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Sexta-feira, 19 de Abril de 2024
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Dia da Natação
Dia da Natação
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O ser humano possui habilidades que podem ser desenvolvidas mediante exercícios adequados. Andar, correr, arremessar e manusear são ações naturais do corpo humano, as quais ele executa com certa facilidade. Porém, em razão da necessidade de se locomover para obter alimento e abrigo, o ser humano precisou adquirir outras habilidades menos adequadas à sua anatomia. Uma delas é o ato de nadar.

Atravessar rios e lagos para locomover-se ou caçar deu origem à habilidade de nadar, embora o corpo humano não seja eficiente nessa tarefa, porque o ser humano evoluiu no sentido vertical, ao andar ereto. O ato de nadar exige uma posição horizontal, daí a necessidade de treinamento.

Há milênios que o ser humano nada. A prova disso são os símbolos da escrita egípcia, os quais retratam movimentos da pessoa nadando. Alguns arqueólogos descobriram que os gregos já conheciam a natação há mais de três mil anos. Na mitologia grega encontram-se inúmeras referências ao ato de nadar, executado pelos heróis e semideuses dos épicos. Na Grécia antiga eram famosos os nadadores da ilha de Delos, de Atenas e de Esparta. Em Roma, a natação era considerada um requinte social. A pessoa, para ser considerada culta, deveria saber nadar. Entre os soldados romanos, em suas rotinas diárias de atividades físicas, era regular a prática da natação. Depois dos exercícios físicos em terra, atravessavam a nado os rios.

Talvez o ser humano tenha desenvolvido a habilidade de nadar imitando os outros animais por ter vivido próximo de rios, lagos e mares, necessários à sua subsistência. O nado cachorrinho é assim chamado por que a pessoa o executa instintivamente quando cai na água, movimentando-se sem estilo, como um cão o faz. A partir desse movimento básico, o ser humano foi desenvolvendo variações para aumentar sua eficiência, seja em resistência, seja em velocidade. O nado de peito, por exemplo, era usado pelos soldados que carregavam seus utensílios na cabeça. Mais tarde, por volta de 1900, o inglês Frederick Cavill desenvolveu o famoso crawl australiano, ao observar nativos nadando na região do Ceilão. Seu filho, Richard Cavill, utilizou o método em competições, batendo todos os recordes de velocidade. Foram os americanos que aperfeiçoaram o método de Cavill e criaram o crawl americano, o qual deu muitas glórias ao país.

Outras novidades foram acrescentadas ao nado para melhorar sua eficiência, como a "pernada de seis tempos". Por volta de 1900, surgiram os nados borboleta e de costas, completando as modalidades desse esporte.

John Weissmuller, o Tarzã mais famoso de Hollywood, foi o maior campeão que a natação mundial conheceu. Ele chegou à fantástica marca de 67 títulos mundiais e 51 recordes mundiais, no estilo livre. Nos Jogos Olímpicos de 1924, Weissmuller ganhou a medalha de ouro nos 100 e nos 400m.

A natação chegou ao Brasil, como modalidade olímpica, apenas em 1908. Em 1912, o esporte foi regulamentado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo, passando a constar nas atividades esportivas. Uma equipe de natação do Brasil, composta por 29 atletas, participou da Olimpíada da Antuérpia, em 1920. Tetsuo Okamoto foi o primeiro nadador brasileiro a subir ao pódio, em 1952, ao ganhar a medalha de bronze nos jogos de Helsinque.

Atualmente, o Brasil tem se destacado no esporte, contando com atletas reconhecidos internacionalmente, ganhadores de medalhas. O esporte se difundiu, sempre aliado à imagem de vigor físico e saúde própria dos nadadores.

Retirado do livro: 'Datas Comemorativas cívicas e históricas', Paulinas Editora.