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Sexta-feira, 20 de Abril de 2018
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Dica de Vida Saudável do dia 12 de abril
De grão em grão muita saúde!
De grão em grão muita saúde!
framboise/VisualHunt

A paulista Iraci Benavenuti Azevedo é uma cozinheira de mão-cheia. Iraci trabalhou a vida toda como coque, ou melhor mestre-cuca. Mas, agora, mesmo aposentada, seus dotes culinários ainda estão na ativa, e ela continua a preparar pratos saborosos para a família e os amigos. O grão-de-bico está entre os prediletos.

Iraci aprendeu a preparar o grão-de-bico na casa de uma família de origem turca, onde trabalhou e não parou mais. “Sempre as patroas me pediam que fizesse pratos com grão-de-bico”, lembra. Ela não conhece as qualidades nutricionais desse alimento, mas diz que “é uma comida muito forte e boa, que faz bem à saúde”.

E como faz! As leguminosas, família à qual pertence o grão-de-bico, são os alimentos vegetais mais ricos em proteínas quando cozidos. “Contêm 6% a 11% de proteínas”, conta Liliana Paula Bricarello, nutricionista e professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo (SP). E o grão-de-bico? “Contém alto teor proteico, apresentando carboidratos complexos, como o amido, além de ser rico em fibras alimentares, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e outros minerais e compostos bioativos”, destaca ela.

O grão-de-bico ainda traz outros benefícios que justificam um lugar garantido em nosso cardápio. Ele acumula, por exemplo, os fitoestrógenos, substâncias também chamadas de hormônios vegetais e que, de acordo com pesquisas, são indicadas na prevenção da osteoporose e problemas cardiovasculares. Os fitoestrógenos já começam a ser até usados em terapias de reposição hormonal. “Essa substância também está presente em outras leguminosas, como a soja, e não apresenta contraindicações por ser proveniente de alimentos”, lembra a nutricionista Liliana.

O grão-de-bico surgiu nas regiões que hoje correspondem às áreas da Turquia ao Iraque. Seu cultivo chegou a outras partes do Oriente Médio, onde ainda é muito consumido, e alimentou as principais civilizações da Antiguidade, como a grega, a romana e a egípcia. Bem mais tarde, ele passou a ser consumido pelos portugueses e espanhóis, que o levaram à Península Ibérica e depois até a Ásia.

Por Rosangela Barboza/ Revista Família Cristã, edição 931.