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Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020
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Mensagem do dia 22 de novembro
Ações de paz mais do que palavras
Ações de paz mais do que palavras
Pixabay

Sabemos que na história, não faltaram e não faltam tratados de paz, nem discursos de paz. Isto é tão verdade, que muitas vezes imaginamos a paz como responsabilidade só dos governantes e líderes. A paz, indiscutivelmente, é um dom de Deus. É o mais precioso dom! Porém, a paz é para nós, uma permanente tarefa a ser efetivada.

Entrando nos contrastes da vida do dia a dia, o mundo das comunicações vai confirmando ações de violência que nos colocam diante dos mais trágicos cenários. As grandes violências, em geral, não chegam de improviso, mas vão se avolumando a partir das pequenas violências, de palavras agressivas, de atitudes de desrespeito, de traições que ferem promessas de amor, do ingresso no mundo das drogas etc.
As pequenas guerras e violências das casas, das ruas, dos estádios e da sociedade, são acesas por pequenas chamas que vão se alastrando e se avolumando. Acreditamos piamente, que a grande paz, começa também pelas pequenas pazes de cada dia. É a paz que vem de um sorriso amigo, a paz de uma palavra de apoio, a paz de um gesto de acolhida, a paz de um silêncio paciente que não revida tudo, a paz que não admite fofocas, a paz da tolerância. Enfim, a paz é possível como fruto da justiça.

Mais do que palavras, necessitamos ações de paz, pois esta não é ausência de guerra, mas presença de amor, em atos e verdade. Benditas as pessoas que acreditam no valor da solidariedade e por esta, criam laços de amizade; promovem diálogos de entendimento e reconciliação; dedicam-se em serviços voluntários que cuidam e promovem a vida. Benditas as famílias que conseguem sentar à mesa do diálogo e não permitem o monólogo da televisão ou outros meios de comunicação. “Quão belos são os pés dos que trazem a notícia da paz” (Is 52,7).

As pequenas pazes de cada dia que acontecem por nossas ações reais, poderão garantir que a paz é possível. O mundo, hoje, tem um mestre acreditável da paz, na pessoa do Papa Francisco. Quem de nós não lembra, com encanto, o gesto de ter desviado o caminho oficial até Belém, para ir rezar pela paz diante do muro que divide Israel e Palestina? Quem de nós não fica impressionado por seus diálogos com os governantes em conflito e com os líderes religiosos mais radicais? E em suas viagens, por onde faz questão de passar e a quem deseja encontrar? A paz é possível desde que assumamos a nossa responsabilidade.

Frei Luiz Turra, ‘No Coração da Vida’, Programas Radiofônicos Vol. 02.