros com Jesus ressuscitado do que nos sinais externos. Esses não são argumentos suficientes para sustentar a fé na ressurreição que se apoia, muito mais, na transformação da vida dos discípulos pela fé potenciada pelas experiências com o Senhor vivo, presente e operante no meio deles. O evangelista, quando escreveu seu Evangelho, tinha diante de si fiéis que não haviam tido um encontro pessoal com Jesus. Então, como se certificar de que, de fato, estava vivo? Só pela fé naqueles que fizeram essa experiência. Isso só era possível se o testemunho fosse digno de crédito por uma vida coerente com o que anunciavam. A saída do anonimato e o anúncio assumido como missão, sem medo da morte, também se tornaram credenciais de Jesus ressuscitado. Sob essa ótica, a alusão ao “discípulo amado” foi além da associação direta com um dos apóstolos. Essa figura passou a ser um símbolo de quem viu e creu no testemunho deles. Cada um de nós foi alcançado por esse testemunho. Isso, porém, não dispensa a reflexão sobre as narrativas que, por sua vez, são igualmente o resultado do querigma e da catequese. Quem é Jesus? Qual a sua missão? Como ser seu discípulo? São as questões inerentes a cada um dos quatro Evangelhos que continuam aguardando as respostas em nossa leitura e meditação.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.