Fundo
Terça-feira, 05 de Julho de 2022
Paulinas - A comunicação a serviço da vida
Data comemorativa do dia 22 de maio
Dia do Apicultor
Dia do Apicultor
Pixabay

Dá-se o nome de “apicultura” à arte de criar abelhas, uma atividade muito antiga, originária do Oriente, que pode ser praticada como hobby ou de modo profissional. A China, o México e a Argentina são os principais países exportadores de mel, e a Alemanha e o Japão são os maiores importadores.

A apicultura sempre foi feita de maneira muito rudimentar, e os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel, sendo necessário refazê-los a cada ano. Com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com as abelhas é diferente.

O apicultor é a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. As colmeias artificiais que ele fornece às abelhas são muito variadas e têm evoluído com o tempo. As mais rústicas eram simples troncos ocos ou cestos de vime; hoje, utilizam-se diferentes tipos de caixas, muito mais práticas e fáceis de manejar.

O verdadeiro trabalho do apicultor começa após a instalação de suas primeiras colmeias, e é a partir desse momento que surgem as diferenças entre a apicultura racional e a pilhagem ou exploração de enxames que vivem em estado natural.

O papel do apicultor é amparar suas abelhas nos momentos mais difíceis, para poder se beneficiar nos estágios em que as colmeias se encontram na plenitude produtiva. Para tanto, é preciso que ele entenda que a colônia vive em constante ciclo: nos períodos de escassez de alimento, a família definha, os zangões são expulsos da colmeia, cai a postura da rainha e, consequentemente, diminui ou cessa a produção de mel, pólen, geleia real, própolis e cera. Nesse momento, entra em ação o apicultor, que socorre a colônia providenciando alimento artificial para as abelhas, reduzindo a entrada do orvalho nos períodos de frio, auxiliando na manutenção da temperatura no interior da colmeia, fornecendo cera, verificando o estado dos favos etc.

Os maiores produtores de mel estabelecem suas colmeias em zonas de agricultura intensiva de laranja ou de eucalipto, pois não é prático cultivar plantas para a produção de mel. Nas épocas de floradas, a produção de mel da colônia é farta, e o apicultor colhe boa parte, sem causar prejuízo às abelhas. Cresce também a produção de pólen, cera, geleia real e própolis, que deve ser explorada racionalmente. Assim, a colônia cresce, permitindo ao apicultor desenvolver e ampliar seu apiário, fortalecer enxames fracos, desdobrar colônias mais vigorosas e criar novas rainhas para substituir as idosas, cansadas e decadentes.

O apicultor precisa saber qual é o melhor momento para colher o mel e qual quantidade pode extrair sem prejudicar as abelhas. Ele deve tirar unicamente os favos que contêm mel maduro, colocando-os em uma máquina centrífuga, que extrai o mel sem quebrá-los, para que depois possam ser utilizados novamente. Antes de engarrafar o mel, o apicultor precisa filtrá-lo, para que fique livre dos restos de cera.

Não basta apenas ter algumas colmeias para ser apicultor: é preciso entender o comportamento social das abelhas, sua biologia e estar sempre se atualizando sobre as técnicas de manejo e produção. Isso torna essa arte ainda mais nobre e cativante, pois as descobertas se renovam. A importância do mel para a humanidade é indiscutível, pois é o adoçante mais antigo de que se tem notícia. Os arqueólogos encontraram vestígios de mel em peças de barro que datam de 3400 a.C. No entanto, cientistas afirmam que deve ser muito mais antigo, visto que a origem das abelhas data de 42 milhões de anos atrás.

Retirado do livro: “Datas comemorativas cívicas e históricas”, Paulinas Editora.