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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 21/09/2026

São Mateus, Apóstolo e Evangelista, festa - Ano A - Vermelha
1ª Leitura: Ef 4,1-7.11-13 Salmo: Sl 18(19A) - Os céus enumeram a glória de Deus.
evangelho
Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores - Mt 9,9-13

Passando adiante dali, Jesus viu um homem sentado na coletoria de impostos, chamado Mateus, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele, tendo-se levantado, o seguiu. Aconteceu que, estando ele em casa reclina do à mesa, muitos coletores de impostos e pecadores vieram e reclinaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Tendo visto aquilo, os fariseus diziam a seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os coletores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, ele disse: “Os que estão fortes não têm necessida de de médico, mas sim os que estão acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Na escuta, meditação e contemplação da Palavra de Deus, acolhamos o Senhor que nos fala ao coração. Ele se dá a conhecer e encontrar por aqueles que estão abertos ao mistério de Deus.
Silencie seu interior e peça que a presença de Deus purifique seu ser para dar espaço a luz e a força do Espírito fecunde a Palavra que você vai meditar e orar...

Rezemos: “Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Leitura (Verdade)

Todos os dias aprendemos com as atitudes e palavras de Jesus. “Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. Ele não teme as críticas por causa de suas atitudes de misericórdia, come e bebe com os pecadores.
O olhar de Jesus penetra os corações, vai além das aparências. Chama Mateus, um funcionário público, excluído do grupo dos que seguiam Jesus por causa da profissão que exercia. Os fariseus presentes questionam Jesus. Qual é a questão que eles colocam?

Evangelho: Mt 9,9-13 “Jesus viu um homem na coletoria de impostos, chamado Mateus, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele o seguiu. Estando ele em casa reclinado à mesa, muitos coletores de impostos e pecadores vieram e reclinaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Tendo visto aquilo, os fariseus diziam a seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os coletores de impostos e pecadores?” Ele disse: “Os que estão fortes não têm necessidade de médico, mas sim os que estão acometidos por algum mal. Ide antes aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício! De fato, não vim chamar justos, mas pecadores”.

“Jesus passa, presencia acontecimentos e se posiciona diante deles. Na coletoria de impostos, vê Mateus, um escriba, agora trabalhando para os invasores romanos. Era um publicano pecador. É claro que Jesus conhecia o pecado daquele pecador, mas estava interessado no pecador e não no pecado. Outros promotores vocacionais passariam adiante. Afinal, para o discipulado é preciso ser gente boa. Só que, às vezes, a pessoa é tão boa que é incapaz até de fazer alguma coisa errada. Então, é melhor chamar o bom pecador, porque o escriba, que se tornou discípulo do Reino, saberá tirar de seu tesouro coisas novas e velhas. A fumaça do sacrifício sobe, enquanto a misericórdia desce e se manifesta.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Observando o chamado de Mateus, permaneça em silêncio por alguns instantes e procure identificar o que o Evangelho diz a você. Jesus falou a Mateus: ‘Segue-me’, e agora fala com você, mas é necessário que você busque escutá-lo. Repasse o Evangelho e deixe-se tocar pela Palavra de Deus.
Você já atendeu ao chamado de Jesus?
Qual é a sua postura diante daqueles que são “pecadores públicos”? Você acha que eles também têm direito a salvação?

Oração (Vida)

Em oração, peçamos que o Senhor nos conceda a graça de permanecermos fiéis testemunhas do Reino e construtores de uma sociedade mais justa e fraterna.

Oração pela Igreja e pela pátria
Deus e Senhor nosso, protegei a vossa Igreja, dai-lhe santos pastores e dignos ministros; derramai as vossas bênçãos sobre o nosso Santo Padre o Papa, sobre o nosso bispo, sobre o nosso pároco e todo o clero; sobre o chefe da Nação, do Estado e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade, para que governem com justiça.
Dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa. Favorecei, com os efeitos contínuos da vossa bondade, o Brasil, este bispado, a paróquia em que habitamos, a cada um de nós, em particular, e a todas as pessoas por quem somos obrigados a orar, ou que se recomendaram às nossas orações. Tende misericórdia das almas dos fiéis que padecem no purgatório; dai-lhes, Senhor o descanso e a luz eterna. Amém.

Contemplação (Vida e Missão)

O que o Evangelho o/a levou a experimentar? Qual novo movimento nasceu em você a partir da Palavra? Verbalize o que o texto bíblico despertou em seu coração, para vivê-lo em seu dia.

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo

Ir. Carmen Maria Pulga

A vocação de Mateus ao discipulado é singular e direta: “Segue-me!”. Foi visto e chamado por Jesus enquanto fazia o que era considerado um pecado público, pois era cobrador de impostos para Herodes Antipas, ou para o Império Romano. Tal ofício tornava Mateus odiado pelos seus compatriotas e, por certo, também pelos quatro primeiros discípulos (Pedro e André; Tiago e João). Com o chamado de Mateus e a refeição feita com publicanos e pecadores, Jesus deixava clara qual era a sua opção de vida ministerial: conviver com os excluídos e marginalizados, a fim de dar-lhes a oportunidade de vencer todas as formas de discriminação impostas por quem se considerava justo. Por isso não deixou os discípulos responderem aos fariseus, mas ele próprio os interpelou com a profecia de Oseias: “Quero misericórdia e não sacrifício” (Os 6,6).

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.