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Domingo, 11 de Outubro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 11/10/2026

28º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Is 25,6-10a Salmo: Sl 22(23) - Voltarei à casa do Senhor. 2ª Leitura: Fl 4,12-14.19-20 Evangelho Opcional: (ou mais breve: Mt 22,1-10)
evangelho
Muitos são chamados, mas poucos escolhidos - Mt 22,1-14

Retomando a palavra, Jesus lhes falou novamente em parábolas: “O Reino dos Céus é semelhante a um rei que fez uma festa de núpcias para seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados para a festa de núpcias, mas estes não quiseram vir. Enviou novamente outros servos com esta instrução: ‘Dizei aos convidados: eis que preparei meu almoço! Meus touros e animais cevados foram mortos, e tudo está pronto. Vinde à festa de núpcias!’ Mas eles, sem terem dado a menor atenção, foram, um para seu campo, outro para seu negócio; os demais, tendo agarrado os servos, os maltrataram e os mataram. O rei ficou enfurecido e, enviando suas tropas, acabou com aqueles assassinos e incendiou a cidade deles. Então disse a seus servos: ‘A festa de núpcias está pronta, mas os convidados não eram dignos. Ide, portanto, para as encruzilhadas dos caminhos e chamai para a festa de núpcias todos os que encontrardes!’ E aqueles servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a festa de núpcias ficou repleta de convivas. Mas, quando o rei entrou para observar os convivas, viu ali um homem que não estava usando a veste de festa de núpcias; então lhe disse: ‘Amigo, como entraste aqui sem a veste de festa de núpcias?’ Mas ele ficou calado. Então o rei disse aos servidores: ‘Amarrai seus pés e mãos e lançai-o para a extrema escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. Com efeito, muitos são chamados, mas poucos escolhidos”.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

28º Domingo do Tempo Comum. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Senhor, Rei da vida, bendito sejas por este novo dia!
Na escuta da Palavra, reconhecemos a generosidade do amor de Deus para conosco, seu desejo de que ninguém fique fora de seu Reino.
Rezamos: “Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”
Acalmo todo meu ser e foco-me no Evangelho que a liturgia oferece hoje. Assim estou em comunhão com toda a comunidade cristã acolhendo a semente da Palavra. Quero que em mim ela produza frutos, muitos frutos, por isso abro meu coração e meus ouvidos.




Oremos: “Nós vos pedimos, Senhor, que vossa graça nos preceda e acompanhe e nos torne atentos para perseverar na prática do bem.”

Leitura (Verdade)

Jesus está ensinando não somente aos discípulos, mas a todos nós, que estamos sujeitos, hoje, a mesma realidade. Faça a leitura do Evangelho com calma e atenção. Qual é o contexto da narrativa? A quem Jesus está instruindo? Ao meditar este Evangelho quais são as surpresas de Deus para você?

Evangelho: Mt 22,1-14 “Retomando a palavra, Jesus lhes falou novamente em parábolas: “O Reino dos Céus é semelhante a um rei que fez uma festa de núpcias para seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados para a festa de núpcias, mas estes não quiseram vir. Enviou novamente outros servos com esta instrução: ‘Dizei aos convidados: eis que preparei meu almoço! Meus touros e animais cevados foram mortos, e tudo está pronto. Vinde à festa de núpcias!’ Mas eles, sem terem dado a menor atenção, foram, um para seu campo, outro para seu negócio; os demais, tendo agarrado os servos, os maltrataram e os mataram. O rei ficou enfurecido e, enviando suas tropas, acabou com aqueles assassinos e incendiou a cidade deles. Então disse a seus servos: ‘A festa de núpcias está pronta, mas os convidados não eram dignos. Ide, portanto, para as encruzilhadas dos caminhos e chamai para a festa de núpcias todos os que encontrardes!’ E aqueles servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a festa de núpcias ficou repleta de convivas. Mas, quando o rei entrou para observar os convivas, viu ali um homem que não estava usando a veste de festa de núpcias; então lhe disse: ‘Amigo, como entraste aqui sem a veste de festa de núpcias?’ Mas ele ficou calado. Então o rei disse aos servidores: ‘Amarrai seus pés e mãos e lançai-o para a extrema escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. Com efeito, muitos são chamados, mas poucos escolhidos”.

“Jesus faz todo o esforço para se tornar compreendido. Desta vez, o Reino dos Céus, a missão maior de Jesus, é comparado a uma festa de casamento. Trata-se de um dia importante para as famílias, um dia de fartura e alegria. Na hora H, porém, os principais convidados acabam não indo. Perdem, assim, a oportunidade de se alegrarem com as músicas, as danças, as comidas, as bebidas e as boas conversas. Então só resta ao dono da festa convidar outros que dela queiram participar. Apesar de o convite se estender a todos, há regras básicas, sendo a principal estar trajado com as vestes do amor, da justiça, da verdade, da integridade.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Esta parábola é um convite para todos nós. É um alerta de que mesmo depois de aceitar o convite à proposta do Reino, temos que continuar vigilantes. É fácil distrair-nos com nossas ocupações, desperdiçarmos as oportunidades de festejar com o Senhor em seu banquete.
Eu já aceitei o convite para participar do Banquete das Bodas?
Minha resposta positiva aos convites para o bem supera minhas desculpas e justificativas?
Será que eu também não sou como este homem da veste diferente que, a todo o momento, se posiciona contrário e dou testemunho falso dentro de minha família ou comunidade?
Percebendo como são as minhas reações, reflito se também preciso mudar?

Oração (Vida)

Este momento deixo meu coração falar com Deus. O que quero lhe dizer?

Permaneça comigo, Senhor, abençoa meus projetos de trabalho, minha vontade de fazer o bem e, que tudo o que eu fizer até mesmo as pequenas gentilezas sejam um testemunho de minha sintonia com a tua proposta de fraternidade e de serviço gratuito em prol do teu reinado sobre toda a criação.
Rezo como missionário(a) pelas necessidades de meu povo. Falo com Deus das fragilidades humanas (lembro as classes menos favorecidas, as que exercem responsabilidade com o povo). Se desejar conclua:

“Jesus, divino mestre, nós vos adoramos, filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos para buscar em tudo a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Qual é a aplicação da Palavra em sua vida? O que você se propõe viver? Como pretende atingir esse propósito

Bênção

O Senhor Jesus Cristo esteja ao meu lado para me sustentar,
Dentro de mim para me encorajar,
Diante de mim para me orientar,
Atrás de mim para me proteger,
Acima de mim para me abençoar.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Que a bênção de Deus Pai de amor e bondade desça sobre mim e sobre toda a humanidade, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A parábola faz parte do anúncio escatológico de Jesus, no qual o Reino dos Céus é comparado a um banquete de núpcias organizado por um rei para seu filho. Na Sagrada Escritura, as núpcias eram celebradas como um evento importante, que mobilizava os vilarejos e as cidades, e durava vários dias (Tb 8,19-20; Jo 2,1-11). No Novo Testamento, Jesus é apresentado como o noivo que já vive entre os convidados, isto é, entre os que formam a sua comunidade de discípulos (Mt 9,15), que esperam, com alegria, pelo acontecimento das núpcias. Esse banquete messiânico não expressa apenas esperança ou expectativa meramente humana, mas também é a expressão da realidade do juízo de Deus que recapitula tudo em seu Unigênito Filho, em quem se estabelecem as justas relações entre bens terrenos e futuros. Jesus, pela parábola, interpreta a realidade esperançosa que vocacionou e animou a vida dos inúmeros profetas que foram enviados por Deus ao longo da história do seu povo. Com isso, aproxima o passado, com suas promessas, ao presente, que as realiza, em função de um futuro transformado. O Reino dos Céus se fez visível e operante em Jesus, em torno do qual acontece a convocação universal da humanidade em função do que está por vir. O chamado divino é urgente, porque tudo está pronto para as núpcias. Israel, porém, demonstrou-se incapaz de perceber e de acolher os sinais dos tempos em que recebeu a visitação de Deus. Com isso, se autoexcluiu da gestão confiada por Deus a favor não só de si mesmo, mas também de todos os povos. Os planos de Deus, porém, não podem ser anulados e tampouco negados pelos que tinham sido escolhidos: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos que o receberam, deu-lhes a capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome” (Jo 1,11-12). Deus não se deixa vencer pela rejeição do seu povo e se demonstra aberto para conceder a sua graça aos de fora, isto é, aos gentios que foram chamados e encontrados pelas encruzilhadas e estradas. A sala ficou repleta de convivas. Contudo, até para esses, apesar da disponibilidade na resposta, também pode acontecer o risco da exclusão, se não houve uma sincera conversão, simbolizada pela falta da veste nupcial. Esta não significa algo externo, mas é sinal da mudança de mentalidade que redireciona o comportamento. A conversão, nesse sentido, é o ingresso a ser apresentado para se ter uma plena participação nas núpcias que celebram a salvação. A comunidade de fé, em todos os tempos e locais, é chamada a manifestar o amor ilimitado de Deus pelo ser humano, tornando-o visível no banquete da caridade universal, da qual ninguém é excluído. Se alguém não quiser ser plenamente disponível para acolher a Deus e a sua vontade, o risco da exclusão é sempre uma possibilidade.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.