Evangelho do dia 01/11/2026
Todos os Santos, Solenidade - Ano A - Branca
Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! - Mt 5,1-12a
“Bem-aventurados os pobres em espírito, por que deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Solenidade de todos os santos. Hoje festejamos os outros santos, aqueles e aquelas que não figuram no calendário. É a grande multidão que ninguém podia contar, de todas as tribos, línguas e povos. Só Deus é santo. Os santos, nossos irmãos, são aqueles que se deixaram iluminar pela luz de Deus. Eles levaram Deus e seu projeto a sério.
Vieram da grande tribulação, superaram os pecados e dificuldades.
A Liturgia nos recorda um tema fundamental de nossa vida cristã: todos somos chamados à santidade. Que esta celebração festiva renove nossa esperança e nos dê alento para caminharmos na estrada de Jesus até a entrada na Jerusalém Celeste.
Oremos: Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”
Leitura (Verdade)
Leia o Evangelho, com calma. Durante a leitura, permita que a Palavra toque profundamente sua vida. Coloque-se em sintonia com as leituras desta liturgia e peça a Jesus que fique com você, para compreender bem e com profundidade sua mensagem de hoje.
Evangelho: Mt 5,1-12a ““Bem-aventurados os pobres em espírito, por que deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
“A liturgia católica venera hoje a lembrança daqueles e daquelas que fizeram a mesma caminhada que fazemos nesta terra e chegaram vitoriosos à meta desejada. Pessoas como nós que, nas limitações humanas, lutaram e venceram, serviram os irmãos neste lado da vida e continuam servindo do outro lado no céu, com sua intercessão. Foram pessoas que serviram para alguma coisa. Sua passagem por este mundo não foi inútil. São elas que fazem a história ir para a frente. Pessoas capazes de ser diferentes, que gritam o Evangelho com a própria vida, pobres em espírito, mansas, misericordiosas. São as que buscam a justiça, são perseguidas e promovem a paz. São aquelas que sofrem por seguir Jesus.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Que significado tem para mim a festa de todos os santos? Sinto-me feliz em saber que me aguardam um novo céu e uma nova terra, onde não haverá mais dor, lágrimas, pobreza, injustiças etc.?
Com qual das bem-aventuranças me identifico melhor? Por quê?
O que falta para você viver das bem-aventuranças?
Você confia em que Deus o (a) alimentará e sempre matará a sua sede de justiça?
Como tem sido o seu relacionamento com as pessoas. Você é capaz de conquistá-las com mansidão?
Oração (Vida)
Recorde algumas pessoas que você admira e vê nelas uma grande santidade de vida, santidade que pode ser chamada de fidelidade a Deus e comprometimento com seu Evangelho. “Senhor Jesus, eu agradeço essa maravilhosa revelação do livro do Apocalipse que me infunde esperança, fé e confiança em Vós. Vós dissestes: ‘Na casa de meu Pai há muitas moradas e eu vou preparar-vos um lugar e depois vos levarei comigo’. O autor do livro do Apocalipse, escrito em tempo de perseguição do Império Romano aos cristãos, vem confirmar essa vossa promessa. Muito obrigado(a), Senhor da História, meu Senhor e meu Deus.”
Contemplação (Vida e Missão)
Com toda a Igreja contemple essa multidão vestida de branco seguindo a Jesus Ressuscitado, Ele, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Que sentimentos invadem seu coração neste momento? Que propósito de vida nova surge dentro de você?
Enxugar as lágrimas dos bem-aventurados de hoje é uma sugestão prática para quem quer viver segundo o Evangelho.
Bênção
Que Deus Pai, todo amoroso e misericordioso, nos abençoe e nos faça felizes e fortes em todas as circunstâncias. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
“Sede santos, porque eu o Senhor vosso Deus sou santo” (Lv 19,2). Esta é a vontade de Deus para o seu povo. Se, por um lado, a santidade é a realidade própria de Deus, isto é, pertence à sua natureza, pois é “Santo, Santo, Santo” (Is 6,3), por outro, Deus tornou a sua santidade apropriada para o ser humano e nada exige dele que não seja possível de realizar. Então, a santidade não é um prêmio que Deus concede ao ser humano, por algum mérito, mas é dom; é pura manifestação do seu amor e da sua graça que operam a santificação do ser humano, quando a acolhe e a ela busca se configurar. As bem-aventuranças propostas por Jesus nos colocam diante da santidade favorecida pelas dificuldades da vida. Nesse sentido, a felicidade não é sinônimo de ausência de problemas ou de dificuldades, mas é um caminho a ser percorrido em meio às diversas provações que, como discípulos, devem ser enfrentadas com amor e total confiança em Deus. Jesus não proclamou beatos os que deixam esta vida, mas os que, nesta vida, experimentam e vivem as bem-aventuranças como caminho de santificação comunitária; razão pela qual as bem-aventuranças são enunciadas no plural e, no final, uma dupla ordem também aparece no plural: “Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus!”. Somente aqui se fala do futuro, mas que virá para os que, no presente, se abrem e buscam viver as bem-aventuranças como caminho de configuração a Jesus Cristo, assumindo, com pronta decisão, o discipulado que segue na contramão do que a sociedade propõe como estilo de vida. Sob essa lógica, a santidade não é fruto de um conjunto de normas e leis que separam ou segregam uns dos outros, mas é um caminho de comunhão e de partilha da missão do próprio Jesus. Sendo Deus encarnado, Jesus não viveu sua santidade como separação do ser humano, em particular dos pecadores – como faziam os fariseus, escribas, mestres, doutores da Lei e os saduceus –, mas como separação de tudo o que desune e segrega o ser humano ao isolamento. A santidade, proposta por Jesus, não é um caminho de subida para Deus, mas é adesão pessoal a ele, enquanto é Deus quem desce, do mais alto dos céus, para viver no meio dos seres humanos. Assim, a kenosis do Verbo de Deus evoca a kenosis de Deus no Sinai, quando fez sua glória habitar na tenda-santuário (Ex 40,34-35), prenúncio da Encarnação do Verbo no seio de Maria. É lamentável ver que muitos querem viver uma santidade separada e distante das pessoas, em particular dos que consideram pecadores. Repete-se o mesmo erro da época de Jesus. Em contrapartida, vive-se a santidade própria de Jesus quando se assume a compaixão, a misericórdia e o perdão como testemunho das bem-aventuranças.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Evangelho do dia 01/11/2026
Todos os Santos, Solenidade - Ano A - Branca
Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! - Mt 5,1-12a
“Bem-aventurados os pobres em espírito, por que deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Solenidade de todos os santos. Hoje festejamos os outros santos, aqueles e aquelas que não figuram no calendário. É a grande multidão que ninguém podia contar, de todas as tribos, línguas e povos. Só Deus é santo. Os santos, nossos irmãos, são aqueles que se deixaram iluminar pela luz de Deus. Eles levaram Deus e seu projeto a sério.
Vieram da grande tribulação, superaram os pecados e dificuldades.
A Liturgia nos recorda um tema fundamental de nossa vida cristã: todos somos chamados à santidade. Que esta celebração festiva renove nossa esperança e nos dê alento para caminharmos na estrada de Jesus até a entrada na Jerusalém Celeste.
Oremos: Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”
Leitura (Verdade)
Leia o Evangelho, com calma. Durante a leitura, permita que a Palavra toque profundamente sua vida. Coloque-se em sintonia com as leituras desta liturgia e peça a Jesus que fique com você, para compreender bem e com profundidade sua mensagem de hoje.
Evangelho: Mt 5,1-12a ““Bem-aventurados os pobres em espírito, por que deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que estão aflitos, porque esses serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque esses herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque esses serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque esses serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque esses verão a Deus. Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque esses serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus! Pois do mesmo modo perseguiram os profetas que vos precederam”.
“A liturgia católica venera hoje a lembrança daqueles e daquelas que fizeram a mesma caminhada que fazemos nesta terra e chegaram vitoriosos à meta desejada. Pessoas como nós que, nas limitações humanas, lutaram e venceram, serviram os irmãos neste lado da vida e continuam servindo do outro lado no céu, com sua intercessão. Foram pessoas que serviram para alguma coisa. Sua passagem por este mundo não foi inútil. São elas que fazem a história ir para a frente. Pessoas capazes de ser diferentes, que gritam o Evangelho com a própria vida, pobres em espírito, mansas, misericordiosas. São as que buscam a justiça, são perseguidas e promovem a paz. São aquelas que sofrem por seguir Jesus.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
Que significado tem para mim a festa de todos os santos? Sinto-me feliz em saber que me aguardam um novo céu e uma nova terra, onde não haverá mais dor, lágrimas, pobreza, injustiças etc.?
Com qual das bem-aventuranças me identifico melhor? Por quê?
O que falta para você viver das bem-aventuranças?
Você confia em que Deus o (a) alimentará e sempre matará a sua sede de justiça?
Como tem sido o seu relacionamento com as pessoas. Você é capaz de conquistá-las com mansidão?
Oração (Vida)
Recorde algumas pessoas que você admira e vê nelas uma grande santidade de vida, santidade que pode ser chamada de fidelidade a Deus e comprometimento com seu Evangelho. “Senhor Jesus, eu agradeço essa maravilhosa revelação do livro do Apocalipse que me infunde esperança, fé e confiança em Vós. Vós dissestes: ‘Na casa de meu Pai há muitas moradas e eu vou preparar-vos um lugar e depois vos levarei comigo’. O autor do livro do Apocalipse, escrito em tempo de perseguição do Império Romano aos cristãos, vem confirmar essa vossa promessa. Muito obrigado(a), Senhor da História, meu Senhor e meu Deus.”
Contemplação (Vida e Missão)
Com toda a Igreja contemple essa multidão vestida de branco seguindo a Jesus Ressuscitado, Ele, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Que sentimentos invadem seu coração neste momento? Que propósito de vida nova surge dentro de você?
Enxugar as lágrimas dos bem-aventurados de hoje é uma sugestão prática para quem quer viver segundo o Evangelho.
Bênção
Que Deus Pai, todo amoroso e misericordioso, nos abençoe e nos faça felizes e fortes em todas as circunstâncias. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
“Sede santos, porque eu o Senhor vosso Deus sou santo” (Lv 19,2). Esta é a vontade de Deus para o seu povo. Se, por um lado, a santidade é a realidade própria de Deus, isto é, pertence à sua natureza, pois é “Santo, Santo, Santo” (Is 6,3), por outro, Deus tornou a sua santidade apropriada para o ser humano e nada exige dele que não seja possível de realizar. Então, a santidade não é um prêmio que Deus concede ao ser humano, por algum mérito, mas é dom; é pura manifestação do seu amor e da sua graça que operam a santificação do ser humano, quando a acolhe e a ela busca se configurar. As bem-aventuranças propostas por Jesus nos colocam diante da santidade favorecida pelas dificuldades da vida. Nesse sentido, a felicidade não é sinônimo de ausência de problemas ou de dificuldades, mas é um caminho a ser percorrido em meio às diversas provações que, como discípulos, devem ser enfrentadas com amor e total confiança em Deus. Jesus não proclamou beatos os que deixam esta vida, mas os que, nesta vida, experimentam e vivem as bem-aventuranças como caminho de santificação comunitária; razão pela qual as bem-aventuranças são enunciadas no plural e, no final, uma dupla ordem também aparece no plural: “Exultai e alegrai-vos, porque vossa recompensa é grande nos céus!”. Somente aqui se fala do futuro, mas que virá para os que, no presente, se abrem e buscam viver as bem-aventuranças como caminho de configuração a Jesus Cristo, assumindo, com pronta decisão, o discipulado que segue na contramão do que a sociedade propõe como estilo de vida. Sob essa lógica, a santidade não é fruto de um conjunto de normas e leis que separam ou segregam uns dos outros, mas é um caminho de comunhão e de partilha da missão do próprio Jesus. Sendo Deus encarnado, Jesus não viveu sua santidade como separação do ser humano, em particular dos pecadores – como faziam os fariseus, escribas, mestres, doutores da Lei e os saduceus –, mas como separação de tudo o que desune e segrega o ser humano ao isolamento. A santidade, proposta por Jesus, não é um caminho de subida para Deus, mas é adesão pessoal a ele, enquanto é Deus quem desce, do mais alto dos céus, para viver no meio dos seres humanos. Assim, a kenosis do Verbo de Deus evoca a kenosis de Deus no Sinai, quando fez sua glória habitar na tenda-santuário (Ex 40,34-35), prenúncio da Encarnação do Verbo no seio de Maria. É lamentável ver que muitos querem viver uma santidade separada e distante das pessoas, em particular dos que consideram pecadores. Repete-se o mesmo erro da época de Jesus. Em contrapartida, vive-se a santidade própria de Jesus quando se assume a compaixão, a misericórdia e o perdão como testemunho das bem-aventuranças.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.