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Data comemorativa do dia 24 de junho
Dia do Caboclo (Mameluco)
Dia do Caboclo (Mameluco)
Wikimedia Commons

O caboclo, ou mameluco, tem sua origem na miscigenação da raça branca com a indígena, com predominância da última. O resultado dessa mescla é uma raça forte e bonita.

A miscigenação é o resultado da mistura de povos diferentes, e os brasileiros herdaram essa mestiçagem desde a época da colonização. Pode-se dizer que um quarto da população brasileira é descendente de índios e brancos.

O índio amazônico, por seu temperamento dócil, foi facilmente dominado pelo branco colonizador. Como os colonizadores europeus geralmente vinham para o Brasil sozinhos, sem as esposas, as aborígenes acabavam por ser alvo de assédio sexual e serviam de matrizes para a criação da raça cabocla.

Esse assédio era tão comum que o fundador da cidade de Santarém (PA), um padre chamado João Felipe Bettendorf, confinava as índias solteiras em uma espécie de curral, por um período de tempo, sob um pretexto religioso, mas com a real motivação de protegê-las do colonizador branco.

Ao longo do século XVIII, o europeu percorreu também a região Sul e encontrou muitas tribos indígenas em seu caminho. A miscigenação de brancos e índios foi inevitável.

Com o passar dos anos, o termo “caboclo” passou de étnico-produtivo a social-produtivo, por reconhecer como caboclo todo indivíduo que se dedica à economia agrícola de subsistência, seja ele de origem indígena ou não.

De acordo com a Constituição brasileira, todos os seres humanos têm direitos, independentemente de raça, cor ou religião. Infelizmente, esses direitos da cidadania muitas vezes não são respeitados em função de um racismo ainda existente no Brasil. O que se deve lembrar é que todos os brasileiros descendem de “índios e negros” e que seus antepassados foram os responsáveis pela construção do País; portanto, a miscigenação deve ser exaltada e respeitada, pois o povo brasileiro é essa mistura de raças, e não há sentido em manter o preconceito no País.

Retirado do livro: “Datas comemorativas cívicas e históricas”, Paulinas Editora.