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Domingo, 19 de Novembro de 2017
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Mensagem do dia 14 de novembro
Se te permitissem um desejo
Se te permitissem um desejo
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Uma noite aprazível, estrelada. Caminho sem pressa com meu filho Carlo pelas ruas silenciosas e sombrias. Conversamos...
Quando a conversa para com a interrupção das palavras, tenho a sensação de que este silêncio, em Carlos e em mim, é ocupado pela lembrança de Martinho.
Ele solta a pergunta:
– Se te permitissem um desejo, o que pedirias?
Sem a menor hesitação, apresso-me em responder:
– Que Martinho retorne, para abraçá-lo, senti-lo vivo, vê-lo sorrir!
Carlos demora um pouco e diz:
– Eu pediria para falar com ele. E se ele dissesse para mim: "Aqui onde estou agora é melhor que em minha vida anterior", não lhe pediria que voltasse...

Eis dois modos de sentir de duas pessoas que quiseram e querem ansiosamente reencontrar um ente querido ausente.
Há sem dúvida uma diferença enorme entre o amor possessivo, que se outorga o direito de desfrutar da presença da pessoa amada, e o amor não possessivo. Este último só procura a felicidade do outro, mesmo que não lhe seja possível partilhar dela.

O amor não possessivo é difícil, muito difícil, porém saudável.
Será que um dia conseguirei alcançá-lo? Um amor assim, tão altruísta, poderei dedicá-lo a Martinho, ou a alguma outra pessoa. Custará muito, mas tentarei. E sei que serei feliz ao alcançá-lo, mesmo que muitos não o compreendam...

Carlos J. Bianchi