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Domingo, 25 de Outubro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 25/10/2026

30ª Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Ex 22,20-26 Salmo: Sl 17(18) - Em minha aflição clamo ao Senhor. 2ª Leitura: 1Ts 1,5c-10
evangelho
Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Esse é o maior e o primeiro mandamento. Mas um segundo, equivalente a esse, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. - Mt 22,34-40

Quando os fariseus souberam que tinha calado os saduceus, reuniram-se como grupo, e um deles – que era especialista da Lei –, para pô-lo à prova, perguntou-lhe: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Ele lhe respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Esse é o maior e o primeiro mandamento. Mas um segundo, equivalente a esse, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos apoia-se toda a Lei e os Profetas”.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

30º Domingo do Tempo Comum. A liturgia de hoje convida-nos a colocar o amor – o amor a Deus e o amor aos irmãos – no centro da nossa vida. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – é que deixemos nosso coração ser submergido pelo amor.
“Senhor Jesus, concede-me crer firmemente no amor que Tu me revelaste e que doaste no teu Evangelho. Faze que eu ouça cada dia a tua voz que me chama a seguir-te para sentir sempre em mim os benefícios da tua redenção. Amém.”




A Palavra é o encontro salvífico do ser humano com Deus. A palavra nos indica o caminho que nos conduz à vida, mas ela só produz frutos se encontrar um terreno bom.
Silenciando seu coração, repita algumas vezes a oração: “Espírito Santo, necessitamos de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir”.

Leitura (Verdade)

Leia o texto do Evangelho de hoje com bastante calma, quantas vezes julgar necessário, e destaque os verbos que mais lhe chamaram atenção. Procure compreender o contexto do relato: lugares, pessoas, perguntas que são feitas... Em seguida responda: quais são as palavras e os ensinamentos de Jesus?

Evangelho: Mt 22,34-40 Quando os fariseus souberam que tinha calado os saduceus, reuniram-se como grupo, e um deles – que era especialista da Lei –, para pô-lo à prova, perguntou-lhe: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Ele lhe respondeu: “‘Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente’. Esse é o maior e o primeiro mandamento. Mas um segundo, equivalente a esse, é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’. Nesses dois mandamentos apoia-se toda a Lei e os Profetas”.

“O que fará o cristão no mundo? Ensinar que o amor, apesar das aparências de fracasso, não se perde. O amor é sempre vencedor porque Deus é amor. O cristão se esforça para que ninguém desista de amar, mesmo sendo uma experiência dolorosa. Muitas vezes o amor vem acompanhado de desilusões, de traições, de incompreensões, de ingratidões. Apesar disso, o amor não se perde; termina sempre em Deus. O cristão sabe que tudo o que se faz de bem aos outros “foi a mim que fi zeste”, é feito a Jesus. O amor começa em Deus e termina em Deus. Missão é um ato de amor em favor do amor. Não é imposição, concorrência, proselitismo, invasão. Amar a Deus, amar o próximo e ser amado por Deus. Isso basta”. (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Jesus estabelece que o maior mandamento é o mandamento do amor; e esse mandamento fundamental concretiza-se em duas dimensões que se completam mutuamente – a do amor a Deus e a do amor ao próximo.
Na perspectiva de Jesus, o que é que isto implica exatamente?
O que é que significa “amar a Deus”?
Como é que deve ser esse “amor aos irmãos”?
Como você tem demonstrado que ama a Deus de todo o coração, alma e entendimento?
Você tem amado ao próximo como a si mesmo?
A maneira de Jesus amar é a medida com que amamos os nossos irmãos.
Somos testemunhas, junto daqueles que a vida coloca ao nosso lado, da bondade, da ternura, da misericórdia, do amor de Deus?

Oração (Vida)

“Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a Ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade, queremos aprender de Vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por Vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos, para buscar, em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

O maior mandamento é o do amor. Uma religião sem amor não tem razão para existir.
Quem é este “próximo” que tenho dificuldade em amar?
O Evangelho deste domingo compromete-nos com uma pessoa particular: através de uma palavra, de um gesto, de uma visita que traduzirá o amor que temos para com ele/ela. Comprometer-se com uma pessoa particular…

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A fé não é uma bússola que aponta ora para a vertical, ora para a horizontal. É conhecimento de Deus e da sua vontade, que, por sua vez, determina o comportamento nessas duas direções. Por isso, a fé não se esgota no mero empenho religioso ou social; razão pela qual não pode ser reduzida a “pura” relação com Deus. A fé se expressa viva no amor a Deus e ao próximo. Quando se pensa e se valoriza demasiadamente as coisas grandes, pode-se esquecer ou negligenciar, geralmente, as coisas pequenas, que podem até ter mais importância do que é considerado grande. Talvez por isso Jesus tenha dito que nenhum copo de água fresca seria esquecido (Mt 10,42). Sob essa ótica, pode-se perguntar: o que, para o ser humano, seja ele religioso ou não, é decisivo, importante e fundamental para promover a vida humana com dignidade? A questão é antiga e sempre atual. O ser humano, que percebe a realidade de forma aguçada e reflete sobre a existência com critérios, quer saber o que é essencial para a vida. Mas o que chama a atenção no Evangelho é a motivação que levou um dos fariseus a propor a questão para Jesus. Na base estava a secular rixa entre saduceus e fariseus, que disputavam o domínio sobre o povo com suas práticas religiosas e suas interpretações da legislação mosaica. Na verdade, a questão era simples e a resposta, óbvia. A novidade está na união que Jesus fez de dois textos da Torá, pois colocou, lado a lado, Deuteronômio 6,5 e Levítico 19,18.24. Para Jesus, o valor a ser privilegiado tem a ver com as escolhas absolutamente necessárias, a fim de que o ser humano não se perca ou se disperse nos seus múltiplos empenhos, que, na maioria das vezes, são acidentais e periféricos. Se amar não for a ação geradora e reguladora de todas as ações, corre-se o risco de se fazer coisas grandes, com sérios esforços e empenhos, mas que resultarão vazias de significado. Seria como semear sementes belas e perfeitas, mas estéreis e incapazes de encher as espigas de grãos. Aqui se aprende a não se opor a graça de Deus ao empenho social. Jesus parece não ter aceito que as soluções fossem unilaterais. Por isso, não citou o amor a Deus desvinculado do amor ao próximo. A realização do amor a Deus encontra-se no amor ao próximo, e vice-versa. Pode-se evocar 1 João 4,20-21: é mentiroso quem diz que ama a Deus, mas não ama seu próximo. O amor, em sua dupla vertente, resume toda a legislação e toda a profecia, pois não exclui da realidade nenhum setor ou pessoa, mas abarca e abraça toda a vida, seja pessoal, seja social. Por essa perspectiva, o amor não é utópico, mas empírico, tanto na vertical quanto na horizontal.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.