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Domingo, 24 de Outubro de 2021
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Texto de Maria do dia 22 de setembro
Eis o teu filho... Eis a tua mãe
Eis o teu filho... Eis a tua mãe
Pietro Lorenzett

“Jesus, ao ver sua mãe...” Esse foi o último olhar de Jesus para sua Mãe, o de uma série que começou em Belém e que continuou especialmente na longa convivência em Nazaré. Jesus, enquanto crescia em estatura, sabedoria e graça,  olhava para ela dia por dia. Viu-a rezando e trabalhando, participando das refeições e descansando. Os evangelistas nos atestam que o olhar de Jesus expressava sua intimidade, seus apelos e seu amor. Por isso, ninguém conseguia ficar indiferente quando ele passava: “Jesus, olhando bem para ele, disse-lhe com amor...”  Diante desse olhar, o jovem rico descobriu que, ao contrário do que pensava, não amava a Deus sobre todas as coisas.

O apóstolo Pedro, durante o julgamento de Cristo, negou-o três vezes. Nisso, “o Senhor se voltou e olhou”  para ele. O amor e o perdão que Pedro viu em seu olhar, levaram-no ao arrependimento.

Quem, porém, como Maria, poderia dar testemunho da força do olhar de Jesus? A união entre Mãe e Filho na obra da salvação manteve-se fiel até à cruz. Com ânimo materno Maria se associou ao sacrifício de Cristo, consentindo com amor na imolação da vítima por ela mesma gerada. “Finalmente, pelo próprio Cristo Jesus moribundo na cruz foi dada como mãe ao discípulo com estas palavras: “Mulher, eis o teu filho!”  O último olhar que seu Filho lhe dirigiu no Calvário levou-a, pois, a voltar-se para o apóstolo João, e, em João, nós estávamos lá.

Estava Jesus apenas preocupado com a situação de sua Mãe e a colocava sob os cuidados de João, para que a amparasse? O momento era solene demais para a simples solução de um problema familiar. Chegara a sua “hora”, tão esperada. Sua missão, sua entrega ao Pai atingiam o ponto máximo. Por isso, os padres da Igreja e o comum sentir dos fiéis viram nesta dupla entrega de Jesus — “Eis o teu filho... Eis a tua mãe”— um dos fatos mais significativos para compreender o papel de Maria na obra da salvação. Mais do que confiar Maria a João, Jesus estava confiando o discípulo a Maria, apontando-lhe uma nova dimensão de sua maternidade.

No Calvário, Jesus não proclamou, formalmente, a maternidade universal de Maria. Contudo, em suas palavras, vemos o desejo de nos demonstrar seu amor, ao nos dar uma Mãe, a sua, que assim se tornou nossa Mãe. É uma graça reconhecer em Maria, a Mãe de Jesus, a própria Mãe, confiando-se, pois, a seu amor materno.

ORAÇÃO:
Mãe de Jesus e minha Mãe! O Filho de Deus e ao mesmo tempo teu Filho, no alto da cruz te indicou um homem e disse: “Mulher, eis o teu filho!” Naquele homem ele te confiou cada um dos homens e das mulheres de todos os tempos. Por isso, abraças a todos e de todos te aproximas, para atraí-los maternalmente a ti e poderes apresentá-los a Jesus. Estás sempre onde estão os homens e as mulheres, onde quer que esteja a Igreja. Olha para nós com compaixão e, se cairmos, ajuda-nos a levantar-nos e a nos voltar para Cristo. Que seu Sangue, derramado no alto da cruz, seja fonte de vida e de salvação para todos. Amém.

Reflexão e oração do livro: 'Um mês com Maria", Paulinas Editora.