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Sábado, 24 de Outubro de 2020
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Evangelho do dia 18/10/2020

29º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Is 45,1.4-6 Salmo: Sl 96(95) - Dai ao Senhor glória e poder! 2ª Leitura: 1Ts 1,1-5b
evangelho
Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus - Mt 22,15-21

Os fariseus saíram e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para perguntar: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. Não te deixas influenciar por ninguém, pois não olhas a aparência das pessoas. Dize-nos o que pensas: é permitido, ou não, pagar imposto a César?” Jesus percebeu-lhes a maldade e disse: “Hipócritas! Por que me armais uma cilada? Mostrai-me a moeda do imposto!” Apresentaram-lhe a moeda. “De quem é esta figura e a inscrição?”, perguntou ele. “De César”, responderam. Ele então lhes disse: “Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Estamos no 29º domingo do Tempo Comum. Hoje, celebramos com toda a Igreja o Dia Mundial das Missões. Rezemos em comunhão com todos os missionários e missionárias que, com seu anúncio, “procuram ajudar os povos a colocarem as coisas nos seus devidos lugares, dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.


“Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Qual comparação Jesus utiliza? Quem são os personagens e qual é o tema central de suas discussões?

“O plano bem elaborado não trouxe resultados. Jesus separa as coisas de César e as coisas de Deus. Os judeus pensavam no Reino de Jesus em termos humanos e, neste caso, nada melhor que unir as coisas de César com as coisas de Deus. Isto nunca será possível. As coisas de César vêm manchadas de sangue e opressão; as coisas de Deus visam à vida e à liberdade. Podemos entender as coisas de César como dimensão política. E aí continua difícil estabelecer limites. O poder civil tem como obrigação promover o bem comum, que tem tudo a ver com o Mandamento do Amor. Caso contrário, é ilegítimo. A Igreja não faz política partidária – que é de César –, mas estabelece critérios para uma sociedade justa. E isto é de Deus!” (Viver a Palavra – 2020. Frei Aldo Colombo - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Jesus ensina que a verdadeira libertação acontece dentro de cada um. É uma mudança interior. Jesus tem uma paz para oferecer ao mundo que não passa pelas espadas, mas que transforma o coração.
De onde vem minha paz? Eu sei distinguir o que é de Deus e o que é de Cesar?
Ser discípulo de Jesus não é fácil, pois diariamente os valores de nossa fé são confrontados com os valores do mundo. Quais são minhas atitudes diante deste confronto?

Oração (Vida)

A missão é de Deus, e somos convidados a cooperar com ela. Motivados pela alegria do Evangelho para uma Igreja em saída, apresentemos ao Senhor as nossas preces, dizendo: “Senhor, ajudai-nos a viver e a anunciar a alegria do Evangelho”.
- Pai de bondade, conservai o papa Francisco sempre fiel na missão de liderar a Igreja em sua nova etapa evangelizadora, marcada pela alegria.
- Acompanhai com vosso Espírito os missionários e as missionárias que doam sua vida, longe da família e da pátria, para que não lhes faltem a alegria do Evangelho, a fidelidade e a ousadia no serviço profético da missão.
- Senhor da messe, despertai em nossas famílias e comunidades vocações missionárias, dispostas a testemunhar a alegria do Evangelho em todos os continentes.
- Encorajai a vossa Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho até os confins do mundo.
Senhor, ajudai-nos a viver e a anunciar a alegria do Evangelho.

Contemplação (Vida e Missão)

Contemplando o poder de Jesus e sua força libertadora como quero estar junto dele neste dia e deixar que Ele expulse de mim tudo o que me impede de amar com liberdade de coração?

Bênção

Abençoe-nos o Deus da vida, do amor, da justiça e da paz. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Permaneçamos unidos a Jesus Cristo nosso Caminho, nossa Verdade e nossa Vida.

Ir. Carmen Maria Pulga

Presentes no mundo, em todas as culturas e nações, os missionários se inserem em realidades que os levam ao confronto com César e suas moedas. Hoje é o Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária. O discípulo missionário se esforça para tornar conhecido o verdadeiro Deus, que ele experimentou em sua vida e de cuja veracidade está convencido. O anúncio do verdadeiro e único Deus implica o reconhecimento, por parte de qualquer governante, de que ele mesmo não é Deus. César tem que reconhecer que não é Deus e que deve obediência a Deus. A moeda pode ser dele. O que não pode é ser usada em desacordo com a vontade de Deus. Esta tarefa missionária significa mudança e conversão nos sistemas de governo em todos os seus níveis. O que Deus espera de um governante é a paz gerada pela justiça. Quando Jesus disse: “Entre vós não será assim”, ele se referia ao modo tirânico de governar. Paulo, Silvano e Timóteo agradecem a Deus pelo resultado de seu trabalho missionário em Tessalônica, por como os cristãos daquela localidade testemunhavam na prática sua real conversão. Estes discípulos missionários podiam ver com alegria o resultado de seu trabalho na fé ativa, na caridade esforçada e na esperança firme dos tessalonicenses. O Evangelho lhes foi anunciado não só por palavras, mas com toda a força do Espírito Santo. Ciro da Pérsia, que era um rei pagão, submeteu-se ao chamado do Senhor e aprendeu que somente o Senhor é Deus e sem ele nada existe. Todas as vitórias de Ciro foram permitidas por Deus e Deus mesmo o inspirou a deixar partir o povo de Israel que vivia no exílio da Babilônia. As moedas eram de Ciro, as armas e os exércitos eram de Ciro, mas Ciro devia reconhecer que ele era de Deus, e não era Deus. Dê a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. São Paulo orienta os romanos à devida submissão às autoridades constituídas. Devemos nos submeter às autoridades constituídas, “pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus”. Diz ele que devemos pagar os impostos, “pois os que governam são servidores de Deus e se desincumbem com zelo de seu ofício”. São Paulo ensina a dar a César o que é de César e dar César a Deus, porque os que governam foram estabelecidos por Deus. A autoridade não existe para dominar, mas é instrumento de Deus para nos conduzir ao bem. Faz parte do trabalho do discípulo missionário no meio do mundo fazer com que as autoridades saibam qual é o seu lugar e o seu ofício. Um poder que quisesse ocupar o lugar de Deus e não protegesse o bem, mas propagasse o mal, não deveria ter a submissão de ninguém. Os israelitas não podiam aceitar na moeda a imagem de César que se fazia adorar como se fosse uma divindade do panteão romano. De Deus não se faz imagem porque a única imagem aceitável já está feita, e esta é o ser humano vivo. “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, foi dito por Deus no sexto dia da criação. A moeda de César significa o poder econômico, que hoje mostra mais claramente a sua maldade. Os interesses econômicos estão na base da corrupção presente nos sistemas sociais. O que dá forma, ordem, estabilidade ao conjunto dos acontecimentos da vida social é um sistema marcado pela ganância. Há um prazer em ter mesmo sem saber para quê. Esse modelo coloca a sociedade debaixo da moeda de César.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas.