Evangelho do dia 14/12/2020
São João da Cruz, memória - Ano B - Branca
Com que autoridade fazes essas coisas? - Mt 21,23-27
Jesus voltou ao templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele, perguntando: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu essa autoridade?” Jesus respondeu-lhes: “Eu também vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?” Eles ponderavam entre si: “Se respondermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ Se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com medo do povo, pois todos têm João em conta de profeta”. Então lhe responderam: “Não sabemos”. Ao que ele retrucou: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.
Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.Oração Inicial
Hoje a liturgia faz memória de São João da Cruz, um dos grandes mestres da experiência mística. Iniciemos a nossa oração traçando sobre nós esse grande sinal de nossa fé, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Ó Verbo, esplendor do Pai, na plenitude dos tempos, descestes do céu para redimir o mundo. Vosso evangelho de paz nos livre de toda a culpa, infunda a luz em nossas mentes e esperança em nossos corações. Quando vierdes como um juiz, entre os esplendores do céu, acolhei-nos à vossa direita na assembleia dos bem-aventurados. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo, como no princípio agora e sempre. Amém.
Leitura (Verdade)
“Que te deu tal autoridade?” Faça a leitura do Evangelho lenta e atentamente, quantas vezes julgar necessário. Reflita bem sobre o sentido de cada versículo, repita aqueles que mais lhe chamaram atenção e procure identificar a mensagem central do texto.
“Jesus não foge dos confrontos com seus opositores. Desta vez ele ensina no Templo, local impregnado pelo fermento da maldade dos sumos sacerdotes e doutores da lei. Jesus não era da tribo sacerdotal nem fazia parte da hierarquia religiosa. Por isso questionaram sua autoridade. O povo já havia afirmado que ele pregava “com autoridade”, e não como os escribas. A autoridade vinha do Pai e de suas obras; portanto, não achou necessário dar explicações a seus opositores, mesmo porque eles não as aceitariam. Quando nos preparamos para o Natal, é importante questionar nossa legitimidade, nossa autoridade, nosso nome de cristãos. Ainda temos tempo para aguardar Aquele que vem preparar o presépio de nosso coração.” (Viver a Palavra – 2020. Frei Aldo Colombo - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
O que o texto diz a você? Aproxime-se da Palavra novamente, faça a sua meditação e procure identificar o caminho que o Senhor lhe indica. O que diz o texto a você? Faça a meditação da Palavra, buscando compreender o que o Evangelho de hoje diz a você. Escutar a Palavra é escutar o Senhor, que fala conosco por meio dela. Leia novamente o texto bíblico e faça silêncio por alguns instantes, deixando-se tocar por Deus.
Oração (Vida)
O que o texto o(a) leva a dizer a Deus? Faça a sua oração a partir do que a Palavra despertou em você, para que ela se torne vida em sua vida. Apresente ao Senhor, neste momento de oração, aquilo que você traz no coração, suas preocupações e as intenções de outras pessoas.
Agradeça tudo o que a Palavra permitiu compreender e vivenciar do mistério de Cristo. Apresente ainda ao Senhor a oração que brotou em seu coração durante a leitura orante.
“Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar às pessoas a vida em plenitude. Nós vos louvamos e agradecemos, porque morrestes na cruz para obter-nos a vida divina que nos comunicais no batismo e alimentais com a Eucaristia e os outros sacramentos. Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito, para que vos amemos com todo o nosso ser e amemos o próximo como a nós mesmos no vosso amor. Fazei crescer em nós esse amor para que um dia, ressuscitados, partilhemos convosco a alegria do Reino dos céus. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Qual novo olhar nasceu em você, a partir da Palavra? O que a Palavra o(a) leva a experimentar? O que ela deixa em seu coração, para ser vivido neste dia? O amor nos ajudará a acolher o sofrimento do irmão Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?
Bênção
A benção é dom de Deus, Ele é que quem abençoa, e toda pessoa pode pedir a sua benção e também dá-la em nome de Deus, basta que acredite que ela acontece. Normalmente quando dizemos: “Deus te abençoe”, estamos fazendo um pedido a Deus em favor de alguém. Os pais e as mães são os primeiros a interceder por seus filhos e filhas. Assim como em Nm 6,22-27, a invocação é feita a Deus, Ele é que abençoa. Pelo nosso sacerdócio comum dos fiéis, que recebemos pelo Batismo, podemos também pedir a Deus que ele nos abençoe.
Jesus argumenta em defesa própria a partir de João Batista. Os sacerdotes e os anciãos contestaram a autoridade com a qual ele tinha expulsado os vendilhões do Templo. “Com que autoridade fazes essas coisas?”, perguntaram-lhe. Jesus não deu nenhuma resposta, e fez outra pergunta: “De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?”. Mais uma vez encontramos João no caminho do Advento, preparando o povo de Israel para o juízo final. Ele veio a mando de Deus. Era do céu seu Batismo apregoado ao povo para a remissão dos pecados. As autoridades religiosas do Templo não aceitavam nem a pessoa nem a pregação de João Batista, por isso não se fizeram batizar. Muitas vezes puseram Jesus à prova, criando-lhe ciladas. Agora é ele quem coloca os sacerdotes e os anciãos em dificuldade. O povo, em geral, aceitava João Batista. As autoridades religiosas ficariam mal com o povo se discordassem publicamente dele. Houve silêncio dos dois lados. Nem os sacerdotes responderam, nem Jesus. Responder a uma pergunta com outra parece ter bom resultado.
Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas.Evangelho do dia 14/12/2020
São João da Cruz, memória - Ano B - Branca
Com que autoridade fazes essas coisas? - Mt 21,23-27
Jesus voltou ao templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele, perguntando: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu essa autoridade?” Jesus respondeu-lhes: “Eu também vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?” Eles ponderavam entre si: “Se respondermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ Se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com medo do povo, pois todos têm João em conta de profeta”. Então lhe responderam: “Não sabemos”. Ao que ele retrucou: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.
Oração Inicial
Hoje a liturgia faz memória de São João da Cruz, um dos grandes mestres da experiência mística. Iniciemos a nossa oração traçando sobre nós esse grande sinal de nossa fé, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Ó Verbo, esplendor do Pai, na plenitude dos tempos, descestes do céu para redimir o mundo. Vosso evangelho de paz nos livre de toda a culpa, infunda a luz em nossas mentes e esperança em nossos corações. Quando vierdes como um juiz, entre os esplendores do céu, acolhei-nos à vossa direita na assembleia dos bem-aventurados. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo, como no princípio agora e sempre. Amém.
Leitura (Verdade)
“Que te deu tal autoridade?” Faça a leitura do Evangelho lenta e atentamente, quantas vezes julgar necessário. Reflita bem sobre o sentido de cada versículo, repita aqueles que mais lhe chamaram atenção e procure identificar a mensagem central do texto.
“Jesus não foge dos confrontos com seus opositores. Desta vez ele ensina no Templo, local impregnado pelo fermento da maldade dos sumos sacerdotes e doutores da lei. Jesus não era da tribo sacerdotal nem fazia parte da hierarquia religiosa. Por isso questionaram sua autoridade. O povo já havia afirmado que ele pregava “com autoridade”, e não como os escribas. A autoridade vinha do Pai e de suas obras; portanto, não achou necessário dar explicações a seus opositores, mesmo porque eles não as aceitariam. Quando nos preparamos para o Natal, é importante questionar nossa legitimidade, nossa autoridade, nosso nome de cristãos. Ainda temos tempo para aguardar Aquele que vem preparar o presépio de nosso coração.” (Viver a Palavra – 2020. Frei Aldo Colombo - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
O que o texto diz a você? Aproxime-se da Palavra novamente, faça a sua meditação e procure identificar o caminho que o Senhor lhe indica. O que diz o texto a você? Faça a meditação da Palavra, buscando compreender o que o Evangelho de hoje diz a você. Escutar a Palavra é escutar o Senhor, que fala conosco por meio dela. Leia novamente o texto bíblico e faça silêncio por alguns instantes, deixando-se tocar por Deus.
Oração (Vida)
O que o texto o(a) leva a dizer a Deus? Faça a sua oração a partir do que a Palavra despertou em você, para que ela se torne vida em sua vida. Apresente ao Senhor, neste momento de oração, aquilo que você traz no coração, suas preocupações e as intenções de outras pessoas.
Agradeça tudo o que a Palavra permitiu compreender e vivenciar do mistério de Cristo. Apresente ainda ao Senhor a oração que brotou em seu coração durante a leitura orante.
“Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar às pessoas a vida em plenitude. Nós vos louvamos e agradecemos, porque morrestes na cruz para obter-nos a vida divina que nos comunicais no batismo e alimentais com a Eucaristia e os outros sacramentos. Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito, para que vos amemos com todo o nosso ser e amemos o próximo como a nós mesmos no vosso amor. Fazei crescer em nós esse amor para que um dia, ressuscitados, partilhemos convosco a alegria do Reino dos céus. Amém.”
Contemplação (Vida e Missão)
Qual novo olhar nasceu em você, a partir da Palavra? O que a Palavra o(a) leva a experimentar? O que ela deixa em seu coração, para ser vivido neste dia? O amor nos ajudará a acolher o sofrimento do irmão Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?
Bênção
A benção é dom de Deus, Ele é que quem abençoa, e toda pessoa pode pedir a sua benção e também dá-la em nome de Deus, basta que acredite que ela acontece. Normalmente quando dizemos: “Deus te abençoe”, estamos fazendo um pedido a Deus em favor de alguém. Os pais e as mães são os primeiros a interceder por seus filhos e filhas. Assim como em Nm 6,22-27, a invocação é feita a Deus, Ele é que abençoa. Pelo nosso sacerdócio comum dos fiéis, que recebemos pelo Batismo, podemos também pedir a Deus que ele nos abençoe.
Jesus argumenta em defesa própria a partir de João Batista. Os sacerdotes e os anciãos contestaram a autoridade com a qual ele tinha expulsado os vendilhões do Templo. “Com que autoridade fazes essas coisas?”, perguntaram-lhe. Jesus não deu nenhuma resposta, e fez outra pergunta: “De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?”. Mais uma vez encontramos João no caminho do Advento, preparando o povo de Israel para o juízo final. Ele veio a mando de Deus. Era do céu seu Batismo apregoado ao povo para a remissão dos pecados. As autoridades religiosas do Templo não aceitavam nem a pessoa nem a pregação de João Batista, por isso não se fizeram batizar. Muitas vezes puseram Jesus à prova, criando-lhe ciladas. Agora é ele quem coloca os sacerdotes e os anciãos em dificuldade. O povo, em geral, aceitava João Batista. As autoridades religiosas ficariam mal com o povo se discordassem publicamente dele. Houve silêncio dos dois lados. Nem os sacerdotes responderam, nem Jesus. Responder a uma pergunta com outra parece ter bom resultado.
Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas.